Conquering Swords (TEMPLAR)
Jawbreaker Records
Lançamento: 27/fevereiro/2026
Os suecos Templar
surgiram em Estocolmo em 2022 e chegam agora ao primeiro registo de longa
duração com Conquering Swords, um álbum que assume sem complexos uma
estética profundamente enraizada no heavy metal clássico dos anos 70. A
referência imediata poderá apontar para os primórdios dos Iron Maiden da
era Paul Di’Anno, mas também há aqui ecos da energia direta e
contagiante de bandas como os Kiss. O resultado é um trabalho
assumidamente retro, que não traz nada de novo, a não ser a vontade de um grupo
de jovens em mostrar a sua genuína paixão. A breve introdução instrumental, Gates
Of Angmar, abre o disco com uma ambiência que sugere estarmos perante algo
próximo do power metal sinfónico. A ilusão dura pouco, pois rapidamente
o álbum revela a sua verdadeira identidade, ancorada num heavy metal tradicional,
de riffs diretos e construção clássica. Logo a seguir, Witchking,
acaba por se revelar o momento mais frágil do alinhamento, demorando a ganhar
interesse e só encontrando alguma dinâmica quando a secção instrumental começa
finalmente a libertar-se. A partir daí, Conquering Swords ganha maior
consistência. Os temas seguintes aceleram o pulso com abordagens mais uptempo,
sendo particularmente eficaz Rainbow’s End, que chega a roçar territórios
de speed metal, e a dupla Exiled In Fire/Trident que
apresenta melodias particularmente cativantes. Um dos elementos mais
distintivos do disco é o trabalho de guitarras. O ataque dual entre Gustav
Harrysson e Teddy Edoff constitui, sem dúvida, a espinha dorsal do
som dos Templar, alternando entre riffs sólidos, harmonizações
clássicas e pequenos apontamentos ornamentais que enriquecem as composições
mais extensas. Mas nem tudo funciona de forma igualmente eficaz em Conquering
Swords. O registo vocal revela algumas limitações técnicas, algo que se
torna mais evidente nas passagens mais contidas, como em The Sorceress,
onde as fragilidades de Isak Neffling se expõem com maior clareza. Ainda assim, é justo
reconhecer que consegue compensar essas limitações com sentido melódico, algo
particularmente evidente nas já referidas Exiled In Fire e Trident.
Até ao final ainda teremos tempo para
nos deliciar com mais um par de excelentes malhas, embora, na globalidade, Conquering
Swords revele uma banda ainda em processo de maturação. Isto sem prejuízo
de se notar já uma identidade bem definida e um talento instrumental que deixa
antever desenvolvimentos promissores. [84%]
Highlights
Trident, Shipwreck, Conquering Swords, Rainbow’s End, Exiled In Fire
1. Gates Of Angmar (Intro)
2. Witchking
3. Excalibur
4. Rainbow’s End
5. Exiled In Fire
6. The Sorceress
7. Trident
8. Shipwreck
9. White Wolf
10. Conquering Swords
Line-up
Isak Neffling – vocais, baixo
Gustav Harrysson – guitarras
Teddy Edoff – guitarras
Mille Lundström – bateria
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