quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Entrevista: Brother Hawk

Amantes da natureza, inspirados por ela e criadores natos de grandes canções – tudo percetível em Big Medicine o álbum que apresentou ao mundo os Brother Hawk. J. B. Brisendine, guitarrista e vocalista do coletivo oriundo de Atlanta, falou-nos do projeto e do álbum.

Olá J. B.! Antes de mais, obrigado pela entrevista. Quem são os Brother Hawk e como surgiu a banda?
Somos uma banda de rock de Atlanta, GA. Começamos em 2010. Há alguns anos que James (baixo) e eu tínhamos a ideia de ter uma banda juntos. Conversamos com Nick (teclas) para tocar connosco, finalmente, funcionou.

Olhando para o vosso nome e para a capa do CD, parece que vocês têm uma grande ligação à natureza. É mesmo assim?
Absolutamente. É a inspiração para uma série de canções nossas e mesmo quando não é, tem um grande efeito sobre nós. Pessoalmente, preciso estar em contacto com a natureza para poder ter paz de espírito.

Falando da capa do CD, deixa-me dizer-te que é muito bonita. Quem foi o responsável?
Obrigado! Foi o meu melhor amigo John Henry Gloyne de Cherokee, NC quem a pintou. É ele quem faz a maior parte do nosso trabalho artístico, ele é incrível.

O que tentou ele captar?
Ele tinha em mente que queria usar um pássaro, e o Great Blue Heron é um pássaro muito poderoso e especial para mim, por isso pedi-lhe para usar uma imagem dele.

Falando agora da música, este álbum é realmente muito bom! Parabéns! Onde se foram inspirar?
Muito obrigado! A inspiração vem simplesmente da vida. Todas as letras retratam experiências pessoais, abordando coisas diferentes, como qualquer outra pessoa. Musicalmente acho que todos nós nos inspiramos uns aos outros, como uma reação em cadeia. Todos nós forçamos os outros a tocar melhor e a ser mais criativo.

Quais são as vossas principais influências?
Neil Young, The Black Crowes, Magnolia Electric Co., Dinosaur Jr..

Como descreverias Big Medicine?
Para mim é muito intenso e emocional e sonoramente penso que é grande, abrangente e aberto, que é o que tentamos realizar. E simples, no lado positivo da palavra. Não há uma grande quantidade extra de produção nem de instrumentos desordenados. Somos apenas nós a fazer o que fazemos. Estamos muito orgulhosos disso.

Como conseguiram criar esse som tão orgânico? Gravaram ao vivo? Como foi a experiência?
Gravamos a maior parte ao vivo. As guitarras, hammond e vocais foram as únicas coisas trabalhadas após a gravação inicial ao vivo. Penso que isso combinado com o facto de termos mantido a simplicidade, ajudou a alimentar esse som orgânico. Já tocávamos essas canções há vários anos, pelo que fizemos bastantes experiências, por isso sabíamos exatamente o que fazer. A experiência foi incrível! Gravamos com TJ Elias em The Quarry, em Kennesaw, GA. É um lugar bonito e confortável para se fazer um disco e TJ é uma pessoa incrível e muito bom no que faz. Esperamos voltar a fazê-lo novamente!

Estão prontos para a Europa? É a vossa primeira vez aqui? Quais são as expetativas?
Sim! Nick é o único que já esteve na Europa, portanto estamos todos muito animados para ver novos lugares e conhecer novas pessoas e fazer, todas as noites, o que gostamos de fazer. Espero estar fora da minha zona de conforto, o que é bom de vez em quando, mas sei que vai ser incrível!

Obrigado, J. B.. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado! Se alguém ouvir o disco e gostar, por favor enviem-nos uma mensagem! Adoramos conhecer e conversar com novos fãs.

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