quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Entrevista: Crystal Ball


Cerca de um ano após o sensacional LifeRider, eis que os Crystal Ball regressam como o seu nono álbum, Déjà-Voodoo e assumem-se, cada vez mais, como um dos nomes mais importantes do cenário metálico suíço e até europeu. A estrear um novo guitarrista, a banda voltou a conversar com Via Nocturna, através do guitarrista Scott Leach, poucos dias depois da derrota da selecção lusa de futebol em Basileia.

Viva, naturalmente felizes pela vossa vitória contra o campeão europeu, certo? (risos)
(risos) Bem, tive que perguntar porque não estava a par do que estava a acontecer já que tenho andado muito ocupado com o lançamento do disco. Mas gosto de estar ao lado dos underdogs, não importa de onde são!

E ainda mais felizes com o fato de, cerca de um ano depois, regressarem com o vosso nono álbum. Muito ativos e muito inspirados?
Sim, de facto! Inicialmente, não pretendíamos que fosse tão rápido, mas pensamos que era melhor lançar o álbum no início do outono e por termos planeada a tournée com os Shakra. Por isso fazia sentido acelerar um pouco. A química na banda é muito boa, portanto, é possível ser criativo e trabalhar duro num ritmo rápido.

Como descreverias esta nova obra, em comparação com os vossos trabalhos anteriores, especialmente LifeRider?
Acho que é o sucessor lógico do álbum anterior. Começa onde LifeRider terminou e leva-o um pouco mais à frente, sem sair do estilo Crystal Ball. O som é mais intenso, as guitarras são mais in your face e o groove é mais direto. Sinto que evoluímos como compositores e o foco é sempre na música em vez de coisas técnicas.

Neste álbum assistimos à estreia de um novo guitarrista, Tony Castell que substituiu Markus Flury. O que aconteceu com Markus e como foi a adaptação de Tony na banda?
Markus estava muito ocupado com o seu trabalho como professor de guitarra em escolas públicas. Tinha muitas obrigações e não tinha tempo suficiente para os Crystal Ball. Lamentamos sua a sua decisão, mas tivemos que seguir em frente. Demorou algum tempo até encontramos o substituto certo. Quando finalmente me lembrei que Tony (que eu tinha conhecido há algum tempo) era na verdade um guitarrista, embora tenha sido conhecido principalmente como baixista dos Krokus e Fox. Pedi-lhe para se juntar aos Crystal Ball e depois de uma reunião e ensaio tudo ficou claro. Encaixou perfeitamente.

Bem, Tony foi membro de grandes bandas suíças, pelo que será um valor acrescentado para os Crystal Ball dada a sua experiência?
Absolutamente sim. É ótimo tê-lo a bordo. É muito talentoso, é um bom cantor e compositor e por último mas não menos importante, é uma grande pessoa.

Nos últimos tempos têm tido grandes experiências, suponho. Conta-nos tudo sobre esses espetáculos com os Scorpions e Thunder.
Foi uma grande oportunidade para nós termos rockado em frente dos fãs dos Scorpons. E estou muito feliz porque, em todos os espetáculos, tivemos reações fenomenais da multidão. O nosso merchandising quase esgotou e ficamos surpreendidos com a quantidade de pessoas que queriam autógrafos. Ambas as bandas são ídolos da minha juventude, por isso foi ótimo vê-los de perto e dividir o palco com eles.

E quanto à colaboração em palco com a orquestra sinfónica de Wuppertal?
Tivemos a oportunidade de fazer um concerto beneficiário em Wuppertal. E a orquestra que tocou nesse evento queria colaborar com uma banda de rock. Como o calendário foi muito curto, a colaboração foi limitada a um conjunto de cordas de cinco peças, o que foi ótimo para nós, já que escolhemos tocar a música acústica Eternal Flame. Por isso, tivemos um rápido ensaio de iluminação no soundcheck e lá fomos nós. Foi uma grande experiência tocar com esses músicos maravilhosos e eles gostaram muito. Portanto iremos repetir num outro espectáculo nosso.

Falando em performances ao vivo, prontos para sair em tournée com os Shakra? Vão até onde?
Sim, já tivemos o nosso primeiro espectáculo juntos há uma semana. Correu muito bem. Ambas as bandas foram abraçados pela multidão. Isso foi como um show de pré-tour, por assim dizer. A tournée propriamente dita vai começar em novembro. Vamos tocar por toda a Alemanha e na Suíça.

Ultimamente tem sido um hábito entrar nas tabelas suíças. Aconteceu o mesmo com Déjà-Voodoo?
Sim, entramos para o lugar nº 31, o que é bastante bom, considerando que basicamente apenas há airplay e cobertura na imprensa suíça.

Mais uma vez, muito obrigado. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Por favor, verifiquem o nosso vídeo para a canção Déjà-Voodoo no Youtube e visitem-nos no Facebook, Instagram etc.

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