sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Entrevista: Millennial Reign


Inicialmente Dave Harvey, ex-ASKA, tinha ideia de fazer um projeto de um álbum apenas. Mas a receção foi tão boa que Dave resolveu avançar para uma banda real, recrutou mais músicos, e Millennial Reign teria continuidade com Carry The Fire, segundo disco e estreia para a Ulterium Records. Quisemos conhecer e mostrar-vos um pouco mais deste reino milenar e para isso fomos falar com o próprio mentor Dave Harvey.

Olá Dave! Obrigada pela disponibilidade. Como vais?
Estou muito bem, obrigado.

Millennial Reign nasceu como um projeto a solo de ti próprio. O que te motivou a criar estas músicas?
Cerca de metade do primeiro álbum foram músicas que eu e o baterista (Bryan Diffee), de uma banda anterior, decidimos gravar. Escrevi mais algumas para encher o álbum e recrutei um vocalista (Trae Doss) para escrever letras para as restantes canções e gravar os vocais.

E quando sentiste necessidade de iniciar a pesquisa de um conjunto de músicos?
Já que tinha escrito músicas para o segundo álbum e os dois primeiros rapazes não estavam disponíveis para gravar, decidi recrutar outro cantor e baterista. Mas, à medida que gravávamos, a conversa levou-nos a poder tornar isto numa banda ao vivo. Recrutamos outro guitarrista e um baixista e como as coisas correram bem tinha toda a gente necessária antes da conclusão do álbum.

Foi uma pesquisa difícil ou não?
Demorou cerca de um ano até encontrarmos todos os membros adequados. Tivemos várias audições com baixistas e guitarristas. Demoramos o tempo necessário para encontrar as pessoas certas para o trabalho e não tenho nenhuma dúvida que estes são os elementos adequados.

Falando um pouco de ti próprio, como foi o teu passado no metal?
Na minha juventude ouvia bandas como Kiss, Rush, Styx e Kansas. Essas foram as primeiras bandas com que me familiarizei depois de as descobrir. Foram a razão pela qual me interessei em aprender a tocar. Depois, quando veio a cena do metal dos anos 80 já estava completamente viciado. Tenho tocado em bandas desde então.

Como vês a vossa evolução desde Millennial Reign até Carry The Fire?
O álbum parece estar a ser muito bem recebido. Temos vindo a fazer espetáculos desde setembro e agora estamos a começar a trabalhar em canções para o próximo álbum.

E podemos supor que desta vez seja um trabalho mais fácil de fazer, uma vez que estão a trabalhar como banda?
Muitas gravações foram feitas antes de ter toda a banda junta, o que realmente não é muito diferente. Todas as canções foram completamente escritas menos algumas letras, pelo que a aprendizagem por parte dos novos elementos foi a parte principal.

Chegaste a ter alguns problemas com algumas posições no line up. Importas-te de explicar o que aconteceu?
Foi simplesmente a disponibilidade. Desde o primeiro álbum que o baterista e vocalista não estavam disponíveis para trabalhar no segundo. Ambos estão a fazer outras coisas e simplesmente não têm tempo.

Como descreverias Carry The Fire nas tuas próprias palavras?
Acho que é um grande passo desde o primeiro álbum. A escrita é melhor, a produção é melhor… simplesmente é um álbum muito melhor que o primeiro no global. É um processo de aprendizagem. O próximo álbum será ainda melhor com tudo o que eu aprendi com os dois primeiros.

Este é o teu primeiro lançamento pela Ulterium Records. Como chegaram ao contacto com a editora sueca?
Na verdade, já tinha descoberto a Ulterium Records há vários anos atrás. Eu ouvia bandas como Audiovision, Innerwish e Theocracy na altura. Procurei pela editora deles e descubro que estavam todos na Ulterium e percebi que, provavelmente, poderia submeter-lhes o meu trabalho. Depois James e eu começamos a gravar o álbum e enviamo-lo a dez editoras diferentes que senti que se encaixavam no género. Embora, a Ulterium fosse aquela em quem eu tinha os olhos postos, porque senti serem melhores. Eles responderam e tem sido, de longe, a melhor relação de trabalho que eu já tive com uma editora.

Nesta altura, onde pensas que podes ir com a tua carreira?
Bem, nada é impossível, mas nunca me verei apenas a fazer música em tempo integral. As coisas mudaram muito desde os anos 80 e das bandas de estádio. Nós fazemo-lo simplesmente porque amamos faze-lo. Mas pretendo continuar a fazer música enquanto for fisicamente capaz.

Muito obrigado, Dave! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado, realmente apreciei a entrevista e o teu interesse em Millennial Reign. Esperemos que isto seja apenas o início.

Sem comentários: