Review: Rogue Planet (A LIQUID LANDSCAPE)

 

Álbum | Rogue Planet

Artista | A Liquid Landscape     

Edição | Glassville Music    

Lançamento | 05/junho/2026

Origem | Países Baixos

Género | Prog rock, alternative rock

Highlights | A Few And Far Between Part 2, Raven Song Part 2, Virgo Calling, Intention

Para fãs de | Anathema, Riverside, Pink Floyd, The Pineapple Thief, Karnivool

Apreciação

Uma década é tempo suficiente para deixar acumular pó sobre qualquer expetativa. Os neerlandeses A Liquid Landscape estiveram esse período ausentes e regressam agora com Rogue Planet, o terceiro longa-duração da carreira. Este registo sucede ao álbum The Largest Fire Known To Man (2014) e ao EP Stories Left Untold (2016), retomando um percurso iniciado em 1999 e marcado por uma identidade que nunca procurou seguir os caminhos mais óbvios do rock progressivo. Porque, apesar dessa etiqueta, Rogue Planet pouco tem a ver com o progressivo clássico das longas suites ou do virtuosismo ostensivo. A banda prefere construir atmosferas assentes em bases ora mais espaciais ora mais sujas. Há uma notória aproximação ao post-rock, como demonstra Consequence, mas também uma fusão particularmente feliz entre o peso do post-grunge e a faceta mais contemplativa do rock progressivo inspirada pelos Pink Floyd. Esta última torna-se particularmente evidente na segunda parte de Few And Far Between, onde as guitarras acústicas se cruzam com cenários espaciais e atmosféricos, ou em Intention, que envolve o ouvinte num jogo de guitarras ondulantes, ecos e reverbs. Sem necessidade de grandes exibições técnicas, os A Liquid Landscape demonstram ser expressivos na contenção, fazendo de Rogue Planet um disco consistente, equilibrado e suficientemente inspirado para justificar um regresso que se aguardava. [80%]

 

Tracklist

1. A Few And Far Between Part 1

2. A Few And Far Between Part 2

3. Intention

4. Consequence

5. Raven Song Part 1

6. Raven Song Part 2

7. Virgo Calling

 

Line-up

Niels van Dam – guitarra solo

Robert van Dam – baixo

Fons Herder – vocais, guitarras

Coen Speelman - bateria

Comentários

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