Veil Of Ashes (MORBID DEATH)
Firecum
Records/Museu do Heavy Metal Açoriano
Lançamento: 13/março/2026
Seis anos
após o lançamento de Oxygene, os nacionais Morbid Death regressam
com Veil Of Ashes, um álbum que marca o retorno da banda a uma editora
nacional e também a um som mais cortante e direto, reforçando uma agressividade
que marcou os seus primeiros passos. Formados na década de 90, os açorianos
construíram uma reputação sólida no panorama do death/thrash metal
português, caraterizando-se por uma capacidade notável de unir agressividade e
técnica, criando atmosferas densas. Ao longo de quase quatro décadas de
atividade, a banda consolidou uma identidade própria, onde a brutalidade se
encontra harmonizada com momentos de complexidade estrutural que desafiam os
ouvintes e reafirmam a sua longevidade no circuito underground. Em Veil
Of Ashes, essa maturidade revela-se logo na parede sonora, significativamente
densa e demolidora, sustentada por uma secção rítmica coesa e potente. O baixo
e a bateria formam uma base sólida, enquanto as guitarras expandem o espectro
sonoro, alternando entre riffs incisivos e passagens melódicas que
proporcionam respiros harmónicos. Esta abordagem cria um equilíbrio eficaz
entre agressividade e clareza, permitindo que cada elemento se destaque dentro
da densidade global. Ao longo dos seus longos oito temas, este trabalho vai
mostrando variações de intensidade e técnica. O tema-título apresenta-se como o
momento mais extremo, com ataques rápidos e contínuos; em contraste, Vanity
é dos momentos mais técnicos e harmónico. E se Hole Worm adota um
andamento mais compassado, demonstrando a versatilidade do grupo em alternar
brutalidade e controlo rítmico, já Souls Of Trauma e World Of Lies
regressam a um terreno mais técnico, evidenciando solos complexos e estruturas
que reforçam a identidade da banda enquanto executantes competentes e criativos.
No seu conjunto, Veil Of Ashes representa uma evolução natural e
coerente dos Morbid Death, consolidando a sua posição no death metal
nacional e demonstrando que a banda é capaz de conjugar intensidade, técnica e
musicalidade de forma convincente. É um trabalho que revela, em cada audição,
novas camadas de complexidade e momentos de puro impacto sonoro. Um regresso aguardado
que confirma não só a longevidade, mas também a relevância contínua da banda e
que revela uma máquina perfeitamente oleada. [84%]
Highlights
Vanity, World Of Lies, Evil Remains, Souls Of Trauma
1. Evil Remains
2. Veil Of Ashes
3. Vanity
4. Hole Worm
5. Souls Of Trauma
6. Fallen Future
7. World Of Lies
8. Death Row
Line-up
Ricardo
Santos – vocais, baixo
João
Raposo – guitarras
Helder
Pinheiro – guitarras
Pedro
Sousa – bateria
Internet
Edição

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