sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Entrevista: Darkwaters

Após a promissora estreia discográfica com Golden Age Of Decadence (2013) e com uma crescente base de seguidores, os darkWaters regressam com o muito aguardado segundo álbum intitulado Odds And Lies, um disco majestoso e profundamente emocional que está a ter boa receção um pouco por todo o globo. Motivos mais que suficientes para darmos voz aos nossos vizinhos de S. Pedro do Sul.

Viva! Aí está o segundo álbum dos Darkwaters, já lançado em outubro. Como tem sido a receção até gora?
Tem sido ótima! Apesar de contar ainda com pouco tempo desde o seu lançamento, o feedback tem sido extremamente positivo, por parte do público em Portugal e também lá fora, com muitas mensagens de apoio à banda e ao novo trabalho.

E que diferenças são mais visíveis ou notórias em relação à vossa estreia?
Bom, Odds and Lies é um trabalho mais maduro e homogéneo em termos de sonoridade. O primeiro álbum foi uma tentativa inicial de marcar uma posição própria no panorama musical português (e não só), e por esse motivo, bastante mais raw e desenfreado em termos de som. Apesar de ser darkWaters, eram muitos os caminhos possíveis que o conjunto de temas parecia apontar em termos de evolução musical, o que foi claramente depurado neste segundo trabalho. Coesão e identidade própria são marcas fortes neste álbum, pelo menos, no nosso ponto de vista!

Este disco foi masterizado e misturado por Daniel Bergdstrand. Como foi essa experiência? De que forma ele vos ajudou?
Trabalhar com o Daniel foi uma experiência surpreendente para nós, uma vez que tínhamos uma ideia completamente distinta do que seria colaborar com alguém com um estatuto como o dele. Apesar de todo o seu currículo, o Daniel revelou-se um tremendo profissional em todos os aspetos e, acima de tudo, com uma grande humildade em todo o processo. Para além disso, quase sem diretrizes de nossa parte, estabeleceu de imediato uma visão para todo o álbum, que fez questão de nos apresentar e discutir de forma honesta, apontando os pontos fortes e, claro está, aquilo que poderia ser aperfeiçoado. Sentimos claramente que se envolveu em cada detalhe e que assumiu, também, um papel crucial tal qual um elemento da banda. No fim, mais do que uma colaboração estritamente profissional, ficou também uma relação de amizade e a vontade de colaborarmos de novo num futuro próximo.  

O vosso primeiro disco já tinha causado algum burburinho, inclusive lá fora. Já há planos para algo mais sério em termos de internacionalização?
Essa questão é um tanto complexa, pois estamos nisto a sério desde o primeiro momento! Para alguém que se está a tentar afirmar num plano de influência maior, e atendendo ao facto de estarmos no nosso pequeno país, as coisas são bastante mais difíceis, mas nem por isso nos deixamos esmorecer. A projeção da banda fora de Portugal está a começar a desenvolver-se para além das plataformas digitais e esperamos conseguir estabelecer uma agenda de concertos na Europa a curto prazo. Neste momento, estamos ainda em fase de contactos e negociações.

Como se proporcionou a vossa entrada na família Premiere Music?
A oportunidade de nos associarmos à Premiere surgiu durante o processo de gravação do segundo álbum. Apesar de terem surgido várias propostas para a banda, o facto é que não considerávamos razoável estar a ceder tudo e mais alguma coisa para podermos ter um novo álbum cá fora. Tínhamos uma ideia muito clara do tipo de colaboração que pretendíamos para a banda, assim como aquilo que estávamos dispostos a dar à editora que acreditasse no nosso trabalho. A Premiere foi aquela que respondeu claramente às nossas aspirações, demonstrando uma visão muito próxima da nossa, mas, mais do que isso, um conhecimento real do que seria necessário fazer para projetar Odds and Lies para um plano mais alargado de influência. Gostaram do nosso trabalho e decidiram apostar nos darkWaters, o que nos deixou extremamente satisfeitos, pois sabemos que estamos a trabalhar com uma equipa fenomenal!

Sendo que vocês os cinco acabam por vir de backgrounds ligeiramente diferentes, de que forma é que essas individualidades se fundem, depois, no som Darkwaters?
A diversidade que nos marca enquanto músicos é algo que encaramos com naturalidade e que nunca tentamos medir ou condicionar. O facto é que as coisas fluem quando estamos juntos e não tentamos colar este ou aquele riff a uma dada banda que um de nós aprecia ou está a ouvir em determinado momento. O que acontece, na verdade, é que, uma vez juntos, apagamo-nos em termos individuais e servimos a sonoridade darkWaters, que pode surgir de qualquer lado: um ritmo ou uma melodia, uma frase ou expressão… enfim, as músicas que fazemos podem começar de muitas maneiras diferentes e, por isso, deixamo-nos levar e damos o máximo que conseguimos em cada momento.

Em termos de vídeos, sei que já há alguma coisa retirada de Odds and Lies
Sim. Trabalhámos os temas Confession e Strongest Of Them All, que estão a ter uma aceitação muito acima do que inicialmente antecipámos, especialmente no caso do último tema. As visualizações não param de crescer e em pontos do planeta que não estávamos nada à espera!

E quanto a estrada? Já têm alguma coisa agendada para breve?
Sim, vamos estar em abril em Lisboa e estamos também a confirmar datas adicionais no Norte do país.

A terminar, obrigado e dou-vos a oportunidade de acrescentar algo mais…
OK. Obrigado a todos os que têm apoiado a nossa música e que continuam a fazer do rock e do metal a voz dos inconformados! We’ll see you on the other side of the dark waters!

Sem comentários: