sexta-feira, 24 de junho de 2016

Entrevista: Wild Rose

As coisas têm corrido bem aos Wild Rose – um tema num filme, outro a atingir o número 1 do top e álbuns completamente esgotados. A entrarem na segunda década de existência, 4 marca também alguns regressos e uma mudança de editora. Foram estes os tópicos principais que abordamos com o teclista Dirty Haris

Olá Dirty, como vais? Novo álbum, nova editora, novos membros... tanta coisa nova nos Wild Rose para este novo disco… Como lidaram com essa situação?
Olá! Na verdade, estamos muito bem! Para começar com o álbum, acredito que 4 é o nosso melhor álbum até o momento. A Lion’s Pride é a nossa nova editora e assinamos com ela, graças à sua reputação crescente e, claro, ao nosso manager, Chris. A Steel Gallery faz a edição grega e a Avalon/Marquee Inc. a japonesa. Agora, os novos membros ...  bem, não são bem novos. George e John Bitzios estavam no line-up original da banda. Juntos gravámos o nosso primeiro álbum Half Past Midnight, lançado em 2011 e estamos mais do que satisfeitos em tê-los connosco novamente. Ficamos tristes de ver Phil sair depois de ter gravado 4 e depois de 10 anos da banda. Panos Barkoutsos é o nosso novo baixista e irás vê-lo em ação mais cedo do que pensas.

Mas, desde a última vez que conversamos em 2014, outra notícia relevante ocorreu na banda. A vossa música Through The Night entrou no número do top. Acredito que não seja esse o principal objetivo de uma banda, mas com certeza faz-vos sentir bem com essa distinção…
Faz, na verdade! Through the Night esteve três semanas consecutivas como número 1 do top do rock clássico, foi mais do que esperávamos e fez-nos sentir muito orgulhosos da nossa música. É isso que faz as bandas continuar! O reconhecimento é o principal pagamento do artista.

Em segundo lugar, a primeira prensagem do vosso primeiro álbum esgotou. Há ideias para uma reedição?
Bem, ele já esgotou há 3 anos. E na verdade, todos os três álbuns anteriores estão esgotados. No entanto, não gostaríamos de lançar uma segunda prensagem do álbum sem um par de novos recursos... Como faixas bónus perdidas ou... Uppss, agora fui longe demais. Não está nos nossos principais planos, mas também não está inteiramente fora de cogitação!

Finalmente uma música vossa incorporada na banda sonora de um filme. Boas notícias e uma espécie de sonho tornado realidade?
Como referiste! Too Late foi uma das primeiras músicas que escrevi em conjunto com Andy em 2006. Foi lançada pela primeira vez num promo CD single em 2007 e foi destaque no nosso álbum de estreia, Half Past Midnight. Assinamos um acordo com Nevermore Production Films LLC para a faixa Too Late e... cá estamos.

E, finalmente, chegamos a 4, naturalmente, o vosso quarto álbum. Com as mudanças de line-up referidas antes, houve mudanças no método de trabalho?
Os nossos métodos de trabalho estão sempre a mudar como resultado do progresso da banda. No entanto, George e John não são exatamente novos na banda, por isso, não tivemos que lhes apresentar os nossos métodos, apenas... uma atualização por parte deles! Tem sido ótimo trabalhar junto com eles novamente. Eles são brilhantes para este tipo de música! Panos juntou-se a nós depois das gravações, mas a linha base, que ele e Dimos criaram é incrível!

O que tentam atingir com este novo álbum tanto em questões musicais como líricas?
Como já mencionei antes, noutra entrevista, escrevemos sempre com o coração. As letras e as melodias vêm naturalmente para nós e se isso não acontecer, simplesmente não vamos compor mais qualquer música. Estou a querer dizer que não estamos a tentar alcançar nada específico. Esta é a nossa inspiração, embalada num novo álbum e espero que vocês gostem tanto quanto os anteriores.

Este álbum marca, ainda, o início de vossa segunda década de existência. Quais são os vossos principais objetivos para esta nova fase de existência?
Bem, eu não tinha pensado nisso desta maneira... Já conseguimos muito mais do que esperávamos quando começamos a banda, com apenas algumas ideias para canções. O nosso principal objetivo é a criação de mais shows e tentar tocar com mais regularidade e visitar mais países. Apesar de não inteiramente realista - uma vez que eu estou em Londres, George e John vivem na Alemanha e o resto dos membros estão na Grécia - acredito que com muito trabalho, boa comunicação e um bom planeamento pode ser feito.

Em breve irão embarcar numa tournée Mediterrânica. Onde irão tocar e o que poderão esperar os vossos fãs?
Já houve dois espetáculos na Grécia, a 17 e 18 de junho em Salónica e Atenas, respetivamente, que, para meu pesar, não pude participar devido à minha carga de trabalho em Londres. Em setembro, será a vez de visitar Plovdiv - Bulgária, e, depois de mais um espetáculo na Grécia, iremos para Milão - Itália e Zaragoza, Madrid e Barcelona - Espanha para terminar o tour. Os fãs podem esperar muitas músicas do nosso novo álbum 4, sem esquecer aquelas que mais gostam dos álbuns anteriores.

Muito obrigado Dirty!
Foi muito bom conversar contigo! Obrigado por terem aqui esta segunda vez!

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