domingo, 12 de junho de 2016

Entrevista: Palankalama

Palankalama é um quarteto dedicado à música instrumental, oriundo da cidade do Porto onde a música atravessa várias regiões do mundo, com uma interpretação da música tradicional/folk de diversos lugares e imaginários. Mas onde não falta, também, a energia do rock e a aura do cinema. Um coletivo muito interessante que procuramos conhecer melhor.

Olá pessoal, tudo bem? Afinal o que é este novo projeto Palankalama?
Viva! Palankalama é um quarteto, originário da cidade do Porto dedicado essencialmente à música instrumental.

Acho que a vossa sonoridade acaba por ser uma lufada de ar fresco. Como surgiu esta ideia?
Conhecemo-nos todos praticamente já a tocar na sala de ensaios. A música que temos feito tem surgido de forma natural e não premeditada. Procuramos tocar o que nos apetece, o que resulta num reportório bastante variado e livre.

Já agora, o que significa Palankalama?
Quando pensamos num nome para a banda, o que é sempre um exercício penoso, quisemos algo que tivesse uma sonoridade “musical”. Palankalama resulta da junção do nome de dois animais, a Palanca originária de África e o Lama da América Latina, dois continentes cuja música tão variada e criativa nos tem inspirado e cativado.

Em termos musicais, quais são as vossas influências ou maiores inspirações?
Apesar de termos um gosto musical relativamente parecido e partilharmos bastantes influências, consumimos música bastante variada. Nos ensaios recorremos preferencialmente a imagens, caricaturas, filmes ou situações para transmitir uma ideia que queremos experimentar musicalmente.

Vocês apostam numa forte componente acústica. Será essa caraterística a transportar para os palcos?
Sim, tem acontecido naturalmente. O material que gravamos está próximo do que fazemos ao vivo, uma vez que praticamente não “dobramos” instrumentos e gravamos todos juntos e em simultâneo.

Há uma acentuada dose de improvisação nos vossos temas?
Alguma sim. Temos muitas coisas que não estão completamente fechadas ou definidas.

Uma vez que os temas são instrumentais, como são atribuídos os títulos das músicas?
Grande parte das vezes surgem das tais imagens a que recorremos para explicar uma ideia.

Nesse aspeto, nota-se uma enorme tendência para a ruralidade – há burros, vacas e gaios. De onde vem essa tendência?
Não é nada premeditado, nem relacionado com uma tendência para a ruralidade mas sim para a realidade que nos rodeia, já que toda essa bicharada anda para aí muitas vezes sobre a forma de pessoas até.

E depois há aqueles dois temas com nomes curiosos como Um Fato Cinzento Para Dançar e Um Pires Branco Com Um Pão Quente a Fumegar. Como aparecem esse nomes?
Novamente, tem que ver com as tais imagens mentais que se formam quando compomos e tocamos música.

Uma vez que têm tido oportunidades de apresentar estes temas ao vivo, pergunto como têm sido as reações?
Bastante boas, o público tem sido nosso amigo.

Para o futuro, há ideias de continuar este tipo de criação?
Claro que sim, o nosso projeto é ainda muito recente, temos muitas ideias e cada vez comunicamos melhor uns com os outros.

Muito obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
Apenas agradecer a vossa atenção dada ao nosso trabalho e convidar toda a gente a aparecer nos nossos concertos e a ouvir a nossa música.

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