segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Entrevista: Hammerschmitt

Em 2011, 12 Jenseits Der Stille, não correu muito bem para os Hammerschmitt, mas a banda arregaçou as mangas e voltou às suas origens de uma forma impressionante com dois EP’s – dois volumes correspondentes às duas partes de Born To Rock – em 2013 e 2015. Foi esta a base para este regresso em grande forma num longa-duração que reúne os temas dos dois EP’s. Simplesmente a rockar, os alemães mostram que ainda estão On Fire! O guitarrista Gernot Kroiß falou-nos de tudo isso e até já nos foi adiantando que já há temas novos para um novo álbum a sair em 2017.

Olá Gernot! Antes de mais, parabéns pelos vossos 20 anos de atividade. Como se sentem olhando para trás e vendo tudo o que alcançaram?
Olá! Muito obrigado. Na verdade, a nossa maior conquista é a nossa amizade já que continuamos a ter os mesmos membros na banda – mesmo contando como tempos como Pierrot, que já foi há 30 anos!

E agora de regresso completamente rejuvenescidos e em grande forma com Still On Fire. Como se sentem?
Sentimo-nos ótimos e estamos a divertirmo-nos muito. Não temos - e não queremos - provar nada a ninguém.

Indo um pouco ao passado, o vosso mais recente longa-duração de originais, 12 Jenseits Der Stille, não foi muito bem recebido. O que aconteceu nessa altura?
Perguntamo-nos seriamente o que queríamos alcançar e onde queríamos chegar com a nossa música. Devemos alguma coisa? Estamos obrigados a quê?

O que aprenderam dessa experiência?
Desde 1997 que temos vindo a escrever letras em alemão e particularmente com 12… mais uma vez desenvolvemos todos os esforços. É um grande álbum, mas simplesmente a língua alemã não é popular na cena do metal. É lamentável, mas temos que aceitar.

Mas começaram, a experimentar o Inglês nos dois volumes de Born To Rock, um regresso às origens. Que importância tiveram esses EP’s na carreira dos Hammerschmitt?
Ambos os EP's foram o início real de Still On Fire - estas são as nossas raízes; este é o tipo de música com a qual tudo começou para nós no início da década de 80.

Todas as canções do EP estão agora presentes neste álbum. Foi ideia da editora?
Inicialmente foi uma ideia de Bobby Altvater, que gravou ambos os EP's, mas foi só quando Mario Lochert fez a mistura e a masterização que a Massacre veio ter connosco.

Portanto, este conjunto de canções não é, precisamente, novo. Durante quanto tempo trabalharam nelas?
Uma parte foi gravada em 2013, a outra no final de 2015. A mistura foi feita em junho de 2016. No total, foram 20 dias, acho eu.

Como surge o tema Zombie dos Cranberries neste álbum? É um tema que costumam tocar ao vivo?
Sempre gostei muito dessa música e no ano passado tocámo-la ao vivo pela primeira vez. Inicialmente não estava previsto entrar no álbum, mas depois, simplesmente, não o quisemos fazer sem ela.

E já têm temas novos?
Absolutamente. Estamos ocupados a escrever novas canções e estão a planear um sucessor de Still On Fire para 2017.

Que outros projetos têm em mente para o futuro?
Sim - iremos apoiar os Serious Black na nossa primeira tour europeia como cabeça de cartaz.

Muito obrigado Gernot. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado, foi uma honra para mim – saudamos-te!

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