Entrevista: Power Paladin

 




Oriundos da Islândia, os Power Paladin surgiram como uma proposta refrescante numa cena tradicionalmente dominada por sonoridades mais extremas. O álbum de estreia, With The Magic Of Windfyre Steel, funcionou como um cartão de visita sólido e, agora, com Beyond The Reach Of Enchantment, regressam, dando continuidade à sua visão musical, enquanto expandem, de forma natural, os seus horizontes criativos. Nesta conversa com o vocalista Atli Guðlaugsson, exploramos não só este novo capítulo, mas também o percurso da banda desde as suas origens e a forma como se têm afirmado nessa cena tão exigente.

 

Olá, Atli, como estás? Em primeiro lugar, obrigado por dedicarem o vosso tempo para falar connosco. Como estão as coisas para os Power Paladin neste momento, agora que o vosso segundo álbum, Beyond The Reach Of Enchantment, foi finalmente apresentado ao mundo?

Estamos ótimos! Super entusiasmados com o lançamento do nosso novo álbum, mal podemos esperar para saber o que todos acham dele.

 

O vosso álbum de estreia, With The Magic Of Windfyre Steel, apresentou os Power Paladin à cena do power metal com um forte sentido de aventura e influências clássicas. Olhando para trás, como acham que a banda evoluiu entre esse álbum e o Beyond The Reach Of Enchantment?

Acho que partir da base do nosso primeiro álbum nos permitiu, sem dúvida, criar um som mais maduro desta vez. Estávamos a fazer muitas coisas pela primeira vez com o Windfyre Steel, não fazíamos ideia de como iria correr; para nós, o sucesso teria sido conseguir imprimir algumas cópias em vinil e vendê-las aqui na Islândia (risos). Desta vez, sabemos um pouco melhor o que funciona e o que não funciona, e partimos daí de uma forma mais estruturada.

 

O novo álbum soa mais refinado e mais ambicioso. Houve um esforço consciente para expandir os horizontes musicais da banda?

Não necessariamente, acho que é apenas algo que acontece naturalmente à medida que continuamos a compor música. Não queremos ficar para sempre presos no mesmo ciclo, por isso incorporamos outros elementos de que gostamos e que sentimos que se encaixam nas canções e na nossa música e, esperamos, tornam as coisas um pouco mais interessantes de ouvir.

 

Os Power Paladin abraçam claramente o legado de bandas clássicas de power metal como os Dragonforce, os Rhapsody Of Fire e os Helloween. De que forma é que essas influências moldaram a composição e os arranjos das novas canções?

Esta é a música que crescemos a ouvir e que nos fez apaixonar pelo género, por isso é definitivamente predominante quando estamos a compor o nosso próprio material. Tentamos pensar no tipo de música que gostaríamos de ouvir e, com sorte, o resultado é construirmos sobre o legado dessas bandas.

 

Um dos aspetos marcantes de Beyond The Reach Of Enchantment é a diversidade dentro do álbum. Foi importante para vocês criarem um álbum que explorasse diferentes ambientes e territórios musicais?

Acho que queremos sempre manter um pouco de diversidade nos nossos álbuns, ao mesmo tempo que tentamos unificá-los como um todo. O que é fantástico no power metal como género é que, apesar do que as pessoas possam pensar, sentimos que é realmente diversificado e permite seguir em todo o tipo de direções ao compor música.

 

O álbum apresenta oito faixas que parecem quase capítulos de uma saga maior. Abordaram o disco com uma estrutura conceptual ou narrativa em mente?

Encomendámos a arte gráfica para este álbum antes de começarmos realmente o processo de composição. Sentimos que ter esse guia visual à nossa frente nos ajudaria muito a inspirar-nos para compor músicas e garantir que elas ficassem um pouco unificadas sob o mesmo tema. Mas, fora isso, não buscamos propriamente um conceito específico, portanto, não há nenhuma grande saga ou algo do género neste álbum. Talvez um dia façamos um álbum conceptual, se tivermos uma ideia boa o suficiente para isso (risos).

 

A música The Arcane Tower conta com a participação especial de Tommy Johansson. Como é que essa colaboração surgiu e o que é que ele trouxe para a faixa?

Após o lançamento do nosso primeiro álbum, o Tommy entrou em contacto connosco porque, tal como nós, é um grande fã do género e gostou muito do nosso álbum. Por isso, quando chegou a altura de decidir se queríamos fazer algumas participações especiais, ele foi o primeiro nome que nos veio à cabeça, e ele é realmente um cantor excecional, por isso, uma canção como The Arcane Tower era simplesmente perfeita para ele. Uma faixa com muita força e emoção.

 

Em termos de produção, o álbum soa poderoso. Como foi a experiência de produzir o disco com Haukur Hannes, Ingi Þórisson, Bjarni Egill Ögmundsson e Atli Guðlaugsson, e o que é que a mistura e a masterização acrescentaram ao resultado final?

Tal como no nosso último álbum, o Haukur fez a mistura e o Frank fez a masterização. Ambos são excecionais no que fazem e a colaboração com eles tem sido ótima, por isso não houve dúvidas de que queríamos fazer este álbum com eles novamente.

 

A Islândia tem produzido muitas bandas notáveis em diferentes géneros nos últimos anos. Como é que vês os Power Paladin a encaixar-se na cena metal islandesa mais ampla?

Destacamo-nos definitivamente numa cena que está muito mais focada no death e no black metal. Mas vejo isso apenas como uma força; muitos dos tipos do género black metal são nossos amigos e ajuda ter um pouco de diversidade na cena musical para nos desafiarmos uns aos outros com sons diferentes.

 

Vamos falar sobre os concertos ao vivo. Estão ansiosos por levar estas novas canções para o palco?

Estamos muito entusiasmados! Realizámos um concerto de lançamento na Islândia no dia 1 de abril. A seguir, vamos tocar no Warriors Of Steel, na Noruega, em maio, e no Sátan, na Islândia, em junho. Depois, temos algumas coisas muito emocionantes a caminho para 2027; esperamos poder ver muitos de vocês por aí.

 

Olhando para o futuro, quais são as vossas expetativas ou objetivos para o Beyond The Reach Of Enchantment?

Acho que, como banda, já alcançámos todos os objetivos que nos propusemos desde o início, por isso não creio que haja nada que nos possa desiludir com este lançamento. Espero que todos gostem tanto quanto nós e, se a nossa música tornar a vida das pessoas um pouco melhor, então isso é sucesso para mim.

 

Por fim, obrigado mais uma vez pelo teu tempo. Há alguma mensagem que gostasses de deixar para os teus fãs e para aqueles que estão prestes a descobrir os Power Paladin através deste novo álbum?

Obrigado a todos pelo apoio até agora, e lembrem-se: com grande poder vem grande metal!

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