quarta-feira, 14 de maio de 2014

Entrevista: Exorcism

Exorcism é o que se pode considerar uma super grupo composto por nomes veteranos do metal internacional. No final do ano passado tínhamos contactado o mentor do projeto, Csaba Zvekan (Raven Lord) ainda os trabalhos estavam em andamento. Agora com o disco I Am God na rua voltamos a contactar o vocalista para nos falar do resultado final.

Olá Csaba, mais uma vez. A última vez que falamos, ainda estavas em fase de preparação do álbum. Agora I Am God está cá fora. Quais são os teus sentimentos agora?
Olá Via Nocturna e obrigado pelo interesse em Exorcism. O disco está cá fora e recebeu muito boas críticas. E ainda atingiu a posição # 1 nas tabelas dos mais vendidos da Amazon francesa. Isso é uma grande conquista. Estou muito feliz com a forma como tudo está a decorrer. Mais uma vez, algumas respostas inesperadas e positivas vindas de todo o mundo.

E o resultado final é a imagem do que sonhavas para Exorcism?
Sim, um sonho tornado realidade pela forma como trabalhei duro e às vezes de forma calma, neste álbum. O resultado final é o CD nas mãos, abrir o invólucro e começar a pôr tocar os teus músicos favoritos.

As primeiras reações da imprensa e fãs têm sido muito boas…
Reação surpreendente. A imprensa em todo o mundo adora e motivou-nos para continuar esta grande jornada. Parece que, para alguns, toquei no nervo Heavy Metal e estamos a fazer ondas. É muito bom!

Na nossa última conversa, optaste por não avançar muito sobre os conteúdos líricos. Podes falar agora um pouco melhor em que consistem?
Nos Exorcism conto histórias sobre o apocalipse e alguns cenários do dia da condenação em End Of Days. Depois vem faixa-título, I Am God, que fala de uma luta entre Deus e Satanás nos céus. Isto na altura em que o arcanjo estava à direita de Deus e mais tarde foi lançado para a Terra. Voodoo Jesus é a história sobre a frustração de um homem ao não ser ouvido nem curado pelo milagreiro. The Last Rock n Roll é suficiente auto-explicativa. Quando a morte chega tens um último rock'n roll. É a ideia. Temos muitas formas de mal no mundo e Master Of Evil, refere exatamente como ele muda constantemente de forma e aparência. A canção Exorcism conta uma história verdadeira sobre Emily Rose que foi possuída por sete demónios ao mesmo tempo. Higher é a história sobre um monstro escondido que é embalado e dado como presente na forma de drogas. Stay In Hell fala sobre o ponto de viragem na vida. Já Fade The Day fala de qualquer tipo de renúncia e das mentiras que foram ensinadas a acreditar desde o início. A última faixa Zero G é sobre o estado mental de leveza. Fala sobre os demónios que chamamos e o inferno que criamos a nós mesmos.

Em termos de gravação estiveram juntos em estúdio ou não?
Na gravação trabalhei apenas com Lucio Manca. Claro que nos ensaios feitos em estúdio, eu, Joe Stump e Lucio Manca já tínhamos trabalhado juntos no ano passado com os Raven Lord. Mas Garry King só chegou no ano passado e ainda não trabalhamos com ele na mesma sala.

The Last Rock n Roll foi dedicada a Toni Martorell Borràs. Por quê?
Estás a fazer uma produção e isto é muito popular nos filmes. Portanto, quando tens um amigo que de repente morre, podes homenageá-lo dedicando-lhe uma música, um álbum ou um filme inteiro. Toni foi um grande amigo meu, que se viu envolvido em alguns problemas que tragicamente tiraram a sua vida. Ainda estou chocado e horrorizado e tenho muitas saudades dele. Descanse em paz.
  
Vocês lançaram vários vídeos das sessões de gravação ou vídeos de introdução. Mas para quando um vídeo de um tema?
Temos algo programado para este verão. Está para breve. Com uma banda que está espalhada por todo o mundo temos que encontrar o momento certo, quando todos nos reunirmos.

Já têm alguns festivais agendados. Quais são as vossas expetativas e o que podem os vossos fãs esperar?
Nesta altura gostaria de agradecer a todos os promotores que nos contactaram ainda antes do disco sair. Isso mostra uma grande confiança. Os fãs podem esperar um espetáculo de heavy metal verdadeiro e muito terra-a-terra porque gostamos de nos concentrar na música e com isso criamos a atmosfera.

Acredito que não deva ser muito fácil agendar espetáculos ao vivo com os Exorcism devido às vossas agendas pessoais. É verdade? Como é feita essa gestão?
Precisamente o contrário! Estamos prontos para tocar em qualquer lugar e a qualquer hora. A nossa planificação e agenda permite-nos fazer qualquer tipo de tours. Além disso, a ideia principal é ter o disco como veículo para o fazer. Queremos estar na estrada, tanto quanto pudermos. Mais shows e datas serão confirmados em breve.

Bem, foi um prazer voltar a contigo. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Agradecer-te Via Nocturna por esta grande entrevista e para todos os leitores, amigos e fãs. Vemos por aí!

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