sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Entrevista: Armonite


Fazer rock baseado num violino elétrico é o que nos propõem os italianos Armonite. Há 15 anos  lançaram um disco e… ficaram-se por aí.  Agora o duo regressa e bem acompanhado com um novo disco. Uma banda nova que manteve o nome antigo, como nos explica Paolo Fosso.

Olá Paolo! Quem são os Armonite? Importaste de apresentar a banda?
Obrigado pela entrevista! Claro, rock com violino elétrico e eletrónica, clássica e world music, tudo coberto com metal progressivo e uma pitada de cultura pop.

A banda nasceu em 1996, mas aparentemente estiveram parados durante um longo período de tempo. O que aconteceu?
Lançamos o nosso primeiro álbum em 1999 e tivemos algumas datas ao vivo, mas, na altura, tínhamos interesses diferentes, por isso pensamos em separarmo-nos. Apenas 15 anos mais tarde, nos reunimos para formar uma nova banda, mas utilizando o nosso antigo nome.

The Sun Is New Each Day é, então, o vosso regresso. Como é a química na banda hoje em dia?
Sim, lançamos The Sun Is New Each Day em junho de 2015. Comigo (teclas) e com Jacopo (violino) esteve Colin Edwin (baixista dos Porcupine Tree) e o baterista holandês Jasper Barendregt. A química foi ótima! Cada membro da banda tem um background diferente e contribui com algo único.

Este é um disco instrumental que cria diferentes emoções. Pode descrever um pouco do que os fãs podem ouvir no álbum?
A vida e as pessoas promovem uma oferta ilimitada de inspiração. O nome do álbum vem de uma das minhas ideias favoritas de Heráclito, “O sol é novo cada dia”. Ele lembra-nos de que nada é permanente e não nos devemos tornar escravos das nossas suposições. Isto é verdade especialmente nestes dias de crise económica, com o mundo drasticamente a mudar. Canalizar conceitos sem o apoio de letras pode ser difícil, mas é também muito universal. Também usamos alguns samples aqui e ali para tentar dar ao álbum uma sonoridade, mas também para caraterizar cada pista com uma configuração diferente.

No que diz respeito aos membros, já vimos que este é um line-up internacional! Como foi essa experiência de trabalhar com o baixista dos Porcupine Tree e um baterista holandês?
Quando a maioria das peças estavam totalmente escritas, a experiência de Colin e Jasper foi fundamental para colocar essas peças nos respetivos instrumentos. A sua versatilidade permitiu-nos compartilhar rapidamente novas soluções, e tê-las gravadas rapidamente e ao mais alto nível possível.

Para além disso, Paul Reeve, o primeiro produtor dos Muse, produziu o álbum. O que sentiram quando ele aceitou fazê-lo?
Estávamos à procura de um bom engenheiro de som, mas não tínhamos pensado num assim tão bom! Ele é realmente um produtor talentoso. Cada escolha que fez estava perfeitamente em linha com o que procurávamos, que era este som agressivo, forte, mas claro. O resultado geral é uma parede excitante de som.

O álbum já tinha sido lançado em 2015. Foi só na Itália nessa altura?
Desde o início que lançamos o álbum em todo o mundo, online, gratuitamente no nosso site armonite.com

Mas agora houve uma distribuição em grande escala. Como estão a ser reações?
Muito boas, as pessoas escrevem-nos a dar os parabéns! Estamos muito felizes com os resultados.

E o que vem a seguir para os Armonite? Não vamos ter de esperar mais 15 anos por outro disco, pois não?
(Risos)! Vamos fazer uma tournée com The Soundtrack is New Each Day, uma versão de banda sonora em violino rock de cada canção original do nosso álbum The Sun is New Each Day. Depois vamos voltar a escrever para um novo álbum. Continuem ligados - mais atualizações estão a caminho...!

Obrigado Paolo! Queres acrescentar mais alguma coisa?
A melhor maneira de nós convencermos as agências para agendar um espetáculo é provar-lhes quão impressionante e enorme é a nossa base de fãs. Por isso, por favor envolvam-se e mostrem o seu apoio fazendo likes no nosso Facebook!

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