segunda-feira, 18 de abril de 2016

Entrevista: Wishing Well

Só o simples facto de Graham Bonnet cantar num tema destes desconhecidos Wishing Well já era motivo suficiente para causar curiosidade para os ouvir. Mas, Chasing Rainbows (assim se chama o álbum de estreia dos finlandeses) tem muito mais para oferecer que a simples participação de um notável vocalista. E é, para nós, uma das grandes surpresas deste primeira metade do ano. O mentor da banda, guitarrista e também baixista no álbum, Anssi Korkiakoski respondeu às questões de Via Nocturna.

Olá Anssi, como estás? Quem são os Wishing Well? Podes apresentar a banda para os rockers e metaleiros portugueses e podes contar-nos um pouco da vossa história até agora?
Os Wishing Well sou eu na guitarra, Rip Radioactive na bateria, Rick Becker no baixo e Peter James Goodman nos vocais. No entanto, por questões pessoais Pete decidiu não tocar ao vivo connosco, pelo que não tenho a certeza se ele vai ou não continuar connosco. Atualmente temos Pekka Montin nos vocais, ele tem um som impressionante e é muito versátil. Pode gritar e rosnar o que dá as nossas músicas, no mínimo, um valor extra. Tem a sua própria banda que são os Judas Avenger e são ótimos. Comecei esta banda como um projeto há muitos anos. Tenho tanto material escrito que a minha outra banda, os Hittegods, simplesmente não conseguiam lidar com ele já que são muito mais rock simples do que hard rock ou metal. Depois encontrei Rip e Pete na web num site de procura de músicos e juntaram-se à banda. Rick é um velho amigo meu com quem fiz muitas músicas juntos. Escrevi todas as músicas, ensaiamo-las com Rip e fomos para o estúdio onde Pete se juntou a nós.

Falando da tua estreia, Chasing Rainbows, é um álbum muito diverso que vai do hard rock ao power metal. De onde vem toda essa inspiração?
Quando se trata de escrever música vem tudo do meu passado. Sempre fui um grande fã do hard rock e metal dos anos 70 e 80 e não consigo evitar isso, está no meu DNA. No entanto, tenho outras influências como guitarra clássica, The Beatles, um pouco de prog rock e assim por diante. As letras são muito importantes para mim e escrevo principalmente sobre a minha própria vida, que é o que me agrada mais. Podes ouvir, por exemplo, na faixa-título, Sands Of Time ou Fire In My Soul. Está tudo lá.

Quais são as vossas principais influências?
É óbvio que se notam, mas não quero dizer nenhum nome, porque quero que o ouvinte as consiga ouvir. A coisa é metal clássico e hard rock, nada de nu metal nem black metal nem metal extremo. Eu gosto de melodias fortes e vocalistas masculinos. Fora do hard rock e do metal gostaria de mencionar JJ Cale e Neil Young. São os meus maiores heróis. São os mensageiros, os velhos homens sábios.

Graham Bonnet colaborou convosco neste álbum. Como se proporcionou esse contacto? Foi fácil convencê-lo a cantar convosco?
Entrei em contato com a organização de Graham depois termos escrito Hippie Heart e percebi o quanto essa canção foi inspirada por Desert Song de MSG. Escrevi as letras tendo Graham em mente. Entramos em contato com ele através do seu agente alemão e depois de estabelecido um contato foi tudo muito profissional e fácil. Ele gostou da canção e disse que o iria fazer. É claro que eu sabia que, no passado, ele tinha colaborado com muitos compositores e bandas, e foi por isso que lhe perguntei. E também porque sou um grande fã deu. Se eu tivesse que escolher o melhor vocalista de hard rock de sempre, seria o Sr. Graham Bonnet. Simplesmente adoro a sua voz.

Estas canções foram escritas ao longo de uma alargado período de tempo. Pergunto-te se isso influenciou a referida diversidade. Isto é, estas canções são representativas dos atuais Wishing Well?
Não acho que tenha sido essa razão, uma vez que tenho bastantes ideias e influências. Essas canções representam a minha forma de compor e representam muito bem os Wishing Well. Diria que este é o nosso estilo e que o iremos manter. É possível que o som e arranjos sejam um pouco diferentes no futuro, dependendo produtor e vocalista, mas o principal permanecerá o mesmo.

Como foi a vossa experiência em estúdio?
Vivemos um grande momento em estúdio! Sabia que Henrik Sirelä, o engenheiro, era uma pessoa impecável. Não é um homem do metal mas um engenheiro muito experiente e com uma mente positiva e aberta. Além disso, a sua experiência noutros estilos de música ajudou-nos em alguns casos. Gostei muito de ter trabalhado com ele. Quando o álbum começou a ganhar forma foi maravilhoso ouvir que ia parecer grande. Às vezes, o trabalho de estúdio pode ser muito stressante, mas independentemente disso, é uma das coisas que mais gosto de fazer.

E agora? Com um grande álbum como este em mãos, quais serão os vossos próximos passos?
Promover a banda é um trabalho a meio tempo mas muito duro. Precisamos de novos parceiros, precisamos agendar concertos, manter a discussão na comunicação social, ter um próximo vídeo e assim por diante. Além disso, vamos começar a ensaiar novo material em breve. Também precisamos resolver o problema do vocalista para podermos ir em frente. Vamos dia-a-dia com a cabeça nas nuvens mas os pés bem assentes na terra.

Muito obrigado Anssi! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Sei que há muitos fãs de metal e hard rock em Portugal. Sendo eu também um grande fã de metal respeito todos e espero que possam utilizar algum do vosso tempo para ouvir algumas das nossas músicas no YouTube ou Spotify. E se gostarem delas, podem comprar o álbum. Está cheio de melodias fortes e não se vão dececionar. Vão até à nossa página de Facebook, façam likes e mantenham-se atualizados sobre a banda. Se tiveres ideias onde poderemos tocar em Portugal ou que estação de rádio ou web sites gostam de nós, informa-nos. Desejo-te tudo do melhor… rock on!

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