domingo, 21 de fevereiro de 2016

Review: Infinity (MarysCreek)

Infinity (MarysCreek)
(2016, Escape Music)
(5.7/6)

2015 marcou o regresso dos MarysCreek, sete anos após o seu anterior trabalho discográfico. Desta vez, todavia, a espera não foi tão longa e os suecos apresentam o seu mais recente trabalho, Infinity, primeiro para a editora britânica Escape Music, casa habitualmente mais virada para sonoridades hard rock e não tanto para estas muralhas sonoras metalizadas. Infinity apresenta doze temas muito fortes em termos de secção rítmica, baseados em guitarras musculadas e encorpadas a debitar riffs pesadões e com groove que criam autênticas muralhas sónicas. Por outro lado, são temas sempre com melodias muito apelativas, vocais limpos e melodiosos e solos técnicos e melódicos. Esta mistura, aparentemente improvável, mas que resulta na perfeição, é complementada com outros pormenores que enriquecem as canções – ruídos, pontuais elementos eletrónicos, samples, sons sintetizados. Simplisticamente, poderíamos dizer que em Infinity assistimos a um estranho cruzamento entre um metal-moderno-quase-thrash e o… AOR com alguns elementos góticos, principalmente ao nível de algumas texturas de piano. Um disco francamente bom, equilibrado e sempre nivelado por cima, onde as canções, maioritariamente em mid-tempo, apresentam algumas alterações estruturais inteligentes, resultando numa obra muito interessante e uma excelente proposta neste inicio de ano.

Tracklist:

1. Hypnotized

2. Buried Deep Within

3. Into Infinity

4. So Afraid (To Live)

5. The First Day

6. My Confession

7. On The Other Side

8. The Ghost Inside

9. Blinded By Darkness

10. Forever Lost

11. My Own Enemy

12. Tomorrow


Line-Up:
Mats Nilsson – vocais
Jonas Hallberg – guitarras
Peter Bergkvist – guitarra ritmo
Roger Blomberg – baixo
Stefan Halldin - bateria

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Edição: Escape Music     

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