sábado, 5 de março de 2016

Entrevista: Arrayan Path

Já passaram dois anos desde a última proposta dos cipriotas Arrayan Path, na altura IV: Stigmata considerado como melhor álbum do ano por Via Nocturna. O coletivo regressa com Chronicles Of Light e acreditem que não desaponta os seus fãs, preparando-se, inclusivamente, para conquistar mais alguns com o seu estilo único e inconfundível de metal melódico, épico e poderoso. Nicholas Leptos, o líder e vocalista falou-nos da evolução ocorrida no seio da banda.

Olá Nicholas! Como estás? O que tens feito com os Arrayan Path desde a última vez que conversamos?
Olá! Bem, desde então escrevemos música e trabalhamos no duro, mas de um modo mais relaxado. Depois de 3 álbuns em 3 anos precisávamos de um bom descanso!

É oficial: ninguém consegue criar melodias como vocês. Qual é o segredo?
(Risos) Obrigado! Na verdade, não tenho a resposta. Talvez seja a música com a qual eu cresci e as nossas influências ao longo dos anos.

A respeito deste novo álbum, um título cheio de luz mas, muitas vezes e no campo musical, algo mais obscuro. Como foi feita essa gestão?
Na verdade, quando começamos a escrever a música queríamos algo mais positivo. Acho que a parte mais obscura cresceu há medida que o processo se ia aproximando do fim e, devo dizer, especialmente no final, quando começamos a receber as primeiras misturas. Este som moderno das guitarras, os vocais mais agressivos e a limitação dos teclados levou a que o álbum se tornasse mais escuro e poderoso.

Chronicles Of Light acaba por ser, em muitos aspectos, um passo em frente, mas principalmente no sector vocal. Como foi a tua preparação nesta área? Vocais limpos, guturais, vocais teatrais, outros sons… como fizeste isso?
Basicamente fiz o que sempre faço. Algumas músicas pediam vocais mais intensos pelo que tentei faze-los. Não existe uma fórmula nem um segredo. Na verdade, não canto assim muitas vezes.

Trabalharam, mais uma vez com Vangelis Maranis. De facto, uma grande equipa…
Exatamente como eu penso!

Podemos falar um pouco dos convidados deste álbum?
Bem, aqui vamos nós! Francois Micheletto é um grande cantor de rock e é membro dos Marianne’s Wish e Minus One. Este ano irá representar Chipre no Festival Eurovisão da Canção! Kostas Vretos é o guitarrista dos Wardrum e devem, obrigatoriamente, descobrir esta banda! Sotiris Gogos é uma lenda da guitarra em Salónica e Kikis Apostolou é um amigo meu da cena Metal de Chipre. Antonis Mavrou foi membro de uma das minhas bandas anteriores Prodigal Earth; Huseyin Kirmizi é o nosso teclista para os shows ao vivo e Angelo Vafeiadis toca comigo nos Warlord. Espero não me ter esquecido de ninguém (risos)!

Neste álbum trocaram um teclista por um segundo guitarrista. Foi uma tentativa para dar mais músculo à vossa música?
Isso só aconteceu porque, desta vez, o nosso teclista George Kallis não teve tempo para gravar connosco. Ele compõe música para filmes em Los Angeles e naquela altura estava muito ocupado. Alexis Kleidaras gravou connosco em quase todos os álbuns após a reunião de modo que...

Vamos falar de dois temas bónus. O bónus no CD é uma versão de um tema pop grego dos anos 80. Porque esta escolha?
Não há uma resposta sofisticada para esta pergunta. Simplesmente gostamos da música e pensamos que encaixaria perfeitamente nas novas músicas. Eu sempre quis fazer uma versão dessa música. Deves conhecer o original!

O bónus disponível para download é, de facto, outra grande canção, como aliás já tinha acontecido com o bónus presente em IV: Stigmata. Quando podemos encontrar todas essas fantásticas músicas juntas em algum lançamento físico?
Definitivamente estamos a ponderar colocá-las todas juntas num CD no futuro! Talvez daqui a cinco anos, quando tivermos mais faixas bónus (risos)!

Chipre não é dos maiores nomes na Europa do metal, mas penso que se deve começar a olhar para o vosso país com outros olhos. Se formos a ver, uma das melhores bandas europeias da actualidade vem dai – Arrayan Path! Definitivamente um nome a ter em linha de conta. Sentem esse reconhecimento quer dentro quer fora do vosso país?
De forma triste digo que não somos tão apreciados no nosso país quanto nos outros países. E isso é bastante decepcionante. Mas estou certo que muitas bandas de outros países têm o mesmo problema nos seus próprios países. Mas estamos felizes por verificar que nos últimos dois anos a nossa base de fãs tem crescido, especialmente em países como Espanha, Portugal, Itália e Alemanha, embora a nossa maior base de fãs seja na Grécia.

O que está planeado para promover Chronicles Of Light?
Como se sabe, até agora, nós não costumamos fazemos muitos espetáculos, mas vamos fazer alguns. Embora nada esteja confirmado ainda.

Muito obrigado Nicholas. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado por esta grande e pouco comum entrevista!

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