sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Entrevista: Guitar Force


Da Polónia chegam os Guitar Force, grupo caraterizado pela utilização de três guitarras, violinos e vocais femininos. Desde o início confinados ao seu país natal, a banda começa a gora a sua internacionalização com o álbum Different Universe, um disco que reúne os seus melhores temas mas desta vez cantados em inglês e não em polaco. Marcin Habaj, membro fundador, guitarrista, compositor e letrista falou do passado e das esperanças de futuro desta força da guitarra.

Olá Marcin! Os Guitar Force vêm da Polónia… importas-te de falar um pouco sobre a banda aos metalheads portugueses?
Os Guitar Force foram fundados em 2007 por mim, guitarrista, compositor e letrista. A banda é composta por cinco jovens de Rzeszow e arredores. O estilo de música é principalmente rock. Temos um longa duração Do Przodu (2010), o single Magia Snu (2012), um split Muzycy Amelce (2013), outro longa duração Another Universe (2013), bem como EP em polaco e Inglês To The End Of The World (2015). Também temos três vídeos profissionais gravados que passaram numerosas vezes na TV. Um deles também foi gravado em Inglês. A banda deu quase 200 concertos na Polónia e em outros países europeus. Em março 2016 assinamos um contrato de promoção internacional com a Hammer And Tongs – Tour And Promotion Agency, que inclui uma tournée europeia. Em julho de 2016, assinamos um contrato internacional com a Inverse Records da Finlândia que em setembro 2016 lançou a versão inglesa de Different Universe.

Portanto, este novo álbum, Different Universe, é o vosso primeiro lançamento internacional?
Sim, é o nosso primeiro lançamento internacional. Inclui as 10 melhores composições dos nossos álbuns anteriores gravados em polaco. Decidimos cantar em inglês para tentar os mercados internacionais.

Portanto, agora conseguem chegar a mais pessoas. Sentem isso?
Sim, foi uma boa ideia. Temos vindo a receber uma grande quantidade de comentários positivos. Também temos aparecido em muitos portais europeus. É um marco na história da banda. Graças à Inverse Records, tornamo-nos mais populares fora do nosso país.

Podes falar um pouco dos vossos lançamentos anteriores? Este é o primeiro em Inglês?
O primeiro álbum foi num estilo mais rock. Esses foram os primórdios da banda. Os outros dois lançamentos dos quais há canções incluídas em Different Universe são mais maduras e heavy metal, embora, no entanto, com violino e vocais femininos.

E por isso, o vosso som é um pouco diferente do habitual, com as três guitarras e um violino. Como fazem para juntar todas as cordas na vossa música?
Nós gostamos quando muita coisa acontece na música. Gastamos muito tempo a ensaiar tal número de instrumentos o que dá resultados durante as performances ao vivo e - como percebeste - nos torna excecionais.

Portanto, como descreverias a vossa música para quem não vos conhece?
Hard rock/heavy metal melódico com vocais femininos, violino e três guitarras. Nós soamos melhor quando nos apresentamos ao vivo. É difícil expressar a mesma energia num estúdio.

A vossa tournée europeia já terminou? Como decorreu? Que memórias guardam desses momentos?
Foi uma experiência incrível. 10 dias, 4,5 mil quilómetros, atuações em 5 países. Conhecemos novas pessoas e bandas de outros países e um pouco da cultura musical dos Balcãs. Uma experiência inesquecível, que, certamente, queremos repetir no próximo ano. Tudo isso graças ao contrato com Hammer And Tongs – Tour And Promotion Agency, especificamente graças ao Bozo Pardovicki.

E que projetos têm em mente para os próximos tempos?
Já temos 12 novas faixas prontas para os próximos álbuns que estão planeados para gravar e lançar durante o 10º aniversário da banda em 2017. Em termos de clima, não será muito diferente dos antecessores, mas vamos mudar proporções no sentido de estar mais orientado para o som de guitarra em vez do sinfónico.

Muito obrigado! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Apoiem o heavy metal! Venham aos espetáculos! Nós não existiríamos sem vocês! Obrigado pela entrevista!

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