segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Entrevista: The Order

Quatro anos depois do revivalista 1986, os Suíços The Order apresentam o seu estilo mais pugilista em Rock ‘n’ Rumble. Desta vez o coletivo experimentou um novo estúdio e um novo produtor mas o seu hard rock continua certinho como os relógios do seu país. Bruno Spring, o guitarrista do quarteto, foi o nosso anfitrião.

Olá Bruno! Tudo bem desde a última vez que falamos? Passaram-se quatro anos - o que fizeram durante este período?
Olá! Bem, após o lançamento de 1986, no verão de 2012 fizemos alguns espetáculos e festivais na Suíça, Alemanha e França. No início de 2013 começamos a escrever novo material para o próximo álbum e, claro, continuamos a fazer mais concertos, principalmente, na Suíça. Na primavera de 2014, gravamos duas músicas (The Last In Line e I Could Have Been A Dreamer) para o álbum de tributo a Dio, que foi lançado alguns meses mais tarde e continuamos a escrever e ensaiar novas canções. Toda a composição levou cerca de dois anos e, no final do ano de 2014, tínhamos cerca de 20 canções. A partir de 2015, entramos em estúdio e começamos as gravações. O processo de gravação levou quase um ano: gravamos o básico (bateria, baixo e guitarra) no nosso estúdio de longa data com o engenheiro Sven, depois fizemos os overdubs na minha própria casa/estúdio e finalmente Gianni colocou os seus vocais no estúdio de Achim Köhler em Stuttgart (Alemanha). Depois de termos terminado as gravações, Achim fez a mistura e masterização e entregou o álbum no início de março na nossa editora.

A última vez que falamos foi a respeito de 1986. Agora regressam com Rock 'n' Rumble. Mudou alguma coisa no reino dos The Order?
Na verdade não. Nunca tivemos qualquer mudança de formação desde que começamos a banda há 11 anos. Apenas fazemos o que sempre fazemos: concertos, escrevemos canções e gravamo-las. Devido ao fato todos termos famílias e empregos a tempo inteiro, precisamos de um pouco mais de tempo do que as outras bandas para tudo.

Desta vez mudaram de estúdio. Porquê?
Bem, nós gravamos os primeiros quatro álbuns no mesmo estúdio com o mesmo produtor (V.O. Pulver dos Gurd/Poltergeist) e descobrimos que estava na altura de experimentar algo novo. Não que estivéssemos infelizes com o trabalho de V.O, muito pelo contrário, mas depois de quatro álbuns queríamos mudar um pouco o nosso som. A primeira vez que encontramos Achim (Köhler, o produtor de Rock 'n' Rumble) foi há cerca de seis anos atrás, quando fizemos um espetáculo na Alemanha, juntamente com os Sinner; Achim foi o engenheiro do som no local e fez um trabalho incrível atrás da mesa de mistura. E é claro que sabíamos que ele não é apenas um grande engenheiro ao vivo, mas também um produtor bem conhecido. Depois do espetáculo fomos falar com ele. Achim disse-nos que gostava muito da nossa música e que gostaria de trabalhar connosco. Alguns anos mais tarde, gravamos duas músicas para um tributo a Dio e pedimos-lhe para as misturar. Achamos que o resultado ficou muito bom e por isso quisemos que ele fosse responsável pela mistura e masterização do nosso próximo álbum, que foi Rock 'n' Rumble. Achim entendeu imediatamente que tipo de som queríamos para o álbum. Logo as primeiras mixes que ele enviou estavam quase perfeitas. Estamos muito felizes com o som do álbum, foi definitivamente a decisão certa para uma nova colaboração.

Foi um trabalho tranquilo ou sentiram algum tipo de pressão?
Foi absolutamente relaxado. Também não tínhamos a pressão por parte da editora e tivemos todo o tempo necessário para oferecer o melhor álbum possível. Como já foi mencionado, o que levou quase um ano desde o início das gravações até à masterização, mas acho que valeu a pena. Estamos muito felizes com o resultado.

Este é já o vosso quinto álbum, pelo que são já um nome bem consolidado na cena suíça e europeia. Olhando para trás, sentem que têm alcançado todos os vossos objetivos inicialmente traçados?
Para ser honesto, quando comecei a banda em 2005, só queria tocar música por diversão. Estive em bandas com tournées grandes (Swam Terrorists, Gurd) e toquei em centenas de espetáculos por todo o mundo, mas depois do nascimento da minha filha em 2003 decidi acalmar um pouco. Desde o início ficou claro que os The Order nunca seriam uma banda que fizesse 100 concertos por ano, porque não podemos colocar os ovos todos na cesta. Por outro lado, todos nós temos trabalhos sofisticados e famílias e seria impossível viver apenas da música. Considerado isto, estou muito orgulhoso do que alcançamos nos últimos 11 anos. Como disseste, acabamos de lançar o nosso quinto álbum, já atingimos, por duas vezes, os tops Suíços de álbuns e estamos em posição privilegiada para fazer o que queremos.

Assim sendo, como descreverias este novo álbum? Introduziram algo diferente no vosso estilo ou processo de criação?
Não, foi como habitualmente. Eu escrevi a maioria das músicas e gravei no meu estúdio caseiro. Depois disso, juntamo-nos para ouvir as músicas na sala de ensaio e decidir que músicas se encaixam e as que não. Depois começamos a ensaiar as músicas que consideramos as melhores e, finalmente, Gianni começa a escrever as letras.

E de agora em diante... o que se segue para os The Order?
Vamos tocar em alguns festivais aqui na Suíça e estamos ocupados a agendar mais espetáculos para este outono/inverno. Uma vez que todos nós temos empregos a tempo inteiro e família é muito difícil sair em tournée. É por isso que nos concentramos em espetáculos únicos aqui na Suíça e na Alemanha. E já comecei a compor para o próximo álbum. Entre o último e este álbum passaram quatro anos, o que é definitivamente muito tempo. O objetivo deve ser o de lançar o próximo álbum em 2018.

Muito obrigado Bruno, mais uma vez! Queres acrescentar mais alguma coisa?

Muito obrigado pelo teu apoio!

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