quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Entrevista: Ozone


Os dois O’s do rock britânico juntaram finalmente forças num projeto já há muito falado mas nunca concretizado. Khalil Turk da Escape Music foi o patrono desta união entre Steve Overland e Chris Ousey, onde se junta, ainda, Mike Slamer e Tommy Denander. O resultado é um sensacional disco de hard rock clássico que mantém bem viva a tradição britânica neste segmento. Um dos O’s, no caso Overland, falou da génese deste projeto e do que se prevê daqui para a frente.

Olá Steve! Obrigado pela tua disponibilidade. Finalmente os rumores concretizaram-se e dois dos maiores vocalistas do rock clássico estão juntos. Que circunstâncias permitiram a concretização deste projecto?
Obrigado pelos elogios. Temos vindo a tentar iniciar este projeto há já algum tempo, mas com os horários apertados ​​de todas as outras coisas em que estamos envolvidos, simplesmente não foi possível até agora. Mas acreditamos que valeu a pena esperar.

Quem teve a ideia para criar os Ozone e como se processou a selecção dos outros músicos?
A ideia veio da nossa editora. Khalil [Turk] pensou que as duas vozes juntas num álbum seria de tal forma grande que sempre quis fazer este álbum. Temos Mike Slamer envolvido como produtor e foi ele quem trouxe os outros músicos para o projeto, sendo que todos eles fizeram um trabalho incrível.

Um projeto com dois vocalistas não é muito usual. Como foi a interacção entre vocês os dois?
Eu e Chris [Ousey] já nos conhecíamos antes de Ozone, por isso foi fácil. Ambos conhecemos o registo do outro pelo que houve um respeito mútuo.

Levaram isso em linha de conta quando criaram as linhas vocais?
Não, só escrevemos as músicas e depois Mike e nós trabalhamos sobre quem iria cantar o que. Tentamos dividir as performances de forma igual.

Quem foi o principal responsável pela escrita do álbum?
Não houve um escritor principal no álbum, foi uma espécie de 50-50 com Mike e, claro, Tommy [Denander] também esteve envolvido.

Ultimamente temos assistido ao surgimento de alguns supergrupos clássicos. Na tua opinião isso dever-se-á a que?
Não sei se somos um supergrupo, mas acho que há muitos grandes músicos por aí que tiveram sucesso com bandas que já não estão ativas, por isso faz sentido para eles colaborarem com outros grandes músicos na mesma situação.

Como descreverias, nas tuas palavras, Self Defence?
Acho que este disco tem um sentimento rock clássico muito britânico. Queríamos tentar fazer algo na linha de Coverdale/Hughes na era Deep Purple, com as duas vozes a cantar duas partes e uma mistura como eles fizeram. Estou muito satisfeito com a direcção tomada.

Têm tido oportunidades de levar este disco para palco?
É engraçado perguntares, porque ainda ontem estive a conversar com a editora sobre isso. É algo que gostaríamos de fazer, por isso há planos futuros.

É fácil conciliar os Ozone com outros projetos?
Obviamente, tudo o que faço tem uma certa direção, mas, como acontece com este, todos eles são um pouco diferentes na sua maneira de ser. Espero que todos os álbuns e bandas tenham um estilo próprio e único.

E este é um projeto para apenas um álbum ou vamos ter continuação?
Já estamos a falar de um segundo álbum de Ozone, uma vez que este tem tido uma resposta tão incrível. Por isso, talvez no próximo ano.

Obrigado Steve! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Gostaria apenas de agradecer a todos pelo apoio e estamos verdadeiramente contentes por teres gostado do álbum. Espero poder ver-vos a todos em breve... bye.

Sem comentários: