Review: Domination (PRIMAL FEAR)

 


Domination (PRIMAL FEAR)

Reigning Phoenix Music

Lançamento: 05/setembro/2025

 

2024 marcou mais uma revolução de line-up para os Primal Fear. Dois novos membros, um regresso e a boa surpresa da lenda Mat Sinner ainda ter mais uns bons anos nas pernas. Mais um renascimento a partir das cinzas era isso que se pedia à águia que acompanha os comandados de Ralf Scheepers desde o final dos anos 90. E é precisamente isso que eles apresentam em Domination. Riffs fortes, melodias orelhudas, vocais poderosos e uma secção rítmica usada a favor das músicas fazem de Domination mais um pequeno aperfeiçoamento da fórmula que os germânicos têm perseguido com os seus últimos álbuns. Um passo em frente, sem dúvida, mas ainda longe do nível atingido em Primal Fear ou em Seven Seals, sobretudo por ser demasiado longo. Domination entra forte, com riffs incríveis e melodias cantaroláveis ao nível do melhor que o power metal teutónico tem criado nos últimos anos. Quem ouvir a primeira metade do álbum (Destroyer ou a Helloweeniana Far Away) ficará convencido de que este é um forte candidato a álbum do ano. Porém, depois da compassada Tears Of Fire (o momento mais melódico do álbum), os comandados de Ralf Scheepers entram numa inexplicável espiral decrescente. Pouco a pouco, a banalidade vai-se instalando, os riffs memoráveis desaparecem e as melodias tornam-se amorfas. Temas como Scream ou March Boy March nada acrescentam para além de tempo de rotação a um Domination que domina cada vez menos o ouvinte. Não que sejam maus. A qualidade instrumental, vocal e de produção mantém-se intocada. As canções é que não vivem ao nível das da primeira metade. A Tune I Won’t Forget fecha o álbum espelhando-o perfeitamente. Da mesma forma que os germânicos apressaram este álbum, montando-o claramente a duas velocidades, também A Tune I Won’t Forget parece mais um protótipo mal desenvolvido e apressado do que uma música, tornando-a instantaneamente olvidável. Domination não é um mau álbum. De todo. É sim, um álbum de momentos. Um álbum que representa progresso, mas que, ainda assim, continua longe de atingir a marca que se espera dum nome seminal como o dos Primal Fear. [84%]

 

Highlights

The Hunter, Destroyer, Far Away, I Am The Primal Fear, Tears Of Fire, Heroes And Gods

 

Tracklist

  1. The Hunter
  2. Destroyer
  3. Far Away
  4. I Am The Primal Fear
  5. Tears Of Fire
  6. Heroes And Gods
  7. Hallucinations
  8. Eden
  9. Scream
  10. The Dead Don’t Die
  11. Crossfire
  12. March Boy March
  13. A Tune I Won’t Forget
  14. 14. Bridges Will Burn (bonus track)

 

Line-up

Ralf Scheepers – vocais

Mat Sinner – baixo, vocais

Magnus Karlsson – guitarras, teclados

Thalìa Bellazecca – guitarras

André Hilgers – bateria

 

Convidada

Melissa Bonny – vocais (8)

 

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Edição

Reigning Phoenix Music   

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