sexta-feira, 5 de maio de 2017

Entrevista: Minta & The Brook Trout

Ultimamente têm sido só boas notícias para os Minta & The Brook Trout. Tours por Portugal e pela Califórnia, a associação à editora americana Gaylord’s Party Music e agora a reedição em vinil do álbum Slow e o lançamento de três novos temas em formato digital. A seguir virão mais datas pelo nosso país e um novo álbum que está a ser preparado devagarinho, como nos conta Francisca Cortesão.

Olá, tudo bem? O ano tem corrido bem para a banda, com uma série de concertos em Portugal e uma digressão pela Califórnia. De que forma estão a viver estes tempos?
Escrevendo apenas em meu nome, estou muito contente. A história de Minta começou há mais de dez anos, a solo, e é uma maravilha passado este tempo todo estar tão bem acompanhada, com três discos inteirinhos editados e tantas coisas boas pelas frente.

Que aprendizagens trouxeram da vossa passagem pelos EUA?
É uma pena a Califórnia não ser mesmo aqui ao lado! O espetáculo e as canções foram muito recebidos por lá – o lado meio tragicómico das letras, sobretudo as do último disco, tem naturalmente uma reação mais imediata. Quando comecei a escrever canções não dava o mesmo valor às letras que dou hoje. E como ouvinte estou também muito mais atenta.

Para além disso, Slow, o vosso terceiro disco irá ter uma edição em vinil. Quando e como surgiu esta ideia?
A ideia foi-nos sugerida pela Valentim de Carvalho, a nossa editora – pareceu-nos que faz sentido, é um formato que valoriza as ilustrações do disco, da autoria do José Feitor, bem como a própria ideia de álbum, que continua a ser muito importante para nós.

A acompanhar há a edição de três novos temas em formato digital. Falem-me desses temas. Será um lançamento isolado ou aparecerão em algum próximo trabalho?
Começámos por pensar lançar as músicas novas apenas como complemento à edição do Slow em vinil. Mais tarde, em conjunto com a Valentim, decidimos dar-lhes uma identidade própria, agrupando-as num EP digital chamado Row – que também tem capa do José Feitor. As três canções, que se chamam So This Has To Do, Mild-Mannered Men e Tropical Resort, até podem vir a reaparecer num próximo disco, mas ainda é cedo para saber.

Até porque esse próximo disco já está a ser preparado, não é verdade?
Devagarinho!

Como têm sido os resultados da ligação à editora americana Gaylord’s Party Music? Têm conseguido alargar a vossa base de fãs do lado de lá do Atlântico?
É um privilégio trabalhar com o Greg Edwards, criador da Gaylord's Party Music – que também nos ajudou a organizar a pequena tournée que fizemos na Califórnia no verão passado. Certamente temos chegado a muito mais gente do lado de lá – e a ligação vai continuar durante muitos e bons anos, espero.

Por agora estão, também a preparar a continuação da tour nacional. Por onde irão andar?
Temos uma série de concertos entusiasmantes pela frente – sublinho o primeiro, no Festival de Telheiras, em Lisboa, já no dia 19 de maio, a nossa estreia na Galiza e o Super Bock Super Rock, dia 13 de julho. Tento manter o site oficial de Minta & The Brook Trout – minta.me – atualizado, costuma ser um bom sítio para ver todas as datas. 

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