quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Entrevista: 15Freaks

Cocktail explosivo de rock de estrada com requintes de malvadez. É desta forma que os 15Freaks se autodefinem. O EP de estreia, Stuntman, saiu no final do ano passado depois de um período conturbado pela mudança de vocalista, mas o quinteto mostrou força suficiente para ultrapassar a situação. Agora, com uma formação estável, a banda prepara a estrada enquanto se apresenta a Via Nocturna.

Olá, tudo bem? Quem são os 15Freaks? Como se proporcionou o nascimento desta banda?
Olá e antes de mais obrigado pela entrevista. Os 15Freaks são uma banda de 5 amigos com backgrounds musicais distintos e que juntos misturam vários estilos que resultam no nosso som. A banda nasceu no decorrer de 2011 simplesmente pela paixão pela música e a enorme vontade de criar e tocar! Fomos criando o nosso próprio estilo, assente num rock duro e apelativo com laivos de punk e metal! Temos dado alguns concertos, tivemos algumas alterações na formação e há cerca de um ano consolidámos o nosso projeto com a atual formação.

E o que vos motivou a erguerem este projeto?
Sem dúvida o gosto e o vício pela música. Todos nós já tocamos em bandas há muitos anos e sempre recusámos baixar os braços, apesar do retorno ser cada vez mais escasso. É caso para dizer que, enquanto músicos, não ficamos muito tempo parados quando terminamos um projeto. Com os 15Freaks, para além da música, foi sendo criada uma amizade e camaradagem que tem permitido manter o nosso projeto vivo! 

Qual é background musical dos elementos da banda?
Dentro da banda os gostos divergem um pouco. O Carlos (bateria) e o Mário (guitarra) são mais virados para o metal. O João (guitarra) e o Rui (baixo) têm um background mais rock e punk rock. O Alex (voz) gosta de tudo dentro do rock. Todos nós já tocamos em várias bandas como Bleeding Display, CBX, Míssil, Subcaos, Rolls Rockers entre outras... Atualmente o Carlos toca também nos Secret Symmetry e o Mário toca nos Ravensire.

Porque a escolha deste nome, 15Freaks?
A banda era para se chamar Stallion! Soubemos que já existia ou tinha existido uma banda americana com esse nome mas nunca nos importámos muito. No entanto decidimos alterar o nome da banda. Na altura tínhamos uma malha chamada 15Freaks, que fala sobre malta de uma outra banda que chegou a partilhar o estúdio connosco. O 15 é o número do silo de garagens onde temos o nosso estúdio perto de Sintra e os Freaks, lá está, são os elementos da outra tal banda. Lendo a letra no booklet do cd dá para ter uma ideia mais apurada.

Disponível já desde o final do ano passado está Stuntman, o vosso EP de estreia. Como está a ser a reação ao mesmo?
Até ao momento está a ser boa. A venda do cd está a correr bem e as críticas têm sido positivas (aproveitamos desde já para vos agradecer também!). A música presente no EP define o nosso som, rock duro e batido, sujo e denso quanto baste! As letras são da vida, dura, paranoica e de algum desencanto! A produção a cargo do Fernando Matias é excelente! O EP de estreia tem tudo para agradar aos que gostem de punk rock e metal! Esperamos que o cd nos abra outras portas para que consigamos tocar mais ao vivo, que acaba por ser o que nos move.

De que forma descreveriam Stuntman nas vossas próprias palavras?
Cocktail explosivo de rock de estrada com requintes de malvadez.

Aparentemente a mudança de vocalista não afetou o vosso processo criativo…
O cd esteve masterizado com a voz do anterior vocalista (Rafael Maia) mas este decidiu sair da banda por motivos pessoais. Este facto criou-nos um dilema: ou lançar o EP de estreia com um vocalista que não iria estar presente ou encontrar, num curtíssimo espaço de tempo, um novo vocalista com capacidade para regravar a voz e que assegurasse a continuidade da banda. Optámos pela segunda hipótese pois achamos que não faria sentido lançar um primeiro trabalho que seria apresentado ao vivo com outro vocalista. Temos que agradecer ao Rafael Maia pelo importantíssimo contributo que deu à banda mas também ao Alex (atual vocalista), que merece uma grande vénia porque após 3-4 meses de ensaios já estava pronto para colocar a voz em estúdio. Um obrigado também à Ethereal por ter estado sempre do nosso lado. O Alex entretanto já tem liberdade total nas novas músicas que temos composto e que poderão ouvir ao vivo.

Portanto, o Alex já não veio muito a tempo de colaborar em alguma parte da composição…
Como as músicas já estavam gravadas e completas, a margem de manobra do Alex era reduzida. Contudo, a voz dele difere da do Rafael e claro que teve alguma liberdade para colocar pormenores de forma diferente.

Quando foi que a ESW cruzou o vosso caminho?
Nós já conhecíamos o trabalho da ESW com outras bandas e o seu notável apoio à musica rock feita em Portugal. A ESW já tinha publicado o EP de estreia dos Secret Symmetry (a outra banda do nosso baterista) e com esse conhecimento foi fácil chegar à fala com a editora.

Como estamos em termos de agenda no que diz respeito a apresentações ao vivo?
Temos já alguns concertos agendados e pretendemos agendar o maior número possível nos próximos tempos. Tocar ao vivo é para nós o auge enquanto banda.

Obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
Queremos agradecer-vos pela divulgação do nosso projeto, pelo convite para a entrevista e por se darem ao trabalho de promover a música portuguesa de forma tão profissional e completa. O nosso obrigado e esperamos conhecer-vos pessoalmente um destes dias. Que continuem assim!!! Aproveitamos para convidar todo o pessoal a visitarem a nossa página no Facebook!

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