segunda-feira, 5 de junho de 2017

Entrevista: Black Paisley

As versões ainda não estão totalmente postas de lado, até porque é necessário construir um live set longo e equilibrado, mas já é definitivo que os Stephmetal deram origem aos Black Paisley. A estreia, essa acontece na forma de Late Bloomer, mas a banda sueca não perde tempo e já prepara uma segunda ida para estúdio. Repetir a dose da primeira experiência nos míticos Sound Trade Studios? Stefan Blomqvist, vocalista e guitarrista, responde a Via Nocturna.

Olá Stefan, como estás? Quem são os Black Paisley? Podes apresentar a banda aos rockers portugueses?
Black Paisley é uma banda de rock melódico da Suécia, composta por alguns ex-músicos de estúdio e outros recém-chegados numa boa mistura.

O vosso nome tem alguma coisa a ver com a guitarra de Ritchie Sambora?
Boa análise. O nome vem, realmente, da sua guitarra Fender signature de 1987. Como Sambora é uma das nossas inspirações, achamos que era um nome adequado. Já agora, é uma boa guitarra…

Como tem sido o vosso trajeto até agora?
Para ser sincero, estamos muito satisfeitos com o feedback até agora, especialmente da cena internacional. Não esperávamos comentários tão agradáveis ​​e comentários de ouvintes de todo o mundo. Isso deu-nos muita energia e coragem para avançar.

Sei que antes de se aventurarem com as vossas próprias composições, tiveram uma banda de covers, Stephmetal, há alguns anos. Esse projeto está definitivamente abandonado agora com o nascimento do Black Paisley?
Bem, por enquanto, fazemos um pouco de ambos. Como ainda não temos suficientes músicas gravadas (ainda) para tocar um set completo com música Paisley, complementamos com algumas versões dentro do mesmo estilo.

Foi importante todo esse caminho de covers para se tornarem no são hoje?
Acho que a banda de versões nos deu muita experiência no que respeita a tocar ao vivo e também a oportunidade de tocar fora da Suécia ainda antes dos Black Paisley.

Que nomes ou movimentos mais vos influenciam?
Bem, a maioria de nós cresceu com o rock dos anos 70 e 80, com muito bluesrock como Zeppelin, Purple e Whitesnake. Mas também algumas músicas mais soft como Toto e Journey. Ultimamente eu também tenho ouvido muito do novo movimento new modern country dos EUA.

Fala-me deste último álbum, Late Bloomer. Como foi o seu desenvolvimento, quanto tempo trabalharam nele, que inspirações sentiram ao compor...
Foi mais como um teste para ver como as nossas músicas soavam gravadas profissionalmente, quando fizemos Autumn (1ª música) e Kickin já no final de 2015. Depois disso, decidimos fazer um longa-duração e chamamos o nosso engenheiro/co-produtor Mats Lindfors, que infelizmente morreu logo após o disco estar pronto.

Assim, como o descreverias nas tuas próprias palavras?
O álbum é versátil de muitas maneiras. Acho que gostamos de mostrar que temos um estilo amplo desde o mais soft até ao rock. Dito isso, estão muitas músicas mais suaves e apercemo-nos disso quando tocamos ao vivo.

Sei que gravaram no prestigiado Sound Trade Studios. Como foi essa experiência?
Uau! Imagina-te a entrar nesse gigantesco estúdio com 6-7 m de pé direito, sabendo que a maioria dos teus ídolos gravou lá. Nomes como Europe, Abba, Yngwie Malmsteen ou Gary Moore.

Que objetivos pretendem alcançar num futuro próximo?
Como referimos, estamos a caminho do estúdio para gravar mais músicas, que esperamos poder compartilhar convosco no final deste ano. Procuramos ter temas mais uptempo desta vez para ter um melhor liveset para levar a Portugal.

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