Der Brauch (THE HIRSCH EFFEKT)
Long Branch Records
Lançamento: 30/janeiro/2026
Formados em
2009, em Hanover, Alemanha, os The Hirsch Effekt surgem como um corpo
estranho e deliberadamente incómodo no panorama do metal progressivo. Enraizado
num caldo onde convivem post-punk, post-rock, artcore, progressive
metal, pop e até música clássica, o trio sempre recusou fronteiras
estanques, preferindo um discurso mutável, tenso e permanentemente em estado de
colisão. Musicalmente, o álbum dialoga com o prog extremista de Devin
Townsend, atingido o seu expoente em Das Nachsehen; cruza a matriz
do prog moderno de Haken e Leprous, e não hesita em deixar
escapar melodias de vocação pop que remetem, aqui e ali, para os Muse.
Há também essa sensação constante de suspensão: estamos quase sempre à espera de
que algo aconteça… e, com frequência, acontece mesmo. Um dos elementos
verdadeiramente diferenciadores de Der Brauch é o uso recorrente da
guitarra clássica, integrada como parte estrutural da linguagem do álbum e que,
por exemplo, em Der Faden, acaba por dividir o protagonismo com o piano.
Essa guitarra surge muitas vezes como contraponto a cenários em que se expõem
arranjos completamente marados, complexos, por vezes deliberadamente
desconfortáveis, constantemente nos limites da coerência. Uma sinfonia bizarra,
como se sente na perfeição, em Die Lüge. Em resumo, os The Hirsch
Effekt continuam a operar num território próprio, onde a estranheza
é método e o risco é linguagem. E Der Brauch mostra-nos precisamente
essa recusa do óbvio, revelando-se, nesse sentido, mais um capítulo de
afirmação dessa identidade inquieta. [92%]
Highlights
Der Faden, Das Seil, Der Doppelgänger, Die Lüge, Die Brücke
1. Der Brauch
2. Der Faden
3. Das Seil
4. Brauch Reprise
5. Der Doppelgänger
6. Die Lüge
7. Die Brücke
8. Das Nachsehen
9. Die Heimkehr
Line-up
Nils Wittrock – guitarras, vocais
Ilja John Lappin – baixo, vocais
Moritz Schmidt – bateria, vocais
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