Registado ao vivo em Atenas, Beyond Olympus surge como um retrato cru e honesto dos Symphonity
em palco. Captado no emblemático Gagarin 205, este EP marca a reunião com Martin
Škaroupka, apresenta um tema novo e, claro, celebra a intensa ligação da banda
com o público grego. Três anos passados, voltámos a conversar com Tomas Sklenar,
agora sobre o lançamento deste EP, mas também sobre o que a banda está a
preparar para breve.
Olá, Tomas, como estás? Obrigado pela
disponibilidade! Beyond Olympus captura um espetáculo no Gagarin 205 em Atenas, indiscutivelmente uma
das capitais mais apaixonadas pelo power metal na Europa. O que fez com
que esse concerto em particular se destacasse para ser imortalizado num EP?
Estamos ótimos, obrigado! Atenas foi simplesmente
especial desde o primeiro momento. O público grego tem uma paixão incrível pelo
power metal e retribui com uma energia que se sente realmente no palco.
Aquele concerto no Gagarin 205 teve uma atmosfera única, um som excelente e uma
ligação muito forte entre a banda e o público, por isso pareceu natural
preservar aquela noite como um instantâneo do que são os Symphonity ao
vivo.
As faixas ao vivo foram mantidas autênticas,
sem grandes edições ou correções. Por que preservar essa energia crua e
inalterada foi tão importante para os Symphonity nesta fase da vossa carreira?
Queríamos capturar o verdadeiro Symphonity,
não uma versão «perfeita» e polida em estúdio de um espetáculo ao vivo. Neste
momento da nossa carreira, sentimo-nos confiantes o suficiente para nos
apresentarmos com honestidade, com todos os elementos humanos incluídos. A
energia crua, as pequenas imperfeições e os momentos espontâneos são exatamente
o que torna um concerto especial, e queríamos que os ouvintes se sentissem como
se estivessem ali mesmo na multidão connosco.
A reunião com Martin «Marthus» Škaroupka foi um
grande destaque para os fãs. Como foi voltar ao palco com ele, revisitando
material dos primeiros álbuns que ele ajudou a definir?
Foi muito natural e emocionante ao mesmo tempo.
Martin é uma parte importante da história dos Symphonity, e esses
primeiros álbuns ainda significam muito para nós e para os fãs. Partilhar o
palco com ele novamente trouxe muitas memórias, mas também mostrou como a
química musical ainda é forte. Foi mais uma celebração das nossas raízes do que
um exercício nostálgico.
O EP inclui a faixa de estúdio totalmente nova,
Out
And About, que pode ser vista como um tema leve em comparação com a
profundidade conceptual de Marco Polo. O que inspirou essa mudança no
tom lírico? Esse tema reflete a vossa vida na estrada?
Out And About é uma música sobre liberdade, viagens e a
alegria de tocar música ao vivo. Depois de material mais conceptual e épico,
sentimos vontade de escrever algo mais direto e divertido, inspirado nas nossas
experiências em digressão. Reflete aquela sensação de estar constantemente em
movimento, a conhecer pessoas, descobrir novos lugares e simplesmente aproveitar
a estrada como parte da vida de um músico de metal.
Este EP também marca uma colaboração renovada
com o letrista Tommy König, que trabalhou com vocês em clássicos como Evening Star e King Of
Persia. O que faz com que a abordagem lírica de Tommy combine tão bem com o
som dos Symphonity?
Tommy tem um senso incrível para contar histórias baseadas em
melodias. Ele sabe como escrever letras que complementam a música em vez de a
dominar e sabe exatamente como equilibrar temas épicos com profundidade
emocional. O seu estilo combina perfeitamente com o power metal melódico
dos Symphonity, por isso, trabalhar com ele novamente foi como voltar a
casa.
A banda agora conta com músicos de vários
países europeus. Como é que essa química internacional molda o vosso processo
criativo, tanto ao vivo como em estúdio?
Na verdade, isso enriquece muito a banda. Todos trazem
origens, influências e perspetivas ligeiramente diferentes, o que mantém a
música fresca e dinâmica. É claro que isso requer boa comunicação e
organização, mas a paixão comum pelo metal melódico une-nos fortemente,
independentemente das fronteiras.
Beyond Olympus está disponível fisicamente
apenas numa edição cardboard sleeve vendida por correspondência e em espetáculos.
Por que escolheram uma abordagem tão exclusiva e direta aos fãs, em vez de uma
distribuição física mais ampla?
Queríamos que este EP fosse especial e pessoal. Vendê-lo
diretamente permite-nos ficar mais próximos dos nossos fãs e manter o
lançamento mais íntimo. No mundo digital de hoje, os formatos físicos devem
oferecer algo extra, e essa abordagem torna o EP mais um item de colecionador
ligado diretamente à experiência ao vivo.
Com um novo álbum no horizonte, o que é que os
fãs podem esperar em termos de escala, conceito e ambição musical em comparação
com os vossos trabalhos anteriores?
Os fãs podem esperar os Symphonity no seu melhor. O
novo álbum será baseado no nosso power metal melódico caraterístico, mas
com um foco ainda maior na atmosfera, composição e impacto emocional. Será
épico, coeso e muito expressivo, mantendo-se fiel à identidade da banda.
Por fim, o público de Atenas é conhecido pela
sua intensidade. Têm algum momento favorito daquela noite que sintam que
representa verdadeiramente o espírito dos Symphonity ao vivo?
Sem dúvida, os momentos em que o público cantava connosco.
Ouvir centenas de vozes a juntarem-se aos refrões é algo que nunca se esquece.
Esse tipo de interação representa realmente o que são os Symphonity ao
vivo – energia, emoção e paixão partilhadas. Além disso, ficámos felizes por
conhecer alguns fãs da República Checa aqui.
Obrigado pelo teu tempo, Tomas! Alguma mensagem de despedida que gostasses de partilhar com os teus fãs ou com os nossos leitores?
Obrigado pelo apoio e por manterem vivo o power metal melódico. Mal podemos esperar para vos ver novamente na estrada e partilhar o próximo capítulo dos Symphonity com vocês. Stay metal!



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