quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Entrevista: Bed Legs

Nascidos na cidade de Braga em 2011, os Bed Legs caraterizam-se por uma sonoridade forte e energética, fruto de uma mescla musical que vai desde os anos 60 até aos dias de hoje. Em 2014, lançam o seu primeiro Ep intitulado Not Bad e, de seguida, arrancam numa tour na qual deram cerca de 40 concertos, passando por festivais como o Indie Music Fest, Braga Music Week, Ponte Party People, Sounds of Peace (Arménia), Expand Your Mind, entre outros. Em 2015 surge a confirmação de uma das mais promissoras bandas atuais com o seu primeiro longa-duração intitulado Black Bottle. Fiquem com as palavras dos minhotos.

Olá malta, tudo bem? Apresentem-nos este projeto Bed Legs…
Tudo muito bem obrigado, os Bed Legs são uma banda Rock, são 4 amigos que se juntam pra fazer música e cantar o que nos vai na alma.

Que motivações estiveram latentes aquando da génese deste coletivo?
Todos nós já tínhamos tido projetos anteriormente, e curiosamente há uns tempos atrás estávamos todos meio parados e a sentir a necessidade voltar a dar uns toques e fazer música, houve química e a cena rolou até ao que temos hoje ou seja os Bed Legs

Quais as vossas principais influências?
Somos muito ecléticos no que toca á música que ouvimos, mas para não estar a fazer uma lista, diria que o rock, o blues, o funk e o soul nos influenciaram bastante...

Já tinham tido algumas experiências musicais anteriores dentro deste género?
Sim, todos nós já tínhamos tido bandas ou projetos em que a sonoridade foi Rock, inclusive a primeira banda de 3 dos membros (chamava-se Spazma e remonta aos tempos de adolescência) ou a banda do Hélder os Capot.

Depois de um primeiro EP andaram na estrada tendo feito bastantes datas e até alguns festivais importantes. Como é que uma banda jovem, apenas com um EP editado consegue essa proeza?
Acho que o gosto por tocar é que é a gasolina de tudo que o temos experienciado, tenha sido bom ou mau, "quem corre por gosto não cansa"...

Acredito, que esse manancial de experiência acumulado se repercuta neste novo álbum?
Sim, aquando a gravação do EP ainda estávamos "verdinhos" enquanto banda, então a gravação do mesmo e os concertos que se seguiram deram-nos estrada, mas penso que tem mesmo de ser assim. Tudo o que está pra trás reflete-se no presente ou seja no Black Bottle, mas queremos mais (risos).

Assim, de que forma é que Black Bottle se afasta ou aproxima de Not Bad?
Acho que Black Bottle é um "seguimento" de Not Bad, apesar de distintos sem o EP não teríamos o álbum.

Para quem não vos conhece como descreveriam essa experiência sónica que é Black Bottle?
É um álbum cru, negro e duro. Fala sobre as nossas vivências e no que acreditamos serem também as vivências do comum mortal. O som é o que se ouve, não há muito a explicar, cada pessoa tira dele emoções/sensações que quer ... ou que não quer ...

Este álbum conta uma história, não é verdade? Trata de que?
Como foi dito acima, fala de nós e do que nos rodeia, de amores e desamores, da vida na estrada, do mau vinho, da autodestruição, da vontade de mudar de vida, do vício, é muita coisa (risos).

Vicious foi o tema escolhido para primeiro vídeo. Deve ter sido uma escolha difícil, atendendo à qualidade geral do álbum. O que vos fez optar por esse tema?
Foi realmente difícil, pois qualquer um dos temas, ou pelo menos quase todos, poderiam para nós ser single de apresentação. Após algumas acérrimas conversas acabou por ser o tema Vicious.

Como está a ser a receção deste trabalho?
Para já estamos surpreendidos pela positiva, é esperar que seja melhor ainda!

Já há novos planos para voltarem à estrada?
Sim, já temos várias datas fechadas e em vias de fechar outras. Queremos muito tocar este álbum ao vivo, por isso a expetativa é marcar muitas mais datas. Podem sempre consultar a agenda através da nossa página de facebook.

E depois, até onde pensam chegar com os Bed Legs?
Em tom de brincadeira, diríamos que o objetivo máximo é tocar no CONAN O'BRIEN, isso e nada mais (risos)…

Muito obrigado. Querem acrescentar mais alguma coisa?
Sim, um grande obrigado a todos que nos ajudaram ou ajudam nesta pequena odisseia! Aos restantes, cá vos esperamos no próximo concerto!

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