quinta-feira, 25 de maio de 2017

Review: The Unity (The Unity)

The Unity (The Unity)
(2017, Steamhammer/SPV)
(5.9/6)

Com elementos dos Love.Might.Kill e outros que já tiveram passagens pelos Gamma Ray e Avantasia, os The Unity são o que vulgarmente se chama de superbanda. E o grande mérito desta superbanda é que fez um… superálbum. O que chama a atenção desde logo é a escolha do nome do projeto – The Unity - a lembrar que, se calhar, estes músicos estão mais unidos que uma junção de ocasião ou conveniência – como em algumas superbandas – poderá sugerir. E essa unidade é verificada quando se passa para a música. O que The Unity nos traz é algo de surpreendente porque pega no tradicional power metal e daí parte para outros patamares e outras andanças muito mais à frente. O disco é todo ele de uma elevada complexidade com diversas camadas instrumentais. Mas, independentemente do número de coisas que acontecem por unidade de tempo, o mais impressionante é a capacidade criativa ao nível do trabalho de guitarras e o arrojado trabalho ao nível vocal. Desde uns Firewind a uns Avenged Sevefold passando por uns Helloween ou Avantasia, o coletivo busca o melhor das suas influências para criar um disco moderno, que respira poder, diversidade e criatividade. Então o primeiro quarteto de temas é sensacional e logo ali fica demonstrada toda a capacidade de um conjunto de músicos que juntou forças porque realmente tinha algo de novo para construir e mostrar. No meio de temas muito elaborados surge Close To Crazy que acaba por ser o melhor exemplo de uma atitude descomprometida e um pouco fora do contexto. Depois Never Forget fecha o disco com chave de ouro num tema com forte componente melódica e muito catchy. Ainda antes, Always Just You é o que mais se aproxima de uma balada, embora bastante desconstruída para esse nível. Mas, quanto a nós, Redeemer é o expoente máximo do brilhantismo criativo dos The Unity. Uma enorme musicalidade num tema compassado (às vezes lembra Dio) e com um solo brutal de emotividade. Portanto, que não restem dúvidas: este é um disco feito por mestres, com enorme qualidade – uma qualidade que nasce da união e entrega e do talento.

Tracklist:
1. Rise And Fall
2. No More Lies
3. God Of Temptation
4. Firesign
5. Always Just You
6. Close To Crazy
7. The Wishing Well
8. Edens Fall
9. Redeemer
10. Super Distortion
11. Killer Instinct
12. Never Forget

Line-up:
Gianba Manenti - vocais
Michael Ehre - bateria
Henjo Richter - guitarras
Stef E - guitarras
Jogi Sweers - baixo
Sascha Onnen – teclados

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Edição: Steamhammer/SPV   

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