sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Entrevista: Degreed


Ao terceiro álbum os Degreed atingem aquilo que chamam de “som degreed”. É o alcançar de uma personalidade musical que tem vindo a ser perseguida nos álbuns anteriores, mas que só desta vez se conseguiu atingir, essencialmente, devido a um trabalho onde o agora quarteto se empenhou sobremaneira. O baterista Mats Ericsson explicou-nos o que mudou dos Degreed em Dead But Not Forgotten.

Olá Mats! Antes de mais obrigado! Os Degreed estão de volta com um novo álbum. Como é o sentimento dentro da banda?
Tudo bem! Sim. Sentimos que este é o melhor disco que fizemos e que ainda estamos em evolução, o que é ótimo. O facto de termos feito o álbum por nós próprios nesta altura é algo que significa muito para o som e que, por outro lado, se reflete na forma como o álbum saiu. Uma maneira fácil de dizer é que nos sentimos fantástico com este álbum!

Na tua opinião, quão diferente ou semelhante Dead But Not Forgotten é em relação aos vossos álbuns anteriores?
Primeiro, como referi antes, é o facto de nós próprios termos gravado, produzido, misturado e masterizado o álbum o que acrescenta uma outra dimensão ao nosso som, de modo que torna este álbum muito especial para nós. Nos dois primeiros álbuns, tivemos um produtor, que é ótimo de qualquer maneira, mas que nos limita em algumas coisas porque não conseguimos experimentar todas as coisas que queríamos nesses álbuns. Não saíram tão bons, mas, pelo menos, tentámos. Não me interpretem mal, realmente achamos que os dois primeiros álbuns são bons, mas este mostra um pouco mais quem realmente somos e como nós realmente soamos.

O tal “som degreed” que vocês falam, certo? O que é exatamente?
O "som degreed" é, basicamente nós os quatro a fazer o que fazemos. Mikael tem um som muito distinto nos teclados em tudo, desde grandes arranjos até solos incríveis, porque são raros os teclistas tão bons como ele. Depois temos o Daniel, que é um dos maiores guitarristas da Europa, juntamente com Robin, que é apenas o melhor vocalista. Muitos vocalistas fizeram grandes álbuns, mas quando os vais ver ao vivo simplesmente não conseguem. Mas Robin não - ele está sempre a fazer isso aliado ao facto de ele não soar como um sueco. Eu e Robin temos tocado juntos desde crianças e isso ajuda ao “som degreed” até porque estamos constantemente em bass & drum que também é uma coisa rara nos dias de hoje! Se a isto adicionarmos que nós próprios produzimos, misturamos e masterizamos este álbum, então adicionamos outra dimensão ao “som degreed”.

Robin foi finalista do concurso sueco do Idols. Como foi a experiência?
Uma experiência incrível que beneficiou tanto a banda como Robin. Ele teve a oportunidade de fazer evoluir as suas capacidades vocais durante esse tempo, bem como crescer como frontman que tem sido uma grande coisa para ele e para a banda.

Agora estão reduzidos a um quarteto, certo? O que se passou?
Jesper tinha muito que fazer e decidiu deixar a banda, o que aconteceu em bom ambiente. No início, senti-me triste, mas depois de tentarmos sentimo-nos incrivelmente bem e continuamos assim.

Como é o processo de escrita nos Degreed?
Na realidade, cada música tem um processo de escrita diferente. Normalmente encontramo-nos para ensaiar e alguém tem uma ideia de uma música e nós começamos a escrever juntos. Outras vezes, alguém tem uma demo para mostrar aos outros e sobre isso temos algo para trabalhar. No final, pode soar como uma música totalmente diferente da demo, mas isso é a parte divertida.

Como decorreram as sessões de gravação desta vez?
Bem, desta vez fizemos tudo sozinhos. Tudo, desde a gravação, produção até ao produto acabado e foi uma experiência incrível para nós dado que apenas tínhamos feito o nosso próprio material, juntamente com um produtor. Agora todos os quatro fomos produtores e tentámos basicamente tudo que queríamos tentar o que também foi ótimo. Devido ao facto de que todos tinham que estar a produzir, todos tiveram que aprender a gravar o que também resultou em que poderíamos gravar sempre que a pessoa que tocasse um instrumento específico tivesse tempo. Acho que esse é o caminho que devemos fazer nos nossos discos para obter o som e sentimento adequados. Talvez tenhamos um produtor apenas para obter uma segunda opinião, mas quando tens os meios, por que tornar as coisas mais difíceis do que são?

Desde quando trabalharam nesta coleção de músicas?
Algumas dessas canções são coisas que temos vindo a trabalhar há anos e outras são canções que escrevemos um mês antes de começarmos a gravar o álbum. The Scam e Touch Of Paradise são duas músicas que terminamos pouco tempo antes de começamos a gravação. Na verdade até escrevemos algumas das coisas de The Scam quando já estávamos a gravar o álbum. Turn Around Don’t Back Down é uma música que já nos acompanha há cerca de três anos e é provavelmente a mais antiga das canções do álbum. De facto, quando dedicamos algum tempo apenas para escrever música não demoramos muito.

E a respeito de tours, há alguma coisa planeada?
Nada está planeado ainda, mas temos a certeza que esperamos sair para a estrada novamente muito em breve!

Muito obrigado Mats. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado por despenderes o teu tempo com a entrevista.

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