Live Reports




































NE OBLIVISCARIS+ PERSEFONE + THE OMNIFIC

24/maio/2023

Sala 2, Hard Club, Porto


A quente noite de 24 de maio mostrou o regresso dos Ne Obliviscaris a Portugal, depois de 8 anos sem concertos em solo nacional. Com ele trouxeram os, também australianos, The Omnific e os andorrenhos Persefone, uma tríade de sons progressivos que ficará na memória de todos aqueles que se dirigiram à sala 2 do Hard Club, uma sala praticamente esgotada para uma tour que roçou a perfeição.


A noite abriu com os The Omnific, trio de Prog/Post-Metal de Melbourne. Compostos por 2 baixistas e 1 baterista, o coletivo australiano demonstrou extrema coesão e consistência ao longo dos cerca de 30 minutos de concerto. Executando principalmente temas do último álbum, a sua prestação mostrou um perfeito balanço entre momentos de puro virtuosismo, partes melódicas, mudanças rítmicas e breaks com muito groove. A sala 2 do Hard Club que começou praticamente vazia, foi-se enchendo aos poucos à medida que mais e mais se apercebiam da qualidade do ato de abertura. O que lhes faltava em vocais e melodias, tinham em atitude e virtuosismo algo que, numa casa maioritariamente dominada por fans de Death Metal, se revelou crucial para conquistarem a audiência que, certamente, garantirá que esta não é a última vez que o trio pisa solo lusitano.



Com uma carreira de mais de 20 anos, os Persefone são a mais importante banda da cena metal andorrenha e foram a segunda banda a subir a palco naquela noite. Guitarras bem distorcidas, vocais agressivos, ambiências feitas pelos teclados, blast beats e refrões melódicos foram as palavras de ordem, num concerto que teve direito a mosh-pit e muito headbanging. A noite foi ainda marcada pelo regresso de Filipe Baldaia, guitarrista da banda, à cidade que o viu crescer, momento que foi devidamente assinalado com palavras de agradecimento para a plateia que, nessa altura, já enchia toda a sala. Apesar de trazer na bagagem o seu último álbum Metanoia, os andorrenhos focaram a sua atuação no álbum lançado já em 2013, Spiritual Migration, algo que não afetou de todo os fans que mostraram o seu agrado e entusiasmo em ver o coletivo apresentar um concerto tão coeso. Certamente uma das noites mais memoráveis para todos os membros dos Persefone


A noite fecharia com o segundo coletivo de Melbourne, os tão esperados Ne Obliviscaris. Na sua segunda visita a Portugal, os australianos mostraram-se mais sólidos que nunca, naquela que foi uma defesa justa do seu mais recente álbum Exul. Numa setlist que incluíu quatro dos seis temas presentes no seu último trabalho de estúdio, bem como alguns clássicos da banda, os Ne Obliviscaris mostraram porque é que são considerados uma das maiores bandas do Extreme Progressive Metal. Comandados pela dualidade vocal, ora melodiosa, ora gutural, e pela delicadeza das notas tocadas no violino do vocalista Tim Charles, o terceiro e último ato da noite revelou-se de uma qualidade excecional. Qualidade essa que não foi beliscada nem pelo facto de não contarem com Xenoyr (substituído para esta tour pelo vocalista dos Black Crown InitiateJames Dorton) nem pela inexperiência do novo baterista Kévin Paradis, que realiza a sua primeira tour com os australianos. Claramente emocionado pela plateia presente na sala completamente cheia do Hard Club, o líder Tim Charles relembrou-se de quão bom é atuar em Portugal e prometeu não demorar oito anos a voltar a terras lusitanas. Gesto claramente apreciado por todos aqueles que apreciam a arte musical praticada pelos australianos. Uma noite que nemo obliviscetur.  










HAKEN + BETWEEN THE BURIED AND ME + CRYPTODIRA

13/março/2023

Sala 1, Hard Club, Porto

 

Apenas 10 dias após o lançamento de Fauna, os Haken fizeram a sua Island In Limbo Tour passar pela Sala 1 do Hard Club no Porto, num concerto que certamente ficará na memória de todos aqueles que se deslocaram à baixa da cidade invicta na fria noite de 13 de março. Uma noite de Prog Metal para todos os gostos, onde ficou cabalmente provada toda a abrangência deste subgénero.


A noite abriu com os Cryptodira, banda de Progressive Death Metal de Long Island que se apresentou extremamente sólida. Com um setlist baseado em The Angel Of History e The Devil’s Despair, os americanos apresentaram bastantes argumentos para regressarem ao nosso país num futuro muito próximo. Temas longos, boas composições e muito bem executados, os Cryptodira abriram as hostes e aqueceram a plateia com uma atuação extremamente oleada.



O segundo ato da noite foi-nos apresentado pelos Between The Buried And Me. Com mais de 20 anos de carreira os americanos traziam na bagagem o seu mais recente álbum Colors II, naquele que é a sequela lógica do álbum lançado em 2007. Musicalmente insanos, os BTBAM são o pesadelo de todos aqueles que têm como hábito rotular bandas relativamente ao género e, como seria expectável, toda essa insanidade sana foi transmitida para o palco num concerto sem qualquer pausa. O público reagiu em massa e de forma bastante espontânea ao setlist extremamente variado que os americanos apresentaram. De notar ainda que, apesar de não serem a última banda a subir a palco, foram os BTBAM que movimentaram mais público, havendo mesmo fans que abandonaram o recinto quando a sua parte acabou.



Por último, foi a vez dos Haken subirem ao palco. Vestidos a rigor e com uma excelente distribuição no palco, o coletivo britânico apresentou um setlist mais focado nos clássicos (especialmente em Virus) do que no seu último álbum Fauna do qual se ouviram apenas os 3 singles (The Alphabet Of Me, Taurus e Lovebite) e, tendo em consideração a reação do público a esses 3 temas, ainda é necessária muita interiorização de Fauna por parte dos fans da banda. Extremamente competentes e rotinados, os britânicos contaram com o apoio do público para selar uma exibição de excelência que atravessou todas as fases da sua carreira. A noite dedicada ao Prog Metal terminaria com o épico de 17 minutos, Messiah Complex.








KALANDRA + MONUMENTS + LEPROUS

20/fevereiro/2023

Sala 1, Hard Club, Porto

 

Foi em véspera de Carnaval que os Leprous e Cia. nos presentearam com o primeiro de dois concertos em solo nacional. O Hard Club foi o local escolhido para a terceira visita dos noruegueses ao Porto, num concerto que mostrou aos fãs nortenhos que os Leprous não são apenas uma banda com capacidade dentro das paredes de um estúdio. A eles juntaram-se os seus compatriotas Kalandra e os companheiros de editora Monuments, duas bandas que revelaram ser a combinação perfeita para abrir a noite.

Os Kalandra foram os primeiros a subir a palco, naquele que foi o seu primeiro concerto em Portugal, mas que certamente não será o último. Com as suas composições evolutivas os noruegueses cativaram e convenceram um público que estava claramente à espera dos dois atos seguintes. Uma entrada arrepiante (as notas iniciais cantadas por Katrine Stenbekk mostraram-se de uma beleza assombrosa) e 30 minutos de muita qualidade sonora foram o legado de uma banda que deixa muita água na boca e que, certamente, ganhou um número elevado de fãs.

Em sentido completamente oposto, os Monuments apresentaram peso e energia, mas pouco discernimento. Foi com o seu metalcore que o público verdadeiramente aqueceu para a apoteose que se aproximava. Uma atuação de cerca de 45 minutos onde os ingleses, nomeadamente o vocalista Andy Cizek (que trabalho vocal incrível!), mostraram porque é que são consideradas uma das mais excitantes bandas do movimento metalcore britânico. 45 minutos de um concerto sempre em crescendo até chegar ao tema final The Cimmerian, um épico de 8 minutos de um nível muito superior ao apresentado em estúdio. 45 minutos que deixaram o Hard Club em êxtase e bem preparado para o último concerto da noite.

Foi por volta das 21:50 que os Leprous subiram ao palco. O público que, nesta altura, já enchia por completo a sala 1 do Hard Club, mostrou o seu agrado ao ver a banda posicionar-se nos seus devidos lugares. Foram precisos apenas 2 segundos para que toda a plateia reconhecesse o tema de abertura Have You Ever?. Apesar de trazer o mais recente álbum Aphelion na bagagem, a banda optou por um setlist (preparado especificamente para cada noite) mais baseado nos clássicos. Por isso, a Have You Ever? seguiram-se The Price e The Flood, dois temas onde o público foi extremamente participativo, cantando mais alto do que a própria banda. A isto seguiu-se Castaway Angels, o mais belo e emotivo momento da noite, naquele que foi uma homenagem sentida ao povo ucraniano. O concerto ganharia ainda uma vertente interativa quando a banda pediu ao público que escolhesse o tema seguinte. Após algum humor, Einar Solberg revelou as 4 opções (Observe The Train, Distant Bells, Bonneville e Illuminate (que acabaria por ser escolhida)), mas a decisão estava longe de ser tomada. Após se ter verificado um empate no voto democrático entre Illuminate e Bonneville, coube a um membro da plateia que apanhou a garrafa de água vazia atirada pelo vocalista eleger o tema seguinte. O concerto terminaria quatro músicas depois, em apoteose final, com Nighttime Disguise.

Fora da componente musical, é obrigatório destacar o incrível trabalho de luzes, principalmente durante o concerto dos dois atos noruegueses, os Kalandra num registo sóbrio e contrastante e os Leprous, com a adição de barras luminosas laterais em forma de pirâmide (clara referência à capa do último álbum Aphelion).

Foi com The Sky Is Red, já em encore, que a noite acabou. Para a memória ficam três concertos de altíssimo nível e a esperança de que a próxima visita dos noruegueses seja feita o mais rapidamente possível.







                                                                                     Reportagem do enviado especial Daniel Carvalho





Atualmente, o Wacken Open Air é um dos mais renomados festivais de metal do mundo e, na sua edição de 2022, voltou a mostrar todo o seu poderio, tal como foi documentado pelo enviado especial do Via Nocturna 2000, Michael König. Ao longo dos três dias do festival, muitas foram as bandas que passaram pelos diversos palcos do festival germânico. Powerwolf, Judas Priest, Arch Enemy, Grave Digger, Tarja e Overkill foram apenas alguns dos nomes que pisaram o Holy Ground (cartaz completo em baixo). Quem não teve oportunidade de lá estar tem sempre a possibilidade de ver alguns concertos no canal de Youtube do festival. HARDER, FASTER, LOUDER


Na autoestrada de acesso à zona do festival foi colocado um sinal dedicado ao WOA


Zona de entrada para os palcos




Memorial a Ronnie James Dio, Malcolm Young, Lemmy Kilminster, entre outros


W.E.T. Stage e Headbangers Stage







Visão geral do Holy Ground


Harder Stage e Faster Stage


Wacken Firefighters


Concerto dos Varang Nord


Cartaz Completo







De 23 a 26 de junho de 2022 o Via Nocturna 2000 teve um enviado especial em Clisson, França a fazer cobertura do Hellfest, um dos maiores festivais de metal do mundo. Em 2022 este apresentou-se com uma edição expandida que durou 10 dias. Ao longo desses 10 dias, praticamente todos os grandes nomes do metal passaram por lá. Deep Purple, Judas Priest, Alice Cooper, Nightwish, Avenged Sevenfold, Helloween, Sabaton, Megadeth, Epica, Metallica, Moonspell, entre outros (cartaz completo em baixo) pisaram os diversos palcos do Hellfest. David Clabaut foi responsável por todas as imagens e vídeos que vos trazemos daquele que foi, provavelmente, o maior festival de 2022. Pode ainda ver/rever alguns dos concertos no canal de Youtube do ARTE Concert





Vista da entrada


Lemmy Kilmister teve direito a uma estátua que incluia algumas das suas cinzas. Em sua honra foi ainda prestada uma homenagem liderada pelos seus antigos companheiros de banda Mikkey Dee e Phil Campbell








Vistas do recinto


Concerto dos Kadavar


Concerto dos Converge Blood


Concerto dos Sabaton


Concerto dos Gloryhammer


Concerto dos Airborne


Concerto dos Blues Pills


Concerto dos Myrkur Folkesange


Concerto dos Thou


Concerto dos Guns 'N' Roses


Concerto dos Killing Joke



Concerto dos Metallica



Concerto dos Spiritbox


Concerto dos The Last Internationale


Cartaz Completo


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DISCO DA SEMANA VN2000 #34/2026: The Mortal Light (CLIVE NOLAN) (Crime Records/We Lave Records)

GRUPO DO MÊS VN2000 #08/2026: ALKIMISTA (Selvajaria Records)

MÚSICA DA SEMANA VN2000 #35/2026: Giving Up The Ghost (BLACK SITES) (Independente)