sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Entrevista: Tempt

São apresentados como os Van Halen da nova geração. Ainda será cedo para se avançar com uma afirmação com tanto peso, mas o certo é que os miúdos Tempt se estreiam com Runaway de uma forma impressionante. De tal forma que até foi o lendário Michael Wagener quem masterizou o álbum. E o furor em torno deste coletivo nova-iorquino tem sido tanto que quisemos conhecer os mentores. Fiquem então com as impressões de Harrison Marcello (guitarras) e Zach Allen (vocais).

Viva, como estão? Jovens na idade, jovens como banda, mas já a criar um enorme burburinho em torno da banda. Como se sentem?
Harrison Marcello (HM): Hey! Estamos muito bem. Estamos, obviamente muito animados com a grande resposta que o disco está a ter. Sentimo-nos muito bem quando estávamos a gravar, mas nunca se sabe, até ser lançado, se as pessoas o vão ouvir.
Zach Allen (ZA): Estamos animados que as pessoas estão a procurar o disco e também estamos animados que isso vai permitir-nos sair e tocar ao vivo para essas pessoas.

Contem-nos como nasceram os Tempt e quais os objetivos que estão a tentar alcançar.
ZA: Eu trabalhava com o compositor e produtor Jack Ponti. Ele era o meu mentor e a determinado ponto sentiu que realmente precisava de um parceiro musical da minha idade. Ele imaginou uma parceria como The Glimmer Twins ou Page/Plant, Tyler/Perry etc. Viu vídeos de Harrison no youtube e disse "é este o miúdo". Descobriu-se que ambos vivíamos em Nova York e até tínhamos um monte de amigos em comum.
HM: Era surpreendente que nunca nos tivéssemos visto antes. Depois de Jack nos ter apresentado (obrigado Jack!), começamos a escrever juntos e as coisas funcionaram. Acabamos por compor 10 canções em cerca de 4 meses. Trabalhamos de uma maneira muito disciplinada, porque tinha começado a faculdade no Boston Conservatory e vinha apenas aos fins-de-semana para trabalhar com Zach. Começamos apenas com um objetivo que era escrever e tocar música rock. Queríamos que tivesse guitarradas, melodias muito fortes e killer vocals.

Depois de um EP, Under My Skin, este é o primeiro longa-duração, Runaway. Como definiriam este disco?
ZA: O EP foi parte da gravação original do disco. Fizemos um número muito limitado para nos ajudar a financiar uma tournée que fizemos nos EUA para um grande festival chamado Rocklahoma. Runaway é o nosso içar da bandeira do rock and roll para a nossa geração. Gostamos de todos os tipos de música, mas quantas vezes podes assistir a um DJ acenar as mãos no ar? Queremos trazer essa arrogância que é o rock and roll de volta e nós adoramos isso.
HM: O álbum completo é a nossa declaração criativa. É o resultado de muito trabalho duro e muita diversão e captura onde estávamos musicalmente naquele momento. Sentimos que é um álbum realmente coeso e estamos orgulhosos disso.

Um álbum misturado por Michael Wagener... Foi uma honra! Foi fácil trabalhar com essa autêntica lenda viva?
HM: Tínhamos terminado o álbum e nosso produtor, Tag, estava à procura de potenciais misturadores. Ele e o seu parceiro já tinham misturado algumas músicas, mas queriam experimentar com outras pessoas para ver o que resultaria. Contactaram o Michael, ele gostou das músicas e concordou em trabalhar com ele. Fizemos tudo remotamente. Enviamos-lhe as faixas e ele enviou as misturas. Ouvíamos, fazíamos comentários e ele revia. Foi muito simplificado, mas nunca o conheci até muito tempo depois do disco estar pronto.
ZA: Conhecemos Michael em Nashville e tivemos a oportunidade de ir ao seu estúdio e de comer com ele sushi no seu sítio favorito. Ouvimos grandes histórias. Também tivemos Mario McNulty que tinha trabalhado nos últimos álbuns de David Bowie a misturar algumas das canções. Juntos fizeram um disco com um grande som. Michael também masterizou o álbum o que, naturalmente o tornou mais coeso.

Acredito que vos tenha dado alguns conselhos... Querem compartilhar algum?
HM: Enquanto esperávamos em Nashville, contou-nos muitas histórias e também falou de alguns guitarristas com quem havia trabalhado e como alguns estavam tão envolvidos com eles mesmos que nunca olhavam para o público, especialmente durante os solos! Nessa noite, ele foi ver o nosso espetáculo e em cada solo eu fazia questão de estar sempre a olhar para ele e não para a minha guitarra! Michael é impecável e estamos ansiosos por trabalhar com ele novamente.

Grandes têm sido as primeiras críticas. Sinceramente, esperavam tal?
ZA: Sabíamos que potencialmente havia público para a nossa música, só tínhamos que encontrar a melhor maneira de aproveitar isso e colocar a música lá fora. Tínhamos uma ideia de que o que tínhamos feito era muito bom porque tínhamos visto como Derek Oliver respondeu quando ouviu pela primeira vez e certamente estamos orgulhosos do disco. Sendo o primeiro lançamento de uma nova banda no Rock Candy é realmente especial para nós.

E como têm lidado com isso? Mais pressão, mais responsabilidade...
HM: Como disse Zach, Derek gostou da nossa música. Ele sentiu a energia juvenil e a vibração que trouxemos. Somos fiéis a nós mesmos e à nossa visão da música. Também fomos pacientes em encontrar os parceiros certos na Rock Candy para o lançamento. À medida que avançamos, simplesmente tentamos manter essa mesma mentalidade. Continuamos a acreditar no que fazemos e a afastar as distrações. Da maneira como o negócio está atualmente, não vai ser um caminho rápido para o sucesso. Vamos ter muito trabalho árduo mas estamos prontos! Portanto, não estamos a sentir pressão. Vamos ficar a sentir-nos bem.

Quais são os próximos passos para os Tempt? Em que estão a trabalhar?
HM: Já escrevemos e começamos a gravar demos para o álbum número dois, por isso estamos animados e energizados. Também estamos muito animados com a ida ao Reino Unido e, possivelmente, à Europa para alguns espectáculos, neste outono. Os fãs vão ouvir um set que contará com faixas do álbum, bem como algum material novo. Portanto, estamos prontos para rockar, malta!

Muito obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
ZA: Obrigado! Obrigado a todos os fãs que nos têm apoiado. Tem muito significado receber e-mails e mensagens no Facebook de apoio. Também tem um grande significado fazer entrevistas como esta que são muito importantes no sentido de podermos espalhar a palavra. Portanto, um agradecimento a ti, também. Se ainda não o fizeram, pedimos a todos os nossos fãs para comprar o CD físico!

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