Já aconteceu a estreia, autointitulada dos Bellika. O EP é apresentado num curioso
formato, personalizado e de extremo bom gosto. Os interessados em adquirir o
registo devem utilizar o email orderbellika@gmail.com. Por outro lado, os temas - produzidos por Guilhermino Martins nos Blind
& Lost Studios - podem, desde, já ser ouvidos e descarregados no facebook
da banda vila-realense. Mais informações em www.vilametal.web.pt.
Sábado, 31 de Dezembro de 2011
Switchtense: video retrospetivo de 2011
Os Switchtense reuniram num video alguns dos melhores momentos de
2011 para a banda. Este é um video dedicado a todos os fãs e pode ser visualizado aqui.
Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
Review: Feed The Extermination (Vendetta)
Feed The Extermination (Vendetta)
(2011,
Massacre Records)
Os menos
jovens certamente se lembrarão dos thrashers germânicos Vendetta. Estes
veteranos iniciaram as suas funções no final dos anos 80 tendo lançado dois
álbuns em 1987 (Go And Live… Stay And Die) e 1988 (Brain Damage) pela então
influente Noise International. Depois de um hiato de quase 20 anos, e
aproveitando o novo boom que o thrash metal old school tem vindo a ter, deu-se
o regresso com Hate, em 2007 e agora, quatro anos depois, Feed The Extermination.
Sem concessões, este é precisamente um desses álbuns de thrash metal da velha
guarda, a destilar Bay Area por todos os poros. Claro, não se deve esquecer a
escola germânica do género, também ela muito marcante. Por isso, de Sodom,
Kreator e Destruction a Overkill, Metal Church ou Testament, todas essas
lembranças vêm à nossa memória. Desde a capa, aos riffs, aos solos, às
melodias, aos registos vocais. Sem dúvidas: isto é thrash metal do bom! Com uma
ligeira aproximação ao progressivo, notória, por exemplo na soberba Tremendous
Brutality, os Vendetta fazem uma abordagem ligeiramente diferente mas que não
afeta em rigorosamente nada a sua atitude e poder. Outra forma bem interessante
de contornar a sistemática agressividade surge em Abuse um longo tema onde os
registos acústicos são dominantes. Terminando como começamos: os menos jovens
lembrar-se-ão dos Vendetta e por isso têm mais que motivos para festejar mais
um disco da banda; os mais jovens que, eventualmente, não conheçam, têm em Feed
The Extermination uma boa justificação para os procurarem.
Tracklist:
1. Feed The
Extermination
2. Tremendous
Brutality
3. Cancer
4. Ovulation
Bitch
5. Storage Of
Anger
6. Dog In The
Manger
7.
De-organ-izer
8. Abuse
9. Trust In God
10. Til I’m Dead
Line up:
Mario Vogel
- vocais
Frank
Schölch – guitarras
Klaus
Ullrich – guitarras e baixo
Thomas
Krämer - bateria
Internet:
Edição: Massacre Records
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
Welicoruss: video para Kharnha disponível
A banda de metal sinfónico russa, Welicoruss já tem disponível o video para
o tema do single Kharnha. Podem visualize-lo aqui.
Thee Orakle: Primeiro tema de Smooth Conforts False disponível
Alexandre Cthulhu na Cripta TV
A Cripta TV, TV interativa de
entretenimento e que faz promoção de artistas Portugueses irá passar um
“especial talento” na sua programação de sexta feira dia 30 de dezembro pelas
21 horas, sendo o destaque, o guitarrista Alexandre Cthulhu. A não perder.
Myon: single e video a 1 de janeiro
Os finlandeses Myon editam o seu novo
single Call Of The Senses no primeiro dia de 2012, sendo que o vídeo desse tema
já pode ser visualizado aqui.
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
Review: Quantum Leap (Persona Non Grata)
Quantum Leap (Persona Non Grata)
(2011, Massacre Records)
Os
amantes de nomes como Dream Theater, Symphony X ou Fates Warning têm mais um
nome para se deliciar: Persona Non Grata, coletivo grego que em Quantum Leap
assina o seu segundo trabalho. Um trabalho de verdadeiro prog metal, com temas
complexos mas sempre com um cenário de melodia muito presente. O inicio é feito
em grande nível com um conjunto de temas de excelente calibre, tecnicamente
evoluídos e superiormente interpretados. Pecam um pouco pela sua colagem a
Dream Theater, mas isso não impede que temas como Lend Me A Hand, Evil Feelings
ou 9 AM News (aqui, a espaços, a lembrar os nossos Forgotten Suns) sejam peças
de inegável valor. A segunda metade do disco é mais calma, mais emotiva, com maior
acentuação nas linhas de piano e nos altos e emocionais vocais de Aris Pirris.
É uma forma diferente dos Persona Non Grata apresentarem o seu metal
progressivo, mais orientado para a canção e menos para desenfreadas
masturbações técnicas. Grief, Diversity e Inertia são disso bons exemplos,
sendo o fecho com Journey’s End o expoente máximo da conjugação das duas
vertentes assinaladas. É um tema belíssimo com um brilhante trabalho de baixo e
um solo de teclados verdadeiramente assombroso mesmo no final. É a forma mais
que perfeita de terminar um disco todo ele de elevado valor a demonstrar que os
Persona Non Grata devem ser mais um nome a ter em consideração neste segmento.
Tracklist:
1. Imaginative Mind
2. Lend Me A Hand
3. Evil Feelings
4. 9 Am News
5. Redemption Of Sins
6. Captive
7. Grief
8. Diversity
9. Inertia
10. Journey Ends
11. Journey‘s end
Line up:
Aris Pirris
- vocais
Akis Gavalas
- bateria
Chris
Vogiatzis - baixo
Chris Gatsos
- guitarras
John
Ioannidis - teclados
Internet:
Edição: Massacre Records
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
Review: Rostrot (Eisregen)
Rostrot (Eisregen)
(2011, Massacre Records)
Os mórbidos deathsters Eisregen frequentemente assaltam os tops de Alemanha e Áustria, atingindo alguns lugares de relevo,
como aconteceu com o 27º posto com Schlangensonne.
Por isso, Rostrot, cujo EP de avanço,
Madenreich, já havia deixado boas
indicações, é apresentado pela sua editora como tendo potencial para entrar no
Top 30. Se o irá conseguir ou não só o tempo o dirá, mas uma coisa é certa a
sua editora tem apostado muito forte neste novo trabalho dos germânicos e as
expectativas são, realmente, muito altas para o nono trabalho de estúdio depois
de uma espera de ano e meio. Para isso muito contribui uma carreira de 16 anos
sem quebras que culminam em mais um conjunto de dez temas frescos, originais e
descomprometidos. Ou se preferirem, mais dez supremas histórias do seu
vocalista M. Roth. Como exemplo, Bewegliche
Ziele mostra-nos o fim trágico de um assalto a um banco com a polícia a
reféns a servirem de alvos. Ou Kathi das
Kuchenschwein nas sua referências a um deus que, realmente existe, mas que
acima de tudo odeia a humanidade e crianças gordas. Rostrot impressiona pela variabilidade sonora que os Eisregen conseguem imprimir: desde blastbeats extremos e uma incontida
raiva em Schakal: Ode an die Streubombe
ou Wechselbalg até hinos como Rostrot ou groove atmosférico em Fahles
Roß e Ich sah den Teufel. Pelo
meio ainda há espaço para a inclusão de partes que se poderiam apelidar de
bandas sonoras e uma referência especial para o tema Madenreich que promete ser o próximo hit da banda, um dos pontos mais altos das suas próximas
apresentações ao vivo. Voltando a gravar nos Klangschmiede E com o produtor
Markus Stock (já lá vão oito anos!), os Eisregen
atingem em Rostrot os seus objetivos
de sempre: sem compromissos e sem copiar outras bandas. Por isso este é mais um
ponto a destacar numa longa e irrepreensível carreira.
Tracklist:
1. Erlösung
2. Schakal: Ode an die Streubombe
3. Madenreich
4. Ich sah den
Teufel
5. Blutvater
6. Bewegliche Ziele
7. Kathi das Kuchenschwein
8. Wechselbalg
9. Fahles Roß
10. Rostrot
11. Madenreich
(Live in Mogadischu/Somalia 2013)
Line up:
M. Roth -
vocais
Yantit - bateria
Bursche Lenz – guitarras, baixo
Dr.
Franzenstein - teclados
Internet:
Edição: MassacreRecords
Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
Metal unido contra o cancro
Let’s Unite In Rock é um tema escrito por Henrik Flyman (Evil Masquerade) e destina-se a
apoiar a Metal For Cancer. Tudo o que têm a fazer, se quiserem contribuir, é
irem a www.metalforcancer.com e comprar uma cópia da canção. Todas
as verbas serão doadas à Australian Cancer Research Foundation. Relembre-se que
a Metal For Cancer é uma ideia criada por Richard Ofsoski que seleciona músicos
de heavy metal de reconhecida qualidade para contribuírem com o seu talento
para criarem e interpretarem música cujo resultado da venda reverterá para a
luta contra o cancro. Neste caso, a banda é composta por Henrik Flyman
(guitarras - Evil Masquerade); Peter Wildoer (bateria - James LaBrie, Darkane,
Arch Enemy); Thor Jeppesen (baixo - Evil Masquerade) e Artur Meinild (teclados
- Evil Masquerade). Quanto aos vocalistas, são: Mats Leven (Therion,
Yngwie Malmsteen); Snowy Shaw (Therion, Mercyful Fate, Dream Evil); Tony Kakko
(Sonata Arctica, Northern Kings); Apollo Papathanasio (Evil Masquerade,
Firewind, Spiritual Beggars); Tony Mills (TNT, Shy); Silvio Massaro (Vanishing
Point); Richard Ofsoski (Ofsoski, Sedition); Henrik Flyman (Evil Masquerade);
Lance King (Avian, Pyramaze) e Dagfinn Joensen (Fate). Finalmente, os guitarristas solo são
Glen Drover (Megadeth, Testament, Eidolon); Henrik Flyman (Evil Masquerade) e
Stu Marshall (Empires Of Eden).
Lord Volture com novo vídeo
Os
holandeses Lord Volture tem disponível um novo vídeo como
agradecimento pela forma como têm sido apoiados em todo o mundo no último ano.
Trata-se do vídeo para o tema Hearts Of Steel, música extraída do seu primeiro
álbum, Beast Of Thunder. O vídeo pode ser visto aqui.
Domingo, 25 de Dezembro de 2011
Review: Argue All You Want (Himora)
Argue All You
Want (Himora)
(2011, Drugstore Records)
Sejamos sinceros: com uma capa e um
nome como estes, este coletivo norueguês dificilmente consegue transmitir algum
sentimento de excitação a seu respeito. Todavia, devemos abstrair-nos de considerações
antecipadas e concentrarmo-nos na música que os Himora produzem neste seu trabalho de estreia, Argue All You Want. A sua fórmula é facilmente reconhecível num
estilo em que os Foreigner se cruzam
com Bad Co., adicionado de alguns
elementos e riffs na linha de Thin Lizzy ou AC/DC. Ou seja, rock dos
anos 70 onde se misturam elementos AOR,
com uma componente comercial acentuada. Os amantes do rock mais tradicional podem perder algum tempo com este trabalho
onde se nota um bom desempenho vocal e alguns leads de guitarra bem conseguidos. Alguns bons exemplos surgem na
forma de Too Long At The Fair com uns
coros agradáveis, Birmingham com um
excelente linha de baixo (que volta a surgir em Legend In Your Lunchbox) e com solo de harmónica, Like A Heart Attack com riffs na linha de AC/DC, a inspirada em Aerosmith
Just Can´t Stop na abertura do disco
e a funky Big Betty. No entanto, nada
de transcendental. O contraponto com estes ambiente de hard rock mais sujo, é feito com faixas como When The Boys Are Back, Wings
(uma melosa balada AOR), Fisherman’s Blues ou Summer Dress onde os Himora introduzem a necessária
variabilidade. Apesar de tudo isso, o nível de energia mantém-se baixo o que
faz com que este seja um disco aconselhado, especialmente, aos fãs de Aerosmith.
Tracklist:
1. Just Can't Stop
2. Like A Heart Attack
3. Too Long At The Fair
4. Birmingham
5. When The Boys Are Back
6. Wings
7. Big Betty
8. Summer Dress
9. Fisherman's Blues
10. Mexico Smile
11. Legend In Your Lunchbox
Line up:
Terje Kjørlaug
Morten Fredheim
Remi Fagereng
Endre Hallre
Internet:
Edição: Drugstore Records
Sábado, 24 de Dezembro de 2011
Entrevista: Under The Pipe
Valério Paula não perde tempo.
Depois do EP Past And Future e do
álbum Star Over Again, ambos deste
ano, tem já pronto para ser lançado em janeiro, mais uma vez em formato
exclusivamente digital, um novo EP intitulado Fix You, You Are Not Alone. Fomos, mais uma vez, saber as
motivações e sentimentos que nortearam o músico na criação desta obra e ficamos
a saber que, afinal, Under The Pipe se prepara para ir para palco. Confiram.
Novo trabalho e não deixa de ser curioso ter um título onde referes
que não estás sozinho, quando todo este disco voltou a ser feito em solitário,
certo?
Correctíssimo... só que aqui eu refiro-me à
vida. Em todos os momentos estamos rodeados de pessoas, na escola, no trabalho,
nas ruas ou mesmo nas redes sociais. As pessoas muitas vezes sentem-se só, mas
é preciso que se concentrem e se concertem mentalmente para não se sentirem
assim. Podemos a todo momento estar acompanhados, seja de um amigo de anos, um
amor recente ou companheiro virtual...
Quais são as tuas expectativas para este lançamento, sendo um álbum
tão pessoal?
Quero pô-lo em prática... acho que os blogs, sites e revistas de música que têm comentando o trabalho me deu
aquela vontade de voltar a atuar ao vivo, coisa que havia morrido há dois anos
atrás. Quero ver como o Fix You, You Are
Not Alone resulta ao vivo... sabemos que não é música para estar aos saltos
e sim para ouvir e estar a apreciar com uma boa bebida na mão.
Que sentimentos estão mais expostos neste trabalho?
Aqui em Fix
You, You Are Not Alone, deixei o lado do passado e futuro, para transpor o
presente, acho que continua a dizer sobre o tempo que passamos a pensar nas
coisas... mas ainda acredito que cada tema vai deixar o ouvinte ter a sua
própria perceção do que quer sentir... por isso eu estou adorando este
monstrinho chamado Under The Pipe.
E mudaste alguma coisa em termos de composição e/ou gravação para
este novo EP?
Sim... tentei explorar o lado mais rock e a bateria, apesar do som da mesma
poder ter ficado um pouco melhor, mas nada que enfraquecesse o trabalho. Ainda
consegui uns bons temas, na minha perceção da coisa, passar o que queria, para
além da ausência do baixo em alguns deles... O que vai dar um trabalho extra ao
baixista João Lourenço, que integrou recentemente os Under The Pipe. Pois é, a
partir de janeiro de 2012, os Under The Pipe, e seu post rock, vão começar a ensaiar para dar futuros concertos nas
pequenas salas de Portugal...
Portanto, pelo que depreendo, e ao contrário do que estava previsto,
vamos ter os Under The Pipe ao vivo?
Sim, já temos uma formação a ser testada em
ensaios e espero que sejam as pessoas certas. Se assim for sem dar grandes
prazos, espero no meio ou final de março de 2012 esta agendando datas para
Under The Pipe atuar... provavelmente começaremos num clube local aqui do
Barreiro/Portugal. Já falei com o organizador de lá e temos uma apresentação
garantida para quando estivermos com os temas na ponta dos dedos (risos)
Numa anterior entrevista referias que não seria muito possível
alargar a base de instrumentistas. Também já mudaste de ideias a este respeito?
Estava convicto disso, mas agora estou curioso
para ver a reação das pessoas a esta mistura sónica de noise experimentalista com bases mais suaves... a ver vamos se
também gostam ao vivo já que as versões de estúdio estão a ser bem aprovadas...
Fala-me da tua ligação à Awal UK. Como aconteceu?
Olha, a Awal, tem assinado grandes artistas
pelo globo inteiro, principalmente em Portugal e como já havia conversado com
eles em 2009 na época de Skewer resolvi voltar a entrar em contacto agora. O
Steve deu-me total carta branca e o apoio dele e da Awal na distribuição de
Under The Pipe. Tenho agora focado em deixar as pessoas cientes da existência
do projeto que está a dar os primeiros passos e vamos precisar de toda ajuda
possível e muita paciência para chegar a mais pessoas e em Portugal é preciso
trabalhar muito para que as pessoas ouçam algo antes de ir as rádios... e é
tarefa árdua onde não deve existir stress. O momento agora é de ir ensaiando e
curtir estar nos palcos, nos bares, nos clubes, onde for possível.
Extra UTP, que outros projetos tens planeados e/ou estás atualmente
envolvido?
Como um projeto requer tempo e dedicação,
tenho dado total atenção a esta nova cria, afinal quando nos dividimos em
vários, as coisas não fluem como deve ser, pois alguma sempre fica com menos
atenção. Por isso gosto de me dedicar a uma única cena. Já basta que
trabalhamos, temos as nossas famílias e sonhos à parte... De resto vamos tentar
tocar um ou dois temas de cada trabalho e ver o que o público pensa a respeito
de Under The Pipe ao vivo. Aproveito para relembra a discografia de Under The
Pipe: Past And Future EP - 2011 -
MIMI Records (Japan/Portugal) (exclusivamente digital); Start Over Again CD -
2011 - Believe Digital/Virgin (exclusivamente digital); Fix You, You Are Not Alone - 2012 - Awal Records /Believe
Digital/Virgin (exclusivamente digital). Finalmente convido-te para fazeres
parte do Facebbok Oficial em http://www.facebook.com/pages/Under-The-Pipe/164653436920236
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
Review: Dark Adrenaline (Lacuna Coil)
Dark Adrenaline (Lacuna
Coil)
(2012, Century Media)
Poderosa, misteriosa e serpenteante, a música dos Lacuna Coil tem sido sempre um mistério. Muito forte para ser gótica e
demasiado melódica para ser puramente metal, a
banda abriu um caminho muito próprio,
com o seu som único. Com o apropriadamente intitulado Dark Adrenaline
o sexteto italiano publica o seu sexto trabalho de originais, composto por uma dúzia de canções
tingidas com tristeza e raiva. São temas curtos (10 abaixo dos 4 minutos) e diretos, sem grandes preciosismos
nem artificialismos. Quinze anos de carreira permitiram aos italianos filtrarem
o essencial do acessório e isso repercute-se neste disco. Talvez por isso se
possa considerar Dark Adrenaline como o trabalho mais coeso, em termos
coletivos, dos últimos tempos. Um disco forte, com riffs pesados e densos,
muito groove. E, simultaneamente, um disco sóbrio, compacto e homogéneo. Um
disco onde o gótico foi, definitivamente, abandonado e onde a costela metálica
se nota com mais vigor. Na prática, com muita adrenalina. Mas uma adrenalina
obscura, negra centrada em paisagens, por vezes, explosivas. Emocionalmente o
momento mais alto do disco surge, precisamente, no final com My Spirit, mas há
outros momentos que devem ser destacados: a cover dos REM, Losing My Religion
está excelente; a abertura com Trip The Darkness (primeiro single) cruza o peso
e paixão de uma forma como há muito os Lacuna Coil não faziam; End Of Time
mostra o lado mais melódico dos transalpinos e, pelo contrário, a mais curta,
Fire, estilhaça em todas as direções. Evitando, como sempre o fizeram, a
repetição, Dark Adrenaline é, sem dúvida, um disco tipicamente Lacuna Coil e,
acima de tudo, revela-se mais completo e entusiasmante que o seu antecessor
Shallow Life.
Tracklist:
1. Trip The Darkness
2. Against You
3. Kill The Light
4. Give Me Something More
5. Upsidedown
6. End Of Time
7. End Of time
8. I Don´t Believe In Tomorrow
9. The Army Inside
10. Losing My Religion
11. Fire
12. My Spirit
Line up:
Cristina Scabbia - vocais
Andrea Ferro - vocais
Marco “Maki” Coti Zelati – baixo,
teclados
Cristiano “Pizza” Migliore - guitarras
CriZ - bateria
Maus - guitarras
Internet:
Edição:
Century Media
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Feliz Natal!
Via Nocturna deseja a
todos que tem contribuído para a criação e manutenção destas páginas,
especialmente, bandas, editoras e demais agentes, bem como a todos os leitores
e ouvintes um Feliz Natal.
Primeiro extrato de Anthology IV: The Tragedy Of Nerak (Akphaezya)
Já está disponível um primeiro extrato do novo álbum dos franceses Akphaezya, Anthology IV: The Tragedy Of Nerak, a ser editado em março do próximo ano. O tema chama-se Genesis e pode ser ouvido aqui.
Snowy Shaw ao vivo
Depois de mais de 20 anos na música, com
passagens em diversas bandas, chegou finalmente o momento do reputado Snowy
Shaw apresentar o seu álbum a solo, em nome próprio. Trata-se de um álbum ao
vivo gravado em Gotemburgo, Suécia, onde Snowy Shaw se apresenta acompanhado de
Kristian Niemann (guitarra, ex-Therion), Mannequin De Sade III (bateria,
ex-Notre Dame), e da vocalista/baixista feminina Hellinor (agora substituída
por Vicky Valkyria). Para esta ocasião especial Snowy convidou um conjunto de
amigos de se destacam Andy La Rocque, Mike Wead, Hal Patino, Mats Léven, Kee
Marcello e Thomas Vikstrom.
Novo álbum dos Thee Orakle pela Ethereal Sound Works
O segundo álbum dos Thee Orakle Smooth Comforts False irá ter o selo da portuguesa EtherealSound Works, com edição
prevista para fevereiro de 2012. Registado nos UltraSoundStudios
em Braga, com produção e masterização a cargo de Daniel Cardoso, este álbum
conta com as honrosas participações de Yossi Sassi dos israelitas Orphaned Land, Adolfo
Luxúria Canibal dos Mão Morta e Marco Benevento
dos italianos The Foreshadowing. O artwork do disco, foi criado por Phobos
Anomaly Design! A editora Ethereal Sound Works está neste momento a aceitar
pré-encomendas de uma edição limitada do álbum (CD + T-Shirt). Os interessados
devem reservarem o seu pack aqui.
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
Review: Fix You, You Are Not Alone (Under The Pipe)
Fix You, You Are Not Alone (Under The Pipe)
(2012, Awal UK)
Depois de Past And Future, do ano passado, o multi
instrumentista Valério Paula está de
regresso às gravações com um novo EP, Fix
You, You Are Not Alone. Não deixa de ser curioso este título em mais um
trabalho em que o música volta a fazer tudo… sozinho, registando todos os
instrumentos no seu estúdio caseiro. É neste projeto que Valério Paula expurga os seus demónios e explora todas as
sonoridades que não pode fazer nos coletivos onde se tem integrado,
nomeadamente o mais recente Skewer.
Por isso, Fix You, You Are Not Alone
é (mais) um disco extremamente pessoal. Um disco onde, sem dizer uma única
palavra, se consegue perceber os diferentes estados de espírito que
atravessavam a mente e o espírito de Paula. São sentimentos que vão desde a
angústia ao desespero, passando pela raiva e pela meditação. Em termos
musicais, são seis temas com uma dose adequada de experimentalismo e
minimalismo, onde uma bateria assustadoramente dinâmica muito contribui para
expor os citados sentimentos. Tudo isto tendo sempre como base um post rock emotivo que, maioritariamente,
se desenvolve em espiral, apresentando crescendos de intensidade, de angústia e
de complexidade. Na nossa opinião, Super
Sonic Dream é a faixa melhor conseguida deste EP, com uma belíssima melodia
que, invariavelmente, acaba por ser atropelada
por sinistros sons saídos da guitarra e feedbacks
agonizantes. Fix You, o tema de
abertura, é surpreendentemente calmo, para, mais tarde, ser completamente
devastado por um temporal sónico violento. Noutra vertente, The Day That Nothing Works, revela-se
complexa com diversas camadas sonoras a transmitir toda aquela raiva que todos
já sentimos, quando nada nos sai bem. E como já tínhamos referido aquando de Past And Future, mais uma vez Valério Paula e Under The Pipe conseguiu transpor, de forma efetiva, sentimentos
para notas musicais, mantendo aquela áurea algo obscura que só se consegue com
uma produção caseira como esta.
Tracklist:
1.
Fix You
2.
Space An Infinite World
3.
Super Sonic Dream
4.
The Angels Are Lying Too
5.
The Day That Nothing Works
6.
Unhopeless, My Sorrow!
Line up:
Valério Paula – todos os instrumentos
Internet:
Edição: Awal UK
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
Review: Rock 'n' Roll Circus (Rob Mancini)
Rock’n’Roll Circus (Rob Mancini)
(2011, GMG Records)
Após quase
uma década de abstinência em termos de gravações, o músico italo-germânico
radicado na Irlanda, Rob Mancini,
decidiu regressar com um trabalho extremamente pessoal. Isto no sentido de Rock ‘n’ Roll Circus ser praticamente
todo interpretado por ele próprio. Musicalmente o músico explora as raízes do rock dos anos 80, situando-se próximo
duma onda AOR com um conjunto de
temas muito radio friendly sendo que
a esta base é adicionada um forte dose de elementos eletrónicos. Mas Mancini
propõe algumas surpresas: são temas que se desviam claramente da linha seguida.
E essas surpresas começam logo ao segundo tema, a faixa-título, muito maquinal
quase a atirar para Marylin Manson.
À quinta faixa, a cover de Running Up That Hill (de Kate Bush), acentua as tendências para
a utilização de maquinaria e robótica. Finalmente, Lay Down The Law é claramente um rock’n’roll boogie woogie sulista assim como só os ZZ Top sabiam fazer. Quanto ao resto, este é um álbum preenchido
com temas AOR, claramente orientados
para as ondas radiofónicas, das quais se destaca o grande hit que é Edge Of A Broken
Heart, mas também Every Time You Cry,
Weak As I Am ou Stranger In Paradise.
Tracklist:
1. Carnival Of Fools
2. Rock’n’Roll Circus
3. Edge Of A Broken Heart
4. Every Time You Cry
5. Running Up That Hill
6. Lay Down The Law
7. Weak As I Am
8. Stranger In Paradise
9. Too Late To Die
10. The Reaper
11. United We Stand
12. Time Stops For No One But You
13. Edge Of A Broken Heart (Radio Edit)
Line up:
Rob Mancini
– guitarra, baixo, sintetizadores, programações
Aine Mancini
– vocais
Internet:
Edição:
GMG Records
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