Review: Same Drug New High (GLUECIFER)

 

Same Drug New High (GLUECIFER)

Steamhammer/SPV

Lançamento: 16/janeiro/2026

 

Após mais de uma década de silêncio, os Gluecifer, autoproclamados e consensuais Kings Of Rock da Noruega, regressam com Same Drug New High, o primeiro álbum de estúdio desde 2004. A reunião anunciada em 2017 deixou antever um reencontro movido sobretudo pela celebração e pela energia dos palcos; sete anos depois, este novo disco surge como a confirmação de que o grupo voltou para reativar o passado, com intensidade máxima. Same Drug New High é um álbum explosivo, cru e deliberadamente descomprometido. Aqui, o quinteto percorre territórios que cruzam hard rock, punk, garage e classic rock, sempre com uma atitude abrasiva, suja e ruidosa. Não há qualquer preocupação em soar polido ou elegante, embora, paradoxalmente, a banda o consiga quando quer. O objetivo é outro: ser direto, decadente e visceral. A simplicidade dos processos assume-se como arma central, resultando numa sonoridade orgânica, pouco filtrada e carregada de impacto físico. Essa abordagem é bem ilustrada por The Idiot, que abre o álbum de forma explosiva, com um curto solo inicial de bateria e baixo antes de mergulhar num turbilhão rítmico que estabelece, logo ali, o tom frenético do disco. Um estado de tensão permanente, que se manterá e que revela os Gluecifer, fiéis a uma lógica rock’n’roll de impacto direto, onde as canções são curtas, incisivas e desprovidas de elaborados excessos estruturais. Frequentemente o baixo assume um papel fundamental na dinâmica do álbum, enquanto a guitarra oscila entre o frenesim punk e uma tradição hard rock de inspiração setentista. Ainda assim, o álbum não se esgota na abrasividade pura. Há espaço para contrastes que alargam o seu espectro expressivo, com momentos onde a melodia ganha protagonismo e a distorção recua, evocando a herança dos Thin Lizzy, num registo mais melódico. No final, o melhor elogio que se pode fazer a Same Drug New High é o de transportar intactos a alma e o espírito dos Motörhead: rudeza, groove sujo, energia incessante e uma sensação de liberdade absoluta. Um disco que soa exatamente como tinha de soar, ou seja, honesto, barulhento e perigoso. [87%]

 

Highlights

The Idiot; I´m Ready; The Score; Pharmacity; Mind Control; Made In The Morning; Another Night, Another City

 

Tracklist

1. The Idiot 

2. Same Drug New High 

3. Armadas 

4. I´m Ready  

5. The Score  

6. Pharmacity 

7. 1996 

8. Made In The Morning

9. Mind Control

10. Another Night, Another City

11. On The Wire 

 

Line-up

Biff Malibu – vocais

Captain Poon – guitarras

Raldo Useless – guitarras

Danny Young – bateria

Peter Larsson – baixo

 

Internet

Website   

Facebook   

Instagram   

Bandcamp   

 

Edição

Steamhammer/SPV    

Comentários

ÁLBUM DO ANO 2025 - Categoria Rock (Internacional): The Eternal Moment (FLYING CIRCUS)

MÚSICA DA SEMANA VN2000 #02/2026: No Flame, No Game (INTELLIGENT MUSIC PROJECT) (Intelligent Music)