segunda-feira, 25 de abril de 2016

Entrevista: Todd Grubbs



Conhecido pelo virtuosismo da sua guitarra, Todd Grubbs surpreendeu ao utilizar vocais no seu novo disco, As The Worm Turns. Nada que o americano não estivesse habituado a fazer nos 3 Green Windows, mas em nome próprio foi uma surpresa. Mas como se infere desta conversa que mantivemos com o guitarrista, esta foi uma experiência agradável e será para repetir muitas mais vezes…

Olá Todd! Obrigado pela disponibilidade! Novo álbum e este substancialmente diferente dos teus trabalhos anteriores…
Sim, o novo CD está cá fora e estou a gostar muito de o promover. E quero-te a tocar as minhas músicas!

Tu habitualmente gravavas e lançavas álbuns instrumentais, portanto, quando e porquê decidiste que era a altura certa para um álbum vocalizado?
Gravei muita música instrumental e gostei, mas estou a divertir-me a escrever letras e a usar grandes cantores. Pretendo fazer muita música vocal nova.

Mas sei que este não é o teu primeiro lançamento com vocais. Já tinhas feito isso com os 3 Green Windows. De alguma forma essa experiência influenciou-te a fazer este álbum agora?
Sim, 3 Green Windows foi uma banda vocal, mas aí só escrevi a música e desta vez escrevi todas as letras e melodias.

Como foi a tua procura por vocalistas?
Estou muito feliz porque conheço alguns cantores muito talentosos. John, Todd e Zak são amigos e Emily foi um aluno meu.

O facto destas canções incluírem vocais, trouxe-te alguma dificuldade extra nos processos de criação e gravação?
Em alguns aspetos é mais difícil, mas realmente gosto do processo de escrita e tendo grandes cantores tira a pressão de mim. É mais fácil do que tentar encher-se 11 músicas com mil solos de guitarra.

E a respeito dos músicos que tocam contigo, são teus companheiros habituais?
Tenho o Jeff Henry na bateria e o Alan Tatum no baixo. Estão comigo desde 2005 e são grandes músicos e bons amigos. Também tenho um teclista chamado Daniel Swartwood que também contribuiu com algumas partes agradáveis para As The Worm Turns, junto com Eddie Ray Meyer, que também acrescentou alguns teclados fixes.

Algumas das canções fazem parte de um conceito, não é verdade? Podes explicar o que abordas, em que consiste?
As quatro primeiras músicas constituem um conceito a respeito de um soldado e dos seus diferentes pontos de sua vida. Em Man In The Hat encontra-lo nos meados da vida a lutar contra os seus demónios. Em Stay Alive ele lida com os horrores da guerra a começar com a invasão do Dia D. The Other Side Of Forever, é a sua esposa em casa e as experiências vividas no momento exato do Dia D. A última música do conceito é We Are One e é esse soldado, no final da sua vida a tentar que tudo faça sentido para ter paz consigo próprio.

Deste álbum já tens quatro vídeos…
Tive o cineasta Roberto Agosto a trabalhar neles. Dei-lhe o conceito básico e deixei-o fazer o que quisesse.

Próximos projetos… O que tens em mente?
Já tenho bastantes músicas novas com Emily Velasco e Todd Plant. Tenho material suficiente para lançar um novo CD, mais um CD Toddities vol 3 e um EP de 4 covers. Também quero gravar profissionalmente e filmar uma performance ao vivo com diferentes cantores, juntamente com algumas músicas instrumentais.

Muito obrigado Todd! As últimas palavras são tuas…
Obrigado pelo teu interesse na minha música! Já faço isto há muitos anos, mas cada vez mais gosto de escrever e gravar. O meu plano atual é equilibrar a minha discografia com igual quantidade de músicas vocais e instrumentais. Ter tocado com os 3 Green Windows foi divertido, mas prefiro fazer eu próprio toda a escrita. Tenho o meu próprio estúdio para que possa criar música a qualquer hora e estou sempre a trabalhar em algo.

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