quarta-feira, 25 de maio de 2016

Entrevista: Crimson Hall

Better Safe Than Sorry é o título do single de avanço do álbum de estreia dos Crimson Hall previsto para junho. O quinteto formou-se em 2014 com o objetivo de fazer algo próprio e as primeiras reações a este primeiro lançamento têm deixado a banda motivada. Via Nocturna foi conversar com o guitarrista João Ferreira sobre mais este nome nacional emergente.

Olá, tudo bem? Quem são os Crimson Hall? Podem falar um pouco do trajeto desenvolvido até agora?
Olá! Os Crimson Hall são um grupo de músicos que tinham uma grande vontade de ter um projecto totalmente seu, visto que grande parte das suas vidas passava por tocar música de outros, quer fosse a acompanhar determinado artista ou mesmo a tocar covers. Começámos a compor em 2014, entrámos em estúdio em meados de 2015, e estamos agora aqui com as coisas a chegarem ao público.

Quem são os Crimson Hall? Podes apresentar os elementos?
Os Crimson Hall são compostos pelo André Peixoto na voz, o Ricardo Gomes na guitarra, o David Rodrigues na bateria, o João Ferrão no baixo e eu, João Ferreira, na guitarra. Eu e o André somos vizinhos há dez anos, o Ricardo e o David eram meus colegas no curso de jazz da Universidade Lusíada e o Ferrão conheci através de amigos e convidámo-lo para se juntar a nós.

O que vos motivou a erguerem esta banda?
Era aquilo que dizia há pouco, queríamos ter um projeto nosso. E queríamos que esse projeto fosse a via através da qual as nossas criações pudessem chegar às pessoas. Tínhamos muito material criado por nós individualmente, algum já com bastante tempo, que nunca tinha visto a luz do dia e a criação dos Crimson Hall permitiu-nos usar essas ideias e algumas que apareceram entretanto.

Já tinham tido experiências semelhantes anteriormente?
Já. Mas desta vez decidimos que ia ser a sério, mesmo que tivessemos de sacrificar outras coisas que fazemos. Por vezes, pomos os nossos projetos em standby para nos podermos dedicar a trabalhos para que somos chamados e, desta vez, decidimos que nos íamos dedicar o máximo possível a isto.

Que nomes ou movimentos mais vos influenciaram?
As nossas influências são variadas. Foo Fighters, Nirvana, The Strokes, Artic Monkeys, Ornatos Violeta passando pelo Brit Pop que o André ouve... Bem, depois eu o Ricardo e o David estudámos jazz o que também poderá ser considerado uma influência para nós, pelo menos na abordagem à construção dos temas.

Better Safe That Sorry é o nome do vosso single, sendo que o lançamento decorreu já em abril. Têm algum feedback das primeiras reações?
Sim, temos. E o incrível para nós é que as pessoas gostam... Hahah... É incrível que tenham aparecido montes de pessoas, nos concertos dos passados dias 5 e 7 de maio, que já sabiam a letra toda e cantaram conosco, mandaram-nos um vídeo do concerto no Popular Alvalade em que as pessoas cantam todas o refrão e nós estamos tão gratos. É tão surpreendente ter uma mensagem criada por nós que está a chegar às pessoas. E já temos 2180 visualizações do nosso vídeo no youtube... É incrível, obrigado!!

Como descreveriam o que se pode ouvir neste single?
É rock! Já houve quem dissesse que é rock americano, mas para nós é rock... São guitarras, a voz e a bateria tornam-se mais intensas quando a mensagem se torna mais dura... O tema fala sobre a dúvida e a desilusão em relação a alguém e no final a desilusão é o ponto central e aí as coisas tornam-se sérias... Haha! É um crescendo da dúvida em relação à desilusão final!

E este single é um fiel demonstrativo do que virá a seguir?
Sim é, escolhemos este tema como single porque o consideramos demonstrativo da nossa linguagem e neste início precisamos de afirmar a nossa identidade. Porém, dentro do disco vão existir três ou quatro variações desta linguagem, cada uma representada por um ou dois temas.

Projetos e objetivos para o futuro – aonde pensam poder chegar com os Crimson Hall?
Nós queremos três coisas: continuar a criar música, fazer concertos e que a nossa música chegue ao máximo número de pessoas possível. Para atingir este objetivo propomo-nos a trabalhar com todas as forças e empenho que temos. Depois onde podemos chegar só o tempo o dirá!

Muito obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
Queremos agradecer esta oportunidade de falarmos sobre nós, muito obrigado. Oiçam a nossa música e apareçam nos concertos!

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