Entrevista: Battleroar

 



Oito anos depois de Codex Epicus, os gregos Battleroar estreiam uma nova editora e regressam com Petrichor, um álbum que marca o fim de um longo período de silêncio. Pelo meio, ficaram a pandemia, mudanças de formação e desafios pessoais que atrasaram o processo criativo, mas que não alteraram a essência de uma das bandas mais consistentes do epic heavy metal europeu. À conversa com Via Nocturna 2000, o guitarrista Kostas Tzortzis falou sobre a longa gestação de Petrichor, o contributo de Arthur Rizk e de Alex Papadiamantis para o resultado final, a mudança para a No Remorse Records e os planos para levar estas novas canções aos palcos.

 

Olá, Kostas, e bem-vindo a Via Nocturna 2000. Já passaram oito anos desde o Codex Epicus e agora os Battleroar regressam com Petrichor. Como se sentem agora que o álbum foi finalmente lançado ao mundo?

Obrigado pela oportunidade de falar com o vosso público. Bem, já estava na hora de lançar outro álbum. Com o período de quarentena e alguns problemas pessoais, o tempo simplesmente passou a voar, mas aqui estamos nós novamente e a sensação é fantástica!

 

Podes levar-nos de volta às origens de Petrichor? Quando é que as primeiras ideias para este álbum começaram a surgir e qual foi o percurso criativo que acabou por moldar o álbum?

Na verdade, nunca paro de reunir ideias para novas músicas. Só demora algum tempo a decidir se algo é suficientemente bom para o apresentar e trabalhar com os meus colegas de banda. Por isso, já estava a trabalhar nestas músicas praticamente desde o lançamento do álbum anterior.

 

Como decorreu o processo de composição desta vez? Foi um esforço colaborativo de toda a banda ou houve membros específicos que assumiram a liderança criativa?

Como disse acima, quase tudo surge da minha cabeça e, depois, trabalhamos todos juntos para completar as canções. Digamos que eu trago os ingredientes para a mesa e, juntos, cozinhamos a refeição.

 

Oito anos é um intervalo considerável entre álbuns. O que aconteceu durante esse período, tanto a nível pessoal como musical, que influenciou a direção e o espírito do Petrichor?

A quarentena foi, sem dúvida, um retrocesso para tudo. Mudanças na formação que tiveram de ser superadas e a necessidade de recriar a química na banda… e, claro, questões pessoais, como a perda de entes queridos e problemas de saúde que tivemos de superar. É a vida, meu amigo. O que se pode fazer?

 

Apesar do longo silêncio, os Battleroar sempre mantiveram uma identidade forte, enraizada na tradição do metal épico. De que forma achas que o Petrichor dá continuidade ao legado da banda e em que aspetos abre novos caminhos?

Continua a parecer épico… soa a metal… por isso, provavelmente deve estar certo. É assim que as coisas continuam, acho eu.

 

Por que escolheram Petrichor como título e de que forma este reflete os temas e as emoções explorados ao longo do álbum?

Gostaria de referir aqui que a maioria das letras foi escrita enquanto chovia. Provavelmente, isso influenciou a minha escolha do título e também porque queria usar algo que nunca perdesse o seu significado ao longo dos tempos. As pessoas continuam a sentir o mesmo quando cheiram a chuva. Sempre foi assim… e isso, para mim, é épico.

 

Um dos elementos mais distintivos do som dos Battleroar é a presença de texturas de violino e atmosferas épicas. Quão importante foi a contribuição de Alex Papadiamantis na definição do caráter emocional e cinematográfico de Petrichor?

O violino é um instrumento de melodias «mais elevadas», se é que me entendem. Consegue despertar sentimentos e elevar as harmonias de uma forma única… O Alex é um excelente violinista e compositor. Por isso, como compreendem, foi «simples» conferir um caráter especial ao álbum… e isso é bastante importante.

 

O álbum foi misturado e masterizado por Arthur Rizk, que se tornou uma figura altamente respeitada na produção de metal moderno. O que é que ele trouxe ao som de Petrichor

Uma nova abordagem! Um tratamento renovado à nossa mistura musical! A sua forma profissional de trabalhar e colaborar tira o melhor da banda.

 

Após vários lançamentos associados à Cruz Del Sur Music, os Battleroar estão agora a trabalhar com a No Remorse Records. O que motivou esta mudança e como tem sido a experiência com a nova editora até agora?

Tivemos uma excelente colaboração com a Cruz del Sur ao longo de três álbuns e eu nunca mudaria isso! O Enrico é um tipo fantástico e ficarei sempre grato por ter trabalhado com ele. Mas chegou a altura de dar o salto para uma excelente editora local e de trabalhar em conjunto com o Chris e a No Remorse Records, que conheço pessoalmente desde o primeiro dia em que formámos a banda! A nossa colaboração até agora tem sido excelente e estamos encantados por trabalhar com ele!

 

Já há planos para concertos ao vivo ou alguma digressão para promover o Petrichor? Poderemos finalmente contar com a presença da banda em Portugal?

Não tenho a certeza de que venha a haver uma digressão extensa pela Europa, mas estamos a trabalhar para marcar mais concertos aqui e ali e, em breve, haverá mais novidades sobre isso. Portugal seria um local fantástico para tocar, se houvesse uma proposta para nós por lá!

 

Muito obrigado pelo teu tempo, Kostas. Para encerrar esta entrevista, queres deixar uma mensagem final aos guerreiros do metal épico que esperaram pacientemente todos estes anos pelo regresso dos Battleroar?

Gostaria de agradecer a cada um e a todos os que apoiaram a banda ao longo dos anos e que nunca perderam a fé de que voltaríamos para mais, independentemente das dificuldades! Espero que tenhamos justificado a vossa espera com o novo álbum! Metal épico até ao fim!

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