sexta-feira, 20 de maio de 2016

Entrevistas: The Weatherman



A cumprir uma década de carreira, Alexandre Monteiro regressa com o seu projeto The Weatherman completamente renovado e com o quarto álbum de originais. Depois da boa experiência da internacionalização, com passagens por Holanda, Bélgica e Alemanha, Eyeglasses For The Masses, é um disco que pretende reclamar atenções e despertar consciências e que culminou no recente concerto para macacos.

Viva, Alexandre tudo bem? Quarto disco da carreira. Qual é o sentimento no seio da banda?
Missão cumprida. Está toda a gente muito contente com o resultado.

Como foi o processo de criação deste álbum? Quanto tempo trabalharam nele?
Foi talvez comparando com os anteriores o mais fluido. Demorou cerca de dois anos. Cerca de um ano a compor, e outro a preparar as demos. Gravar foi mais rápido, demorou cerca de duas semanas.

Eyeglasses For The Masses acaba por transportar uma mensagem forte em termos sociais. Quais são as vossas principais mensagens que querem transmitir?
Cabe aos ouvintes interpretar da forma que entenderem a mensagem. Penso que de uma forma geral, é um convite às pessoas para conseguirem ver além do óbvio, e de tudo aquilo que nos tentam impingir nas nossas vidas.

Daí surgir o concerto para macacos? Querem explicar esse conceito? É daí que surge o título Eyeglasses For The Masses?
Está tudo interligado, embora não haja uma ligação directa entre o concerto para macacos e o título do álbum. São coisas independentes… no caso dos macacos, trata-se de um happening para despertar consciências, desafiar as pessoas a reflectirem no papel que temos todos no que toca à responsabilidade de tornar este planeta um sítio melhor.

Já agora uma curiosidade: Calling All Monkeys é o primeiro single retirado do álbum, mas acaba por aparecer como bonus track. Se não inédito, pelo menos raro….
Sim, é algo que provavelmente nunca foi feito, mas este disco também traz isso: o desafio de pensar out of the box. Nos anos 60 também era normal os singles não entrarem nos álbuns, e no entanto isso agora é considerado estranho. Porque não pensar as coisas de um modo diferente?

A banda que hoje te acompanha é totalmente renovada. O que se passou e quem te acompanha agora?
Não se passou nada de especial, apenas cruzei-me com outros músicos, as circunstâncias próprias da vida assim o ditaram. Acompanham-me o Alexandre Almeida na guitarra, O João Nuno Almeida na bateria, o Nuno Melo no baixo, e o João Burmester nos teclados.

Ultimamente tens-te virado para a internacionalização. Como têm corrido as coisas lá por fora?
Cheguei a fazer algumas coisas interessantes, pela Holanda, especialmente. Lancei lá o meu disco anterior, e as coisas correram bem. Já lá estive duas vezes, conto voltar.

Em termos de palco, como está a vossa agenda?
Por enquanto, temos os concertos de apresentação no Porto, Passos Manuel no dia 21 de maio, e em Lisboa, no Sabotage no dia 23 de junho. Temos também uma data em Riba d’Ave a 9 de julho.

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