sexta-feira, 13 de maio de 2016

Entrevista: Liane

Colibri é o trabalho de estreia de Liane. Um disco onde as letras e composições revelam um ressurgir da música portuguesa, pela natureza lírica e musical que envergam, e pela garra com que são interpretadas pela cantora, compositora e letrista bracarense. É essa a atitude com que Liane assume o seu projeto a solo, adotando uma sonoridade entre o pop, o rock/alternativo e o acústico. Uma das grandes revelações deste ano e que, por isso mesmo, fomos conhecer melhor.

Olá Liane. Antes de mais, parabéns pelo teu excelente álbum. Esta é a tua primeira aventura musical?
Olá Pedro. Muito obrigada! Apesar de já estudar canto e música há cerca de 10 anos, esta é a minha primeira aventura de trabalho original.

Quais são as tuas principais influências?
Queen e Muse, principalmente. Mas também Christina Aguilera (na fase Stripped), Michael Jackson e, curiosamente, Glee.

Para quem ainda não te conhece, como descreverias Colibri?
É um álbum que retrata um processo de perda, catarse e, por fim, reconciliação e renascimento. Foi inspirado na mitologia da ave que o nomeia, o colibri. É uma ave que simboliza isso mesmo: reconciliação com o passado e renascimento.

Tu és guitarrista, compositora, letrista e vocalista. Todos os temas de Colibri foram exclusivamente compostos por ti?
Sim, foram. Música e letra.

E quem te acompanha em termos dos restantes instrumentos?
Na bateria, um amigo de longa data, Carlos Miguel Carvalho. Na guitarra, o André Pacheco. No piano, a Manuela Machado. E no baixo, neste momento, estou a trabalhar com o Albano Fonseca e com a Rita Pereira. Todos eles músicos excelentes e que embarcaram nesta viagem comigo com o maior dos entusiasmos.

Vais mantendo o equilíbrio entre canções em inglês e em português. Tens alguma preferência ou estás mais à vontade em alguma língua especial?
Prefiro sempre escrever em português mas, embora me sinta muito à vontade em ambas as línguas, há alguns conceitos que sinto que só são bem comunicados se forem escritos de raiz em inglês. Para mim, a letra é sempre a base, o fundamento, e é aquilo em torno do qual tudo o resto gravita: incluindo o próprio idioma em que é escrita.

Mas o denominador comum é a grande qualidade lírica. O que te inspira?
Inspira-me, claro, o meu próprio percurso, mas também o que se passa à minha volta, em termos sociais e político-económicos.

O teu trabalho de promoção tem passado muito pelo lançamento de vídeos. Quantos já foram?
Neste momento, já estão lançados quatro vídeos.

Inclusive fizeste um para uma reinterpretação acústica de Catarse. Como surgiu essa ideia?
Com a Catarse, sempre tive a ideia de fazer uma versão acústica. É uma música que me toca muito. Um dia, estava a ensaiar baixo e decidi gravar uns apontamentos. E depois, fui construindo e gravando o resto da música. E assim nasceu a versão acústica!

É indiscutível que tens entre mãos um álbum de enorme qualidade. Sentes que isso tem sido reconhecido e que as portas se têm aberto para ti?
Sim, sinto. O que é um enorme sentimento de autorrealização, pelo qual estou muito grata!

E considerando essa enorme qualidade, até onde pensas chegar? Quais são os teus objetivos enquanto artista para o futuro?
Num futuro próximo, continuar a promover este primeiro álbum. A médio prazo, gostaria muito de promover e realizar um concerto onde possa apresentar o álbum na sua totalidade. A longo prazo, lançar um segundo álbum.

Em termos de palco, como está a tua agenda?
No dia 15 de maio (é já no domingo!), vou apresentar o álbum na FNAC Mar Shopping. No dia 21 de maio, apresento-o em Viseu, também na FNAC. E a 26 de maio, atuarei no Palco de Braga, no BragaParque.

Muito obrigado! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Apenas um agradecimento, por ter sido tão bem recebida aqui no Via Nocturna. E os parabéns pelo blogue!

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