quarta-feira, 27 de julho de 2016

Entrevista: Patinho Feio

Rock honesto e de entrega total. Por vezes cru, outras vezes mais rebuscado mas sempre em português. Assim se definem os Patinho Feio nas palavras de Filipe Pires, com quem conversámos a propósito do lançamento do disco Para Não Se Estar Calado.

Olá Filipe, tudo bem? Quem são os Patinho Feio?
O Patinho Feio somos todos… Nós, vocês… Há um Patinho feio em cada um… Pronto nós somos mais!

Quando e com que motivações nasce este coletivo?
A ideia de formar a banda surgiu do António Justiça, que entre o dia-a-dia de música clássica e as visitas ao tango com os Trio Porteño não consegue estar parado no que concerne às lides do rock, decidiu então desafiar alguns velhos amigos para fazer eclodir o Patinho Feio, a motivação é tocar fazer música… expressarmo-nos com isso…

Qual era o vosso background musical?
O Antonio e o André são músicos a tempo inteiro, os restantes elementos vieram completar os ingredientes de um bolo chamado rock que deve servir-se frio e com toques de irreverência.

Patinho Feio pode parecer um nome não muito adequado para uma banda de rock. De onde surgiu ele?
O imaginário proporcionado pelo conto de Anderson foi determinante na escolha do nome e o conto leva a isso mesmo e quantos de nós já se sentiram “patinhos feios” tristes, sós, desprezados? O Rock pode ser a libertação desse Patinho Feio, torná-lo um belo cisne.

Como descreverias a vossa sonoridade?
Digamos que é um rock honesto e de entrega total. Por vezes cru, outras vezes mais rebuscado mas sempre em português. Há um estilo próprio, um rock umas vezes melódico, outras mais depressivo e com algumas viagens psicadélicas.

Que nomes ou movimentos mais vos influenciam?
Há alguma variedade musical entre nós, se tivéssemos de referir influências há uma banda que nos marca bastante em Portugal, os Mão Morta, Mundo Cão… Por aí, pelo rock mais cru…

Para Não Se Estar Calado é o título do vosso primeiro álbum. Uma edição apenas em formato digital, certo? Quem a quiser adquirir onde a poderá encontrar?
O álbum começou a ser pensado no formato físico, o digital acabou por ser um acréscimo e visto para nos como um reconhecimento do nosso trabalho. Isso só foi possível com a ligação à Farol Música.  O disco físico com uma edição de autor, pode ser encomendado através da nossa pagina de facebook/patinhofeiorockandroll ou por mail para patinhofeiopf01@gmail.com . O digital está à venda em todas as plataformas digitais e ao alcance de um clic em qualquer parte do mundo.

Sempre em língua portuguesa?
Sempre! Isso foi algo que desde cedo definimos como certo, cantar na nossa língua. Há muitas bandas a cantar em inglês mas nunca quisemos que o Patinho Feio se chamasse “Ugly Duck” se bem que a título de brincadeira costumamos dizer que podíamos ter uma música chamada Bad Poetry ou um Porém que podia ser However.

E o que pretendem ainda fazer para não se manterem calados?
Vamos continuar a tocar e a tentar passar a mensagem do rock na nossa língua, que é tão bonita e tantas vezes desprezada.

Poesia Má é o single de estreia. Estão a pensar em lançar mais algum single?
Já estamos a trabalhar nisso, brevemente teremos mais novidades.

Projetos para o futuro. O que nos podem adiantar? Onde pensam poder chegar
Estamos otimistas com a saída do disco e encaramos o futuro com alguma expetativa, mas sem ilusões e com os pés no chão. O principal objetivo é continuar a tocar e a fazer música, até “para não se estar calado”. Entretanto no Outono estaremos já a preparar novo álbum, já começámos mas não digam a ninguém…

Muito obrigado, Filipe! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Quack! Quack!

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