sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Entrevista: Narnia

Os leões rugem de novo! Assim termina a entrevista que o vocalista Christian Liljegren nos deu a respeito do regresso dos Narnia. O fundador da banda sueca sentiu necessidade de sair em 2008 e desde essa altura os fãs da banda têm sentido necessidade de os ter por cá. Finalmente isso aconteceu.

Olá Christian! Finalmente os Narnia de regresso aos álbuns... Como se sentem?
Obrigado, Pedro! É ótimo estar de volta. Na minha opinião, este é o melhor álbum da nossa carreira. Nunca soamos, tocamos e cantamos tão bem. Com este álbum queremos mostrar ao mundo que somos uma banda de metal melódico de topo!

Naturalmente, durante este período de ausência, estiveste ativo. O que fizeste?
Tenho vindo a fazer coisas diferentes, mas a maior parte do tempo estive com a minha família e fiz alguns estudos na universidade e trabalho como vocal coach. Fiz alguns álbuns com Audiovision e Golden Resurrection, embora não tenha andado em tournée como fiz com os Narnia.

Quando e como surgiu a ideia de fazer renascer os Narnia?
Ambos sentimos que o último capítulo de Narnia não estava escrito. É claro que, durante o período em que Narnia esteve congelado, tanto eu como CJ Grimmark recebemos muitos pedidos de fãs que desejavam que voltássemos. Ambos estávamos ocupados com outras bandas/projetos. No final de 2013, CJ ligou-me e disse “Christian, devemos tentar trazer os Narnia de regresso à estrada?” Eu estava certo de que se voltasse como Narnia queria o som clássico pelo qual eramos conhecidos. Melódico, poderoso, metal melódico bombástico com elementos neoclássicos. Chamamos os outros elementos, eles vieram e, em 2014, anunciamos no nosso novo facebook que Narnia The Band estava de volta. Acho que nós dois entendemos que Narnia resulta de um trabalho de equipa na escrita, entre mim e CJ Grimmark que faz com que o som Narnia tenha uma marca especial. Ambos sentimos que o último capítulo ainda não tinha sido escrito e quando decidimos continuar prometemos a nós próprios fazer o melhor álbum de sempre. Como dissemos uns aos outros que não iríamos lançar o álbum sem termos um killer album sem fillers, demorou dois anos até termos isso pronto. E, na minha opinião, temos este álbum de metal com músicas e produção muito boas e podes ouvir a alegria, paixão, coração e fogo neste álbum.

E, desde essa altura, quais foram os vossos procedimentos?
Levamo-lo passo a passo e trabalhamos em cada detalhe com cuidado para que tudo funcionasse bem durante todo o percurso.

Um álbum homónimo dá, precisamente, a ideia de um renascimento. É assim que se sentem atualmente?
Sim, estamos muito satisfeitos como tudo acabou e de termos o controle de tudo.

Renascidos e rejuvenescidos?
Como já disse, sentimos que o último capítulo ainda não estava escrito. Quando saí, precisava de uma pausa, porque a máquina Narnia precisa de muito trabalho para a manter.

Falando de Narnia - o álbum – regressam às vossas origens, mas com um som atualizado. Era o que procuravam?
Queríamos criar algo onde o som do passado se encontrasse com um som novo e fresco, com uma produção de 2016. Acho que os nossos três singles/vídeos, Reaching For The Top, Messenger e I Still Believe, mostram isso.

Como tem sido a receção por parte dos fãs antigos e também dos mais jovens?
Fantástica. Adoram o som, os nossos espetáculos ao vivo, a intensidade e chegámos a novos e antigos fãs com este álbum.

E agora? Os Narnia regressaram para ficar?
Sim, o nosso objetivo é continuar como queremos. Sem stresses, sem pressas, mas estamos ansiosos por novos álbuns e tournées.

Muito obrigado, Christian! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Muito obrigado pelo teu apoio. Para apoiar a nossa música, por favor, promotores agendem Narnia para Portugal porque queremos rockar convosco aí. O leão ruge novamente!

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