sábado, 24 de junho de 2017

Reviews - Junho (Parte 1)

The Eye Of Tilos (Perfect Blue Sky)
(2017, SMG/Right Recordings)
Da junção do músico sueco Pontus Andersson e da vocalista australiana Jane Kitto nascem os Perfect Blue Sky, independentemente de anteriores colaborações entre os dois músicos. O novo álbum, The Eye Of Tilos, é uma viajem retrospetiva aos anos 60 e 70, ao peace and love e ao flower power. Melodias singelas criadas essencialmente com guitarras acústicas onde o minimalismo e o psicadelismo prevalecem. No entanto, falta algum nervo, alguma intensidade, o que faz de The Eye Of Tilos um disco, em muitos momentos, desinteressante e bastante insonso. (4.3/6)


Non-Stop Mexico-Jamaica (Ozomatli)
(2017, Cleopatra Records)
Para quem não conhece, os Ozomatli são um abanda californiana de latin-fusion já galardoada com diversos Grammy. Non-Stop Mexico-Jamaica, o seu novo trabalho, nasce do conceito de juntar duas das mais ponderosas tradições musicais: a canção Mexicana (clássica e contemporânea) com a assinatura dos ritmos jamaicanos. O resultado é o conjunto de 14 temas do século passado, reimaginadas e renascidas com a ajuda de Sly & Robbie, um dos duos de bass & drum mais respeitados da Jamaica. A ideia é engraçada e a fusão com outros ritmos como o R & B ou o rock resultam bem. No entanto, o recurso exagerado a ritmos eletrónicos e hip hop, acabam por tornar os temas menos imprevisíveis e mais plásticos. (3.8/6)


The Camden Promise (Tony Natale)
(2017, Independente)
Tendo como principal objetivo a disseminação da paz e do amor, Tony Natale é baterista e compositor americano que, enquanto vivia em Camden Town, Londres, se juntou a Brian Heaven para comporem 8 temas de rock soft, onde as guitarras têm a principal palavra a dizer. Mais tarde, John Idan, dos The Yardbirds, juntou-se ao duo para terminar o álbum. The Camden Promise é um disco variado embora, como referido, centrado no rock. E essa variabilidade é dada por passagens pelo pop, pelo R & B, pelo boogie rock (Boogie Around é, de facto, o melhor tema do disco), e até por passagens mais étnicas como sons latinos, afro e tribais. (4.5/6)


Amber Galactic (The Night Flight Orchestra)
(2017, Nuclear Blast)
Membros dos Soilwork e Arch Enemy rapidamente se transformaram de elementos do metal mais pesado em hard rockers. E o novo disco dos The Night Flight Orchestra, primeiro para a Nuclear Blast, possui muitos condimentos que os situam próximo do rock de uns Kiss, ou, mais genericamente, do rock anos 70/80, mas adicionado de outras nuances, como palmas, saxofones, vocais femininos, pianos e solos de sintetizador. Portanto, Amber Galactic solidifica o som e intenções do projeto com um conjunto de realmente boas canções e muito divertimento. (5.4/6)

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