sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Entrevista: Wasted Puppets


Vêm lá bem do norte da Finlândia e carregam a responsabilidade de trazer a essência do rock clássico dos anos 70 e 80. E, de facto, conseguem-no com mestria pela primeira impressão causada pela estreia Puppet Show. Aqui ficam os Wasted Puppets, em discurso direto através do guitarrista Jani Klemetti e do vocalista Anssi Tuomikoski.

Viva! Como estão os Wasted Puppets? Podem apresentar a banda aos rockers portugueses?
Jani Klemeti (JK): Viva! Estamos em grande!!! Somos uma banda de rock clássico que foi formada em 2011 por Anssi Tuomikoski, Jani Klemetti e Ville Muru. Durante estes anos tivemos o prazer de tocar com muitos grandes músicos aqui em Rovaniemi. Atualmente o nossos line-up inclui também Samuli Visuri no baixo. Samuli é um músico incrível que trouxe a estabilidade necessária à banda e a capacidade técnica para o baixo, sendo que tem, também, uma forte componente em teoria musical. Na bateria e backing vocals está Mikko Hyyrylainen. Mikko é um grande baterista e um fantástico cantor elevando os backing vocals a um nível totalmente novo. Jani Klemetti está na guitarra e Anssi Tuomikoski nos vocais.

Qual é a vossa formação musical e/ou experiências anteriores na cena rock?
JK: Antes dos Wasted Puppets, toquei num grupo glam rock daqui de Rovaniemi e em vários projetos diferentes em Oulu antes de me mudar aqui para Rovaniemi. Wasted Puppets marca o meu início a fazer música a sério depois de um longo hiato.
Anssi Tuomikoski (AT): Eu e Jani basicamente estamos focados nos Puppets. Samuli também toca numa banda de metal chamada Ravage Machinery e num grupo rock, Rebel Station. Hyrski influenciou toda a cena musical de Rovaniemi como um artista solo e em vários grupos, como por exemplo, o grupo funk/rap Reindeer Kalashnikov.

E quais são as origens do vosso nome?
AT: Foi uma noite de jams com Ville Muru dos Mind Of Doll e, em seguida, alguém perguntou o que é que este grupo se chamava e eu respondi que era Wasted Puppets. Penso que foi a partir daí.

Associado surge Puppet Show, o título da vossa estreia. Existe algum significado particular para este jogo de palavras com a palavra Puppet?
AT: Se bem me lembro, já tínhamos começado as gravações e não tínhamos nome para o álbum. Eu e Jani estávamos a conduzir na cidade e eu disse que tínhamos que apresentar um título e dessa conversa surgiu Puppet Show.

Como referi, é a vossa estreia. Estão totalmente satisfeitos com o resultado final?
JK: Sim, estou satisfeito. É claro que quando ouves o álbum várias vezes descobres que tens coisas que farias de forma diferente, no tocante aos arranjos das músicas e a todo o processo de gravação. Mas isto sou eu e iremos chegar lá no próximo disco.

Como definiriam a música em Puppet Show?
JK: É música rock, tão simples como isso. Não estamos a inventar a roda novamente, mas é um álbum sólido, divertido de se ouvir com algumas histórias agradáveis ​​embutidas nas letras. Puppet Show pode ser considerado a nossa história de crescimento. Há músicas do álbum que foram escritas em 2012 e músicas que são de 2014. Canções como Louisianna’s Son e Just Disappear foram feitas quando lançamos o nosso primeiro EP. Lovestruck, Don’t Save Me e Black Tar Medicine são canções escritas em 2014 e acredito que estes sejam o tipo de músicas que podem esperar ouvir de nós em gravações futuras.

Têm algum vídeo retirado deste álbum?
JK: Ainda não, mas estamos a conversar com algumas pessoas sobre este assunto e esperamos poder lançar algo em breve.
AT: Na verdade está a chegar um vídeo, mas não podemos falar sobre isso ainda ...

Importam-se de nos falar da experiência de gravação?
JK: Eu adoro a gravação em estúdio. Para mim, é tudo muito divertido. Nós gravamos o álbum em três sessões diferentes. Três músicas em cada sessão que durou de quinta a domingo. Em algumas canções em que tivemos que voltar ao estúdio para regravar algumas coisas como as misturas preliminares não ficamos muito felizes com o resultado.

Quanto tempo trabalharam neste álbum?
JK: A primeira música que escrevi para o álbum foi Just Disappear e foi em 2012, pelo que poderias dizer que trabalhamos no álbum durante 2 anos. No entanto, durante esse período de tempo lançamos um EP com 3 canções e um EP acústico com 4 canções.
AT: Foi gravado e misturado aqui em Rovaniemi e masterizado pelo próprio Mestre Hiili Hiilesmaa que já trabalhou com artistas como The 69 Eyes, Apocalyptica, HIM, Lordi, Negative, Sentenced e agora… Wasted Puppets.

Têm planos para efetuar alguma tournée como forma de promover Puppet Show?
AT: Temos atuado tanto quanto possível, mas, de momento, estamos à procura de uma agência e gostaríamos de ir para Portugal!
JK: Sim, temos feito tantos espetáculos quanto possível. O nosso objetivo principal é sair do Norte e fazer alguns concertos no sul da Finlândia e talvez no estrangeiro.

Muito obrigado. Querem acrescentar mais alguma coisa?
AT: Rock like fuck!
JK: Obrigado a vocês por essa grande review ao nosso álbum!!! Esperamos que nos possas ver ao vivo em Portugal em algum momento no futuro!!! Paz!!

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