quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Entrevista: PhaZer

Depois de Kismet e Rockslinger, duas bombas de hard rock os Phazer como que desaparecerem para reaparecer este ano, quatro anos depois com uma formação renovada e um som, também ele renovado, mostrando-se mais poderoso e contemporâneo que nunca. Gil Neto explica-nos o que mudou no reino Phazeriano.

Olá, Gil! Depois de dois grandes álbuns, como Kismet e Rockslinger, como que desapareceram. O que têm feito neste últimos anos?
Viva Pedro e todos os seguidores do Via Nocturna, antes de mais, deixar aqui o nosso apreço por mais uma vez nos concederem o vosso tempo e espaço, para todos por aqui ficarem a saber um pouco mais sobre o mundo Phazeriano. Indo direto à tua questão, percebo a tua observação, pois de facto a banda “abrandou” nas suas aparições ao vivo, tendo tudo a ver não só com as mudanças de lineup que a banda teve (e estamos a falar de metade dela) após o Rockslinger, como também por termos sentido que o circuito para uma banda com a nossa estética, foi ficado sem dúvida mais pequeno, com menos espaços para nos expormos ao vivo e sem dúvida termo-nos apercebido, pelo menos no que a nós diz respeito, existe uma menor predisposição na generalidade das pessoas em querer assistir a um concerto de Phazer. Conclusão óbvia: Menos espaços, menos pessoas = menos concertos.  

Agora regressam como Un(Locked). Podes explicar-nos o porque deste título, nomeadamente pela inclusão dos parêntesis na palavra?
Basicamente foi uma sugestão minha, creio que na altura tinha sugerido os parêntesis no (Un), e por sugestão (creio que do Miranda) acabaram os parêntesis por ficar na palavra (Locked). O porquê do título, tem a ver basicamente com algo que está escondido, sem o estar, algo que está fechado mas que pode ser aberto, o que ainda não foi desvendado mas que é desvendável. Brincar um pouco com algo irónico e contraditório, mas que faz parte da nossa vivência diária em sociedade, cada vez mais creio. Falo por mim!

Este é um disco substancialmente mais forte do que os anteriores. Simplesmente aconteceu ou estava previamente decidido que seria assim?
Tal como os anteriores trabalhos, não teve nada de premeditado, foi mais um just go for. Quanto ao ser mais forte, não sei, … diria talvez mais eclético.

É também um disco muito negro, daí também essa agressividade vocal. A que se deve tanta escuridão?
Disco mais negro… hmmm… tentar por aqui entender essa alusão… De forma franca e honesta, na minha opinião, e tentando aqui sintonizar-me com a tua ideia, diria hmmm… talvez seja um disco que não tenha aquele tipo de malhas single carismáticas quanto os anteriores, com aqueles refrões orelhudos (rock stadium anthem ahahah). Melhor dizendo, creio que é um disco que merece uma escuta talvez mais atenta, não sendo ao longo do seu curso, um disco totalmente easy going, mas creio ser um disco mais maduro, com uma produção quiçá mais moderna e relacionada com os dias de hoje… Um disco mais apelativo se calhar a uma audiência mais nova, onde os anteriores talvez não fossem tão apelativos a estas gerações. Por outro lado, sendo um disco mais ecléctico, e longo (14 músicas) poderá ser mais “inconclusivo” a uma primeira audição, sobre o que é que este disco se propõe, mas posso-te dizer que é provavelmente o meu disco favorito de toda a discografia Phazeriana.

A entrada de uma nova secção rítmica, de alguma forma contribui para esse aumento de peso e de escuridão?
Curiosa a tua pergunta, mas creio que é exactamente o contrário por incrível que pareça. Os gostos assumidos por eles passam mais por aquele rock e metal clássico mainstream dos anos 90. Como também não estou a vislumbrar que os gostos deles passem muito pela cena grunge, não posso afirmar tacitamente que seja por aqui, que o gato vai às filhós.

Há quanto tempo estão estes novos músicos na banda? Como foi a sua adaptação?
O Nuno Machado encontra-se connosco a seguir à saída do RockSlinger, tendo sido já ele que fez toda a “estrada” promocional do disco. O Falé é o elemento mais recente, creio que está connosco há ano e meio/2 anos, não consigo precisar nesta fase com rigor isso. Quanto à adaptação, creio que não foi fácil e exigiu muito de todos eles. Estamos a falar de toda uma discografia do passado, mas creio ter sido até aqui uma experiência positiva para todos nós, uma vez que eles com o seu cunho pessoal também acrescentaram outras mais-valias que até então, ainda não tinham sido exploradas. Apesar de todo o trabalho, e tem sido muito, creio tem sido gratificante o feedback que vamos obtendo, desse mesmo empenhamento deles.

Durante quanto tempo trabalharam neste conjunto de temas?
3 a 4 anos. Há ali temas de primeiras ideias desenvolvidas na era Rockslinger, claro que houve mais temas que ficaram para outras núpcias na gaveta, à espera de outras oportunidades, e claro está, há mais meia dúzia de temas novos feitos à posteriori da gravação deste disco.

E como foi todo o trabalho de composição e gravação desta vez?
O processo normal que foi nos últimos trabalhos, ou seja eu trazer a ideia de casa, mostrar aos restantes, experimentarmos a coisas, validar-se e efetuar os arranjos que achamos necessários.

Há planos para irem para a estrada com este trabalho?
Já o estamos a fazer neste momento. Quanto à longevidade de estrada deste disco, só a procura e interesse inerente à vontade das pessoas em quererem ver-nos ao vivo, é que ditará a continuidade desta banda na estrada nesta fase.

Mais uma vez obrigado! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Uma vez mais o agradecimento a ti Pedro Carvalho, pelo tempo e interesse manifestado à nossa causa e reiterar o quanto importante é a vossa divulgação para uma banda como nós. O nosso apreço e estima!! A todos reiterar o convite para ficarem a conhecer um pouco o nosso projeto musical, e trajeto efetuado até aqui, através de toda a nossa presença online nas mais diversas plataformas, bem como se possível aparecerem num espectáculo nosso. Agradecer também a todas as pessoas que tem de facto apoiado a banda de todos os quadrantes do universo, incentivando-nos e felicitando-nos pelo trabalho desenvolvido até aqui. O nosso apreço! Por último, a todos aqueles que se tem mobilizado em ajudar de facto esta banda, aparecendo nos nossos espetáculos, predispondo-se a ajudar-nos na logística, ou comprando um disco ou uma peça de merchandise da banda, o nosso grande, grande apreço e estima!! 

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