segunda-feira, 4 de abril de 2016

Entrevista: AOR

Com um glorioso passado no que diz respeito ao AOR Frédéric Slama continua imparável e mantendo o ritmo de um álbum por ano. Desta vez, a coisa fica mais séria e LA está darkness. O francês radicado na Califórnia explica-nos porquê, em mais uma entrevista cheia de bom humor. Uma entrevista onde também falamos dos inúmeros convidados deste novo disco e de uma série de projetos para os próximos tempos.

Viva Frédéric! Como estás? Nunca paras, não é verdade? Outro álbum cá fora...
Eu estou sempre bem quando lanço um novo álbum (risos). Tento manter um bom ritmo, lançando um novo CD a cada ano com material de qualidade única. Este é um desafio, mas nunca coloquei nenhum filler nos meus álbuns como muitas bandas fazem com tanta frequência. Espero que os fãs gostem do álbum, tanto quanto eu.

Desta vez, LA está na "escuridão". Referes-te a que? Ao lado obscuro da cidade ou à cidade à noite com todo o seu glamour e decadência...?
Foi a escuridão e o declínio da indústria musical que inspirou este título. É o primeiro álbum que não terminam em "ion", isto é, LA Temptation, LA Connection, LA Reflection etc... Acho que tudo mudou no mundo da música com os downloads ilegais e em que todos querem tudo de graça, incluindo a música dos seus artistas favoritos!

Se LA Connection foi o teu álbum mais pesado, este, ainda consegue ser um pouco mais. Cada um dos teus álbuns é mais pesado do que o anterior. É consciente?
O álbum anterior Return To L.A. (2015) foi de longe o álbum mais pesado de todos com grandes cantores como Paul Sabu, Tommy Funderburk, Erika, Jesse Damon, Bob Harris e muitos outros. L.A. Darkness é simplesmente a continuação de Return To L.A., mas mais melódico e mais rock, com incríveis novos cantores e uma produção superior.

O teu método de trabalho foi o mesmo que em Return To L. A.? Continuas a compor sempre com um vocalista em mente?
Como no meu álbum anterior, Return To L.A., o método foi o mesmo e tenho cantores específicos com quem gostaria de trabalhar numa música em particular. Desta vez tive a sorte de ter lendas como Steve Overland dos FM, Kevin Chalfant dos Storm ou Henry Small dos Prism entre muitos outros artistas incríveis! Foi uma honra trabalhar com cada um deles.

E todos eles aceitaram o teu convite... e todos estavam disponíveis?
Esses grandes cantores têm sempre tempo para fazer parte de um projeto de qualidade que os colocará no centro das atenções. Eles sabem que eu quero o melhor para eles e que podem confiar em mim para lhes oferecer as melhores canções possíveis com letras significativas e as melhores melodias. É por isso que eles continuam a trabalhar comigo. (risos)!

Mantendo o "maestro" Tommy Denander. Neste álbum ele toca todos os instrumentos, embora, a guitarra seja o principal, suponho...
Acabo por colocar sempre "Todos os instrumentos" em Tommy porque me ajuda com muitas coisas diferentes. Mas há outros músicos neste álbum, como em todos os álbuns anteriores de AOR. É claro que os solos de guitarra são principalmente a sua área e Tommy brilha e fica muito inspirado quando se trata de tocar solos de guitarra! Ele é uma lenda AOR!

E também te ajudou na criação das músicas?
Não, desde muito cedo que escrevo músicas sozinho. Este é o meu principal trabalho, ser compositor. Tenho centenas de canções que escrevi para álbuns de artistas japoneses, americanos ou franceses, é o que faço melhor e pelo qual sou conhecido. Há mais de 15 anos que sou compositor e agora estou com as maiores editoras de música do mundo, como a Taiyo Music no Japão que lida com Janet Jackson, Joe Walsh, Bob Seger, entre outros.

Bom, mas ainda há um longo caminho a percorrer até atingirem a centena de álbuns juntos (risos)…
Bem, este é o meu álbum número 15 para os AOR (20 se contares os meus álbuns a solo e as minhas produções com os Chasing Violets), portanto apenas tenho mais 85 álbuns de AOR para fazer e alcançar o meu objetivo (risos)! Talvez termine o meu álbum 100 numa casa de repouso e tu ainda vais estar aí para me entrevistar!

Diz-me uma coisa: o que faz quando as raparigas dizem não (risos)? Se bem que, nestes casos, suponho que não seja a rapariga mais inteligente em LA...
Elas dizem sempre sim ao capitão do AOR (risos). Mas, se ainda assim disserem que não, terei que lhes dar o meu mais recente cd para as convencer (que pode funcionar, nunca se sabe). Caso contrário, espero pelos teus conselhos e, em seguida, poderia escrever outra canção chamada "Porque as raparigas dizem sempre sim"!

Bem Frédéric... e de agora em diante... Quais são os teus projectos para os próximos tempos?
Trabalhar em algumas reedições, escrever para outros artistas, gravar um novo álbum, ir em tournée e curtir a vida, tanto quanto possível!

Mais uma vez obrigado Frédéric! Foi um prazer! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado pela boa entrevista. Mantenham-se a rockar e espero ver-vos numa tour em breve!

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