segunda-feira, 27 de junho de 2016

Entrevista: Marauder

Mantendo um ritmo certo de um álbum a cada quatro anos, os gregos Marauder mantém-se firmes como uma das bandas de referência no seu país e chegam ao disco número seis intitulado Bullethead, mais um manifesto de puro e clássico heavy metal. Theodore Paralis, baixista do coletivo, falou-nos deste novo álbum e das peripécias vividas pelos Marauder nos últimos tempos.

Olá Thodoris! Obrigado pela entrevista! Quatro anos em silêncio, mas a espera valeu bem a pena – um grande regresso. Devem sentir-se orgulhosos...
Obrigado! Estou feliz por teres gostado! Estamos muito satisfeitos com o resultado e como dizes, isso faz-nos sentir orgulhosos.

Afinal nada de estranho para vocês, porque vão mantendo esse intervalo de quatro anos entre cada lançamento...
Isso agora é uma coisa que muitos têm notado e nos têm perguntado!! Ok, não é coincidência. Acreditamos que um álbum deve levar o seu tempo e se pensares bem, leva 1-2 anos para a sua promoção e para as pessoas entrarem em contacto com as novas canções; talvez um ano ou mais para concluir a composição e gravação e alguns meses para a editora o lançar. Se fizeres bem as contas...

Têm um novo vocalista que se estreia neste disco. Como foi a sua adaptação à banda?
Ele já não é membro da banda por isso acho que não foi assim tão boa. Mas este facto não tem nada a ver com a sua contribuição para o álbum, é bom referir. Ele fez um ótimo trabalho.

Esse facto fez-vos mudar alguma coisa no processo de trabalho?
Sim, mudamos um pouco o processo de trabalho. Tentamos fazê-lo entender a maneira que queríamos que as músicas fossem cantadas e fazer com que ele adquirisse o feeling certo. Nick conseguiu-o muito bem.

Então, como analisas este álbum em comparação com os vossos trabalhos anteriores? Diz-se que é o mais épico poderoso até à data. É verdade?
Definitivamente é o mais poderoso, mas não o mais épico. Os álbuns Elegy Of Blood e 1821 tiveram conceitos mais épicos/guerra, ao passo que Bullethead tem apenas 3-4 canções épicas. Bullethead é ​​mais agressivo e groovy com refrães cantaroláveis que vão ficar na tua mente! Além disso, tem o melhor trabalho de guitarra até agora. Tentamos compor os solos de uma forma muito mais melódica e técnica do que antes.

Vocês são um estranho caso de longevidade no vosso país. O que vos faz manterem-se firmes a lutar pelo metal? De onde vem a inspiração?
A nossa inspiração vem da própria música. Somos um grupo de pessoas que toca a música que ama. Acreditamos que o metal pode dar-te a força interior para lutar, para ires em frente com a tua vida e seres tu próprio.

Têm algum vídeo filmado a partir deste álbum?
Nada ainda. Talvez num futuro próximo.

O que têm planeado para promover este álbum nos próximos tempos?
Espetáculos ao vivo.

Muito obrigado, mais uma vez! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado pela entrevista! Classics Never Die!!!

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