domingo, 24 de julho de 2016

Entrevista: Space Elevator

Com um impressionante álbum de estreia homónimo, os Space Elevator ameaçam tornar-se um caso sério. O álbum está a ser muito bem recebido, a tournée britânica foi um sucesso e agora vem ai a Out Of This World Tour com os não menos impressionantes Cats In Space. O renascer do rock clássico passa obrigatoriamente por este quarteto britânico liderado pela enigmática The Duchess com quem conversamos a propósito de Space Elevator.

Olá The Duchess, obrigado pelo teu tempo! Quem são os Space Elevator? Podes apresentar a banda e falar um pouco do vosso historial até agora?
Olá, o prazer é nosso! Somos o guitarrista David Young, o baterista Brian Greene, o baixista Chas Maguire e eu, a vocalista The Duchess. O nosso álbum de estreia homónimo acaba de ser lançado na Europa e andamos em tournée pelo Reino Unido com o nosso espetáculo.

Como todos os membros têm carreiras brilhantes em nome individual, o que vos motivou a juntar esta banda?
David e eu já escrevemos há alguns anos para outras pessoas e decidimos gravar um álbum que foi completamente honesto e verdadeiro para nós mesmos. Foi completamente auto-indulgente! Nenhum pedido de desculpas, nenhuma tentativa para ser contemporâneo ou relevante, apenas o tipo de música que desejávamos ouvir e criar.

Como surge o nome Space Elevator?
Queríamos algo massivo que soasse como Led Zeppelin! Na altura não sabíamos o que era um elevador espacial, mas, na realidade, encontramos o nome, no site Doctor Who! Agora estamos a colaborar com a empresa que está a construir o primeiro elevador espacial do mundo, portanto quem sabe? Podemos acabar por fazer um espetáculo lá!

Falando de nomes... misterioso o teu: The Duchess! Algum significado em particular?
(Risos)! Bem, andei num colégio interno e os meus amigos chamavam-me isso quando regressava a casa, já que vinha de uma escola particular elegante. Tinha uma bolsa de estudos estatal mas foi um apelido engraçado e pegou! Também é a minha música favorita dos Genesis...

Recentemente lançaram o vosso primeiro álbum. Um grande álbum, de facto! Devem sentir-se  orgulhosos...
Obrigado! Estamos muito orgulhosos, mas também bastante espantados com o que conseguimos fazer, desde a conceção à produção, estando a ser tão bem recebido em todo o mundo, é verdadeiramente um sonho tornado realidade! Trabalhamos muito em todos os detalhes e um grande agradecimento vai para o nosso incrível produtor Adam Vanryne que é como o nosso George Martin!

De onde vem toda essa criatividade para conseguirem criar canções tão geniais?
Sonhos… Conversas ouvidas de forma aleatória, uma melodia que entra na tua cabeça e não te deixa, amores perdidos, pessoas que já nos chatearam, filmes que vimos, a inspiração está em toda a parte! Quanto mais mergulhas nela, mais inspirado ficas.

É verdade que optaram apenas por lançar o álbum nos formatos CD e vinil? Como tem sido a resposta a essa opção?
Sim, é verdade. Queríamos que as pessoas vissem o nosso álbum da mesma forma que era habitualmente. Ouvindo tudo de uma vez, lendo as notas, o lado A e B… Estávamos tão resolutos nisto que só depois percebemos que estávamos a perder todo um potencial público que apenas faz downloads. Agora também já está no iTunes, porque as pessoas pediram, mas o vinil tem sido uma escolha extremamente popular para os compradores mais exigentes!

O line-up que gravou o álbum foi um pouco diferente do atual, certo? Que mudanças aconteceram?
Tivemos o incrível Neil Murray (Whitesnake, Gary Moore, Black Sabbath) no nosso álbum, o que foi fantástico para nós. Infelizmente Neil é uma pessoa muito requisitada e não pode comprometer-se connosco para a atividade ao vivo, principalmente devido à ocupação com a sua banda Snakecharmer. Chas entrou em cena para os espetáculo, o que junto com Brian nos ajudou a criar um som ao vivo que é muito mais pesado e que se tornou parte integrante da banda. Um músico brilhante e que que permite grandes backing vocals. Agora não o deixaremos sair. Elliot Ware fez um belíssimo trabalho nos teclados no álbum e elevou as nossas músicas a um nível superior. Também ele é um músico muito ocupado já que trabalha com Ray Davis no musical Sunny Afternoon. Esperamos que possa estar de volta no próximo álbum, já que é um génio!

Estão atualmente em tournée. Como estão a decorrer as coisas?
Impressionante. Adoramos o olhar no rosto das pessoas quando nos vêem pela primeira vez! Na realidade entramos na nossa própria vida e damos às pessoas um espetáculo que não irão esquecer tão depressa! É ótimo poder viajar pelo país a tocar música e fazer novos amigos. O que poderia ser melhor?

E em breve, outra com os Cats In Space. Quais são as vossas expetativas?
Eles são uma banda incrível! Também trabalharam com Adam no seu álbum de estreia Too Many Gods. Eles têm um grande som clássico com melodias incrivelmente cativantes e estão a conseguir uma enorme base de fãs. Mal podemos esperar para colaborar com eles. Os nossos nomes espaciais também combinam bem! É o chamado Out Of This World Tour!

E que se prevê proximamente para os Space Elevator?
Em seguida, em setembro, vamos filmar um vídeo no Canadá com a empresa que está a desenvolver a tecnologia para o primeiro elevador. Vejam esse espaço sobre o que vão fazer que será de cair de queixo! Também uma nossa principal prioridade é o próximo álbum. Temos uma campanha a decorrer para que os nossos fãs possam entrar a bordo e acompanhar o progresso durante todo o tempo, talvez até tornarem-se parte do álbum!
http://www.pledgemusic.com/projects/space-elevator

Bem, The Dutchess, muito obrigado, mais uma vez! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado a todos que ouvem a nossa música. Maciçamente apreciamos o vosso apoio, venham-nos ver num espetáculo um dia e dizer olá!

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