segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Entrevista: Waken Eyes


Quando a banda anterior de Tom Frelek entrou num hiato, o guitarrista/teclista não quis ficar parado e começou a compor novo material numa linha mais progressiva/cinemamográfica. Desde logo pensou em três nomes para o acompanhar: Henrik Båth [Darkwater] para os vocais, Mike Lepond [Symphony X] para o baixo e Marco Minnemann [The Aristocrats, Steven Wilson, Joe Satriani] para a bateria. Arranjados os elementos, nasciam os Waken Eyes e estava na altura de gravar. O resultado é Exodus, aqui analisado pelo mentor do projeto.

Olá Tom! Obrigado pela entrevista! Como estás?
Olá! Estou muito bem, obrigado.

Podes explicar como nasceram os Waken Eyes?
Os Waken Eyes nasceram há alguns anos quando decidi formar um novo projeto. Um projeto de estilo progressivo sem limites nem fronteiras para a composição.

Suponho que todo o trabalho de composição tenha sido feito apenas por ti. É verdade?
Sim, eu compus todas as músicas. Mas, definitivamente, os outros elementos ajudaram a moldar o som final do disco com as suas grandes performances.

E depois, o que aconteceu? Sentiste necessidade de procurar músicos para tocar essas músicas? Foi uma busca difícil ou não?
Sim, eu já tinha esses elementos em mente para fazer este disco. Sendo fã da música e da musicalidade de Henrik, Mike e Marco, foi uma decisão fácil traze-los para me ajudarem a terminar este disco. A procura não demorou muito. Já tinha pedido a outros elementos antes, mas estou contente que eles estejam comigo.

Portanto, conseguiste os músicos que querias quando começaste esta tarefa…
Em definitivo, tenho os músicos que eu queria. Gajos muito profissionais e muito fixes. Muito talento sem egos. Apenas pessoal de alta classe que adoram criar música. Começamos a trabalhar a bateria e depois todas as demos das canções foram concluídas. O Marco terminou as suas peças em cerca de uma semana. O Mike também terminou em cerca de duas semanas. O Henrik demorou um par de meses. Trabalhamos de perto para obter a sensação exata dos vocais.

Ao ouvir Exodus verifico que há muitas passagens acústicas, cinematográficas e melódicas. De onde vem a tua inspiração nestas áreas?
Sim, realmente admiro composições cinematográficas e partituras musicais. A inspiração pode vir de qualquer lugar. Geralmente é uma história ou tema que é importante para mim. Depois disso a música quase que se escreve por ela própria. De uma maneira geral, uso a inspiração de músicas que ouvia e tocava no passado. Mas acredito que o pensamento e honestidade do que escreves ajuda a tornar a música mais expressiva e única. Adoro o trabalho de James Newton Howard. É uma grande inspiração para mim. A banda sonora de The Blood Diamond é uma das minhas favoritas. Muito bom.

Como definirias Exodus?
Exodus é um registo de rock/metal progressivo e cinematográfico. É um álbum de canções que lidam com o medo e o destemor. O tema está lá mais ou menos para ajudar as pessoas com os seus próprios problemas da vida cotidiana. Musicalmente é um som metálico com algumas orquestrações porreiras e peças cinematográficas.

A partir de agora, quais serão os próximos passos para Waken Eyes?
O passo seguinte é fazer uma tour! Depois há mais algumas surpresas a chegar. Portanto, fiquem atentos!

Muito obrigado, Tom. Queres acrescentar mais alguma coisa?
De nada! Quero agradecer a todos os fãs incríveis pelo apoio até agora! Tem sido esmagador e nós agradecemos-lhe por isso! Mantenham o shreddin!

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